

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte (PCN-Arte) discutem a evolução das concepções pedagógicas relacionadas ao ensino de arte, especialmente a partir das transformações ocorridas nas décadas de 1960 e 1970. Nesse período, educadores e pesquisadores passaram a questionar a ideia de que a expressão artística surgiria espontaneamente no desenvolvimento infantil, propondo compreender a arte como um campo específico de conhecimento. Esse movimento levou à reflexão sobre o papel do professor, sobre a natureza da experiência estética e sobre a necessidade de organizar conteúdos e práticas artísticas dentro do currículo escolar.
Considerando essas mudanças históricas nas teorias sobre o ensino de arte, assinale a alternativa CORRETA.
As novas tendências pedagógicas desse período passaram a sustentar que o ensino de arte nas escolas deveria ser realizado exclusivamente por artistas profissionais reconhecidos, pois a criação artística dependeria fundamentalmente de talento inato. Nesse sentido, a educação artística não deveria envolver processos pedagógicos estruturados, uma vez que a aprendizagem artística seria resultado apenas de predisposições naturais individuais.
As reflexões pedagógicas surgidas nas décadas de 1960 e 1970 reafirmaram a concepção de que o desenvolvimento artístico ocorre naturalmente no crescimento da criança, sem necessidade de orientação pedagógica sistemática. Nessa perspectiva, defendia-se que a escola deveria evitar interferir no processo criativo do aluno, pois qualquer mediação docente poderia limitar a espontaneidade expressiva considerada essencial para a formação artística.
As mudanças ocorridas nesse período levaram à defesa de que o ensino de arte deveria abandonar completamente as atividades práticas de criação artística e concentrar-se exclusivamente na transmissão de conteúdos históricos e teóricos sobre obras consagradas. Dessa forma, a educação artística passou a ser concebida como estudo erudito da história da arte, desvinculado da experiência criativa e da experimentação estética do estudante.
As discussões educacionais sobre o ensino de arte nas décadas de 1960 e 1970 concluíram que a arte não possui especificidade como campo de conhecimento e que, por essa razão, não necessitaria de conteúdos próprios no currículo escolar. Assim, a arte deveria ser utilizada apenas como recurso auxiliar para outras disciplinas, funcionando principalmente como atividade recreativa destinada ao relaxamento dos alunos.
A partir das discussões educacionais das décadas de 1960 e 1970, consolidou-se a compreensão de que o desenvolvimento artístico não ocorre apenas de forma espontânea, mas depende de processos complexos de aprendizagem. Nesse sentido, a arte passou a ser entendida como área de conhecimento no currículo escolar, exigindo mediação pedagógica, experiências orientadas e situações de aprendizagem que estimulem criação, percepção estética e reflexão sobre as produções artísticas e culturais.