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No artigo O ensino superior brasileiro: novas configurações e velhos desafios, Antônio Severino (2008) faz uma análise sobre o ensino superior no Brasil evidenciando um processo explícito de uma reforma universitária permanente e prioritária. Nas palavras do autor “No mínimo, fica claramente assumida a política de ensino superior que, no meu entendimento, não responde apenas às exigências de regulamentação formal da LDB, mas sobretudo consagra uma tomada de posição francamente adepta das consígnias da visão neoliberal da educação” (p. 80). Sobre essa crítica, assinale a alternativa incorreta:
O intenso movimento legislativo evidencia adesão à privatização, permitindo instituições com fins lucrativos, e aceita que a boa formação universitária possa ocorrer sem pesquisa ou produção de conhecimento (SAVIANI, 2003, p. 14-15), alinhando-se à agenda neoliberal para cultura, ciência e educação.
Desde os anos 1990, mudanças em legislação e programas têm efeito ambíguo: defendem qualidade, cidadania e inclusão no mercado de trabalho, mas nem sempre se articulam em um projeto político-educacional coerente.
Desde os anos 1990, o poder público brasileiro tem buscado diversificar e diferenciar o ensino superior, aplicando flexibilidade, competitividade e avaliação, alinhado à pressão da agenda neoliberal dominante (OLIVEIRA, 2007, p. 11).
É possível afirmar que há baixa tendência de mercantilização dos serviços educacionais e privatização do Ensino Superior, o que se tem em vista é atender melhor às demandas sociais e do mercado de trabalho, sendo contrária a linha da teoria do capital humano.
As universidades públicas enfrentam o desafio de conciliar políticas educacionais e demandas do mercado com seu projeto político-pedagógico, correndo o risco de se tornarem dependentes de metas políticas e de mercantilizar sua produção acadêmica (OLIVEIRA, 2007, p. 18).