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"Para os povos originários, a natureza não é um recurso a ser explorado, mas uma entidade com quem se mantém relações de reciprocidade sagrada. A devastação ambiental é, nessa perspectiva, não apenas um problema ecológico, mas uma ruptura ética e espiritual profunda." (Adaptado de KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras, 2019.)
Um professor de Ensino Religioso propõe uma unidade temática sobre a relação entre espiritualidade e meio ambiente, articulando a cosmovisão indígena, descrita no texto, com outras tradições religiosas que também estabelecem vínculos sagrados com a natureza. Considerando os fundamentos do ER não confessional e os princípios de temas transversais contemporâneos, qual abordagem pedagógica é adequada para essa unidade?
O professor deve tratar a relação entre espiritualidade e meio ambiente como tema exclusivamente cultural, separando os aspectos religiosos dos aspectos éticos para garantir que a disciplina não ultrapasse os limites estabelecidos pelas DCNER para o Ensino Religioso não confessional.
O professor deve contextualizar a crise ambiental atual como consequência direta da visão de mundo judaico-cristã sobre a dominação da natureza pelo ser humano, apresentando as cosmovisões indígenas e orientais como modelos mais adequados para a construção de uma ética ecológica contemporânea.
O professor deve explorar as convergências éticas entre diferentes tradições religiosas sobre a relação humano-natureza, problematizando como cada tradição fundamenta sua concepção de responsabilidade ambiental sem estabelecer hierarquias entre os sistemas de crença estudados.
O professor deve apresentar a cosmovisão indígena como alternativa científica às teorias ecológicas modernas, demonstrando que o conhecimento tradicional dos povos originários é equivalente, em termos epistemológicos, ao conhecimento produzido pela ciência ocidental sobre os ecossistemas.