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Uma professora do 3.º ano utiliza tablets em sala de aula e propõe que os alunos assistam a vídeos sobre o ciclo da água e respondam, em seguida, a uma ficha de perguntas abertas que exige relacionar o conteúdo do vídeo com exemplos observados no cotidiano da comunidade. Um pesquisador que observa a aula argumenta que, apesar do uso de tecnologia e da inovação aparente na proposta, ela ainda não configura inovação pedagógica em sentido pleno. Com base nos referenciais sobre tecnologias educacionais, indique a alternativa que fundamenta o argumento do pesquisador:
A proposta opera dentro de uma lógica pedagógica que, embora utilize tecnologia para ampliar o acesso ao conteúdo, não prevê colaboração entre alunos na construção das respostas, o que limita o potencial interativo das ferramentas digitais e impede a emergência de aprendizagem colaborativa mediada por tecnologia.
A proposta não configura inovação pedagógica porque as perguntas abertas ainda são definidas pela professora, o que impede que os alunos exerçam protagonismo na formulação dos problemas de investigação — condição necessária para que a tecnologia digital cumpra sua função transformadora no processo de aprendizagem.
O argumento do pesquisador se sustenta na ausência de personalização do percurso de aprendizagem: ao propor o mesmo vídeo e a mesma ficha para todos os alunos, a professora desconsidera as diferentes zonas de desenvolvimento proximal da turma, o que impede que a tecnologia atue como ferramenta de diferenciação pedagógica efetiva.
A proposta mantém a lógica transmissiva na dimensão essencial do processo, pois mesmo com perguntas abertas o aluno é conduzido a relacionar dados fornecidos pelo vídeo com seu cotidiano, sem que a tecnologia altere sua posição epistemológica de receptor-interpretante para a de produtor de conhecimento com autoria real.