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Ao refletir sobre os saberes docentes, Tardif (2018) problematiza a imprecisão e equivo...

Ao refletir sobre os saberes docentes, Tardif (2018) problematiza a imprecisão e equivocidade da noção de “saber”. O autor apresenta três concepções, uma das quais entende o saber como argumento ou discussão.


A respeito da concepção de saber como argumento, assinale a alternativa que enuncia corretamente a perspectiva do autor.


A

Tem na subjetividade seu lugar, uma vez que saber alguma coisa é possuir uma certeza subjetiva racional, fundada no exercício racional e metódico da dúvida, a partir do qual o sujeito cria representações mediadas ante uma sequência de raciocínios ou de uma indução.


B

Corresponde à apropriação de símbolos ligados por uma sintaxe e possuidores de uma função referencial ou intencional intrínseca, sendo uma construção oriunda da atividade do sujeito concebida segundo um modelo de processamento da informação e também de equilibração.


C

Assume que vários tipos de juízo comportam exigências de racionalidade e de verdade sem, contudo, pertencerem à classe dos juízos de realidade, englobando diferentes tipos de discurso, inclusive de valor, cuja validade se estabelece a partir de razões discutíveis e criticáveis.


D

Trata-se de juízos de realidade, ou seja, que afirmam algo de verdadeiro a respeito da natureza da realidade ou de tal fenômeno particular, sendo o resultado de uma atividade intelectual desenvolvida sobre fatos e, com isso, fundamentando o conhecimento humano na objetividade.


E

Ocupa-se da diferenciação e hierarquização dos saberes, considerando-os rigorosamente como aqueles que cumprem os requisitos empíricos para as afirmações que apresentam, opondo-se a outros tipos de certezas, como aquelas oriundas de crenças, fé, convicção ou preconceitos.