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Na Psicologia do Desenvolvimento, o debate sobre as origens das funções psicológicas superiores envolve a compreensão de como o organismo biológico se transforma em um sujeito cultural. Jean Piaget, em sua teoria psicogenética, afirma que o desenvolvimento é um processo de equilibração progressiva, onde "o desenvolvimento cognitivo é o produto da interação entre a maturação biológica e a experiência com o meio físico e social". Sob essa perspectiva interacionista, a maturação biológica é compreendida como:
O determinante absoluto e isolado da aprendizagem, estabelecendo que o sucesso escolar depende exclusivamente da herança genética e do quociente de inteligência (QI) nato do aluno.
Uma variável irrelevante para o planejamento pedagógico na Educação Infantil, uma vez que o professor deve focar apenas nos estímulos ambientais, ignorando os ritmos biológicos e as etapas de crescimento da criança.
Um fator necessário, porém não suficiente, que estabelece as condições de possibilidade para o desenvolvimento, mas que depende intrinsecamente da interação com o meio social, as estimulações culturais e as experiências vivenciadas.
Um processo controlado exclusivamente por fatores exógenos, como a suplementação vitamínica e a dieta alimentar, sendo estas as únicas responsáveis pela prontidão necessária para a alfabetização.
Um fenômeno que ocorre de forma independente da cultura, garantindo que todas as crianças, independentemente do contexto social em que vivem, atinjam as mesmas funções psicológicas no mesmo tempo cronológico.