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Leia o trecho a seguir.
Tanto a tentativa de superação das “deficiências” pela educação compensatória quanto a tentativa de superação das “diferenças” pela educação para o bidialetalismo funcional preservam a discriminação e legitimam a dominação, pois ambas aceitam como legítimo um único saber linguístico: o saber das classes dominantes. Nos dois casos, o efeito é o mesmo: afastar qualquer ameaça à estrutura social. Então, a divergência entre as duas teorias está na interpretação que dão às desigualdades: deficiências ou diferenças.
Adaptado de SOARES, Magda. Linguagem e Escola. Uma perspectiva social. São Paulo: Ática, 1986, p.54.
Segundo o trecho, as duas propostas pedagógicas buscam
ampliar o repertório linguístico-institucional das escolas, de modo a romper com a ideia de que a norma-padrão é a única forma de conhecimento linguístico.
privilegiar a autonomia do estudante no estudo da gramática, concebendo-a como meio de acesso e compreensão das variedades linguísticas existentes.
reconhecer a diversidade linguística como expressão legítima das culturas e inculcar nos estudantes códigos de apreensão capazes de incorporar seus contextos socioculturais.
romper com a função prescritiva da escola, mediante a mobilização da comunicação pedagógica como instrumento de nivelamento dos estudantes.
superar as desigualdades escolares por meio da apropriação de um padrão linguístico socialmente reconhecido como legítimo.