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Difundida no Brasil especialmente a partir da LDB (Lei nº 9.394/1996) e dos PCNs (1998), a pedagogia das competências propõe uma reorganização do ensino em torno da mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver situações-problema. No entanto, essa abordagem tem sido alvo de críticas fundamentadas em diferentes matrizes teóricas. Tomando como parâmetro o debate sobre os limites e alcances dessa concepção pedagógica, assinale a única proposição compatível:
A pedagogia das competências supera definitivamente o ensino conteudista tradicional ao substituir conteúdos disciplinares por situações concretas, eliminando a necessidade de domínio conceitual prévio.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) rompe com a abordagem por competências, optando por estruturar o currículo exclusivamente em torno de objetivos comportamentais mensuráveis, fundamentados na psicologia tecnicista e na mensuração de desempenhos imediatos.
Críticos da perspectiva neopragmatista argumentam que essa pedagogia reduz a educação à lógica da empregabilidade e do capital humano, enfraquecendo a formação para a cidadania crítica e para o saber desinteressado.
Em oposição ao modelo de escola tradicional, a organização curricular baseada em competências desobriga o sistema de ensino de processos formais de avaliação, visto que a aprendizagem se manifesta apenas em dimensões subjetivas e não mensuráveis do cotidiano.
O referencial teórico da pedagogia das competências fundamenta-se exclusivamente na psicogênese de Henri Wallon, rejeitando as contribuições de John Dewey ou as proposições de Philippe Perrenoud.