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Apresenta o espírito da criança como um tecido simultaneamente em dois planos diferentes, de certo modo superpostos um ao outro. O trabalho operado no plano inferior é, nos primeiros anos, muito mais importante. É obra da própria criança, que atrai para si e cristaliza ao redor das suas necessidades tudo o que é capaz de satisfazê-la. É o plano da subjetividade, dos desejos, do brinquedo, dos caprichos. O plano superior é, pelo contrário, edificando pouco a pouco pelo meio social, cuja pressão impõe-se cada vez mais à criança. É o plano da objetividade, da linguagem, dos conceitos lógicos, em uma palavra, da realidade. Esse plano superior é, desde logo, de uma fragilidade muito grande. Desde que sobrecarregado, estala, encolhe, afunda, e os elementos de que é feito vêm cair sobre o plano inferior para aí misturarem-se aos que a este pertencem, outros pedaços ficam ainda a meio-caminho, suspensos entre o céu e a terra.
Disponível em: https://ria.ufrn.br/jspui/handle/123456789/1225. Acesso em: 30 mar. 2026 (adaptado).
O texto apresenta uma síntese do livro
O mal-estar na civilização de Sigmund Freud.
A linguagem e o pensamento da criança de Jean Piaget.
A evolução psicológica da criança de Henri Wallon.
Estruturas da Mente de Howard Gardner.
A Formação Social da Mente de Lev Vygotsky.