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No que se refere às tendências pedagógicas progressistas, Libâneo (1990) identifica diferenças relevantes entre as concepções libertadora, libertária e crítico-social dos conteúdos. A tendência crítico-social dos conteúdos distingue-se das demais principalmente por:
Compreender que a apropriação crítica da cultura sistematizada deve ocorrer em articulação com as experiências socioculturais do aluno, embora a transformação social decorra prioritariamente da reorganização espontânea das relações pedagógicas.
Defender a socialização dos conteúdos escolares como condição para a participação crítica do educando nas práticas sociais, articulando conhecimento sistematizado e análise das contradições da realidade.
Reconhecer a relevância política do conhecimento escolar, mas subordinar a sistematização dos conteúdos aos processos de autogestão coletiva e às demandas emergentes dos grupos de aprendizagem.
Valorizar os conteúdos historicamente produzidos pela humanidade, considerando, entretanto, que sua função principal consiste na adaptação progressiva do indivíduo às exigências culturais e produtivas da sociedade contemporânea.