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No campo das políticas e práticas educacionais brasileiras, a Educação Inclusiva e a Educação Especial configuram dimensões interdependentes de um mesmo projeto ético e epistemológico, fundado na valorização da diferença e na ampliação dos direitos de aprendizagem. À luz das orientações da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e em consonância com os fundamentos das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (2013), mostra-se pertinente a:
compreensão da Educação Inclusiva como projeto político-pedagógico transversal que redefine as práticas escolares e curriculares a partir da diversidade humana, assumindo a Educação Especial como instância articuladora de acessibilidade, mediação pedagógica e formação docente, orientada por uma concepção interativa de diferença.
interpretação da Educação Especial como campo técnico de apoio especializado, cuja função consiste em complementar a escolarização regular mediante atendimento paralelo, promovendo a autonomia individual sem modificar o modelo pedagógico da instituição.
assimilação da Educação Inclusiva como modelo integrador de atenção educativa, que busca a equidade por meio da padronização de objetivos e instrumentos avaliativos, assegurando que todos os estudantes alcancem resultados equivalentes mediante o mesmo processo de ensino.
concepção de Educação Inclusiva como processo de assimilação gradativa dos estudantes público-alvo da Educação Especial às estruturas regulares de ensino, cabendo à escola criar mecanismos adaptativos de compensação que viabilizem a inserção dos sujeitos sem alterar a lógica curricular estabelecida.