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As questões levantadas pelos professores de história que trabalham com discursos literários podem ser resumidas assim: qual é a especificidade do discurso literário e do discurso histórico? Quais as fronteiras que delimitam esses dois discursos? Como trabalhar literatura e história, respeitando a especificidade do discurso literário?
O discurso histórico visa explicar o real por meio de um diálogo que se dá entre o historiador e os testemunhos, os documentos, que evidenciam o acontecido. Com base nesse diálogo o pesquisador explicita o real em movimento, a dinâmica, as contradições, as mudanças e as permanências.
(Selva G. Fonseca, Didática e Prática de Ensino de História, 2005. Adaptado)
Segundo Fonseca afirma no artigo, a obra literária
não tem o compromisso nem a preocupação de explicar o real, nem tampouco de comprovar os fatos.
não se atenta para as situações reais e ocupa a sua narrativa na construção de personagens fictícios.
deve busca a construção de temas e narrativas com pertinência social, necessitando de justificativa para o real.
não considera importante o conhecimento histórico para a elaboração de tramas e narrativas.
afasta-se pouco da construção histórica, uma vez que ambas são caracterizadas por uma considerável objetividade.