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A psicologia do desenvolvimento contemporânea, ao se afastar de modelos puramente maturacionais e normativos, tem enfatizado a infância como um período de intensa produção cultural e social, em que as práticas cotidianas se configuram como o principal palco para a apropriação e transformação dos instrumentos culturais. Essa perspectiva exige uma compreensão da criança como um ator social ativo, cujas interações nos contextos familiar e escolar são cruciais para o seu desenvolvimento integral. Nesse cenário, a contribuição da psicologia para a compreensão da infância e de suas práticas cotidianas pode ser analisada pelos seguintes itens:
I. A criança, ao participar das práticas cotidianas, como as “escritas domésticas” ou o “brincar de papéis”, apropria-se de instrumentos culturais e linguísticos, o que reflete sua condição de sujeito que produz cultura e é por ela produzida.
II. A contribuição da psicologia para a compreensão da infância na educação se restringe à análise dos aspectos cognitivos e afetivos, deixando os aspectos sociais e culturais para a sociologia e a antropologia, a fim de manter a especificidade do campo.
III. A superação da visão da educação infantil como etapa meramente preparatória para o ensino fundamental está diretamente ligada ao reconhecimento, pela psicologia, da importância das práticas ativas e da contextualização para o desenvolvimento integral da criança.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.