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Em seus estudos e pesquisas sobre avaliação da aprendizagem, Cipriano Luckesi (2005) aponta um aspecto que considera ponto de partida para a realização de qualquer intervenção pedagógica em uma determinada realidade, a saber, a disposição para acolher. De acordo com o autor, no que se refere a esse aspecto é incorreto afirmar:
Sem o acolhimento da realidade como ela é, não é possível se efetivar uma intervenção adequada, pois qualquer outro ponto de partida seria enganoso e sem sustentação.
A disposição para acolher é o ponto de partida para qualquer prática de avaliação. Trata-se de um estado psicológico oposto ao da exclusão que se estabelece pelo julgamento prévio.
A disposição de acolher não faz parte da conduta do avaliador, mas sim do objeto/sujeito da avaliação, que por sua vez precisa estar disposto ao processo de avaliação proposto pelo educador.
Não se pode realizar uma avaliação adequada quando o objeto, o sujeito ou a ação já são previamente rejeitados ou julgados antes do processo avaliativo.
Para se ter disposição para o acolhimento é necessário estar atento à ela. Não nascemos naturalmente com esta disposição, mas sim, a construímos estando atentos ao modo como as coisas, pessoas ou situações chegam até nós.