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A pedagogia histórico-crítica busca compreender a educação a partir das relações históricas e materiais que constituem a sociedade. Sobre esse tema, analise as asserções a seguir.
I - A pedagogia histórico-crítica procura compreender a questão educacional com base no desenvolvimento histórico objetivo, pressupondo a compreensão da história a partir das condições materiais da existência humana.
II - Embora reconheça a influência do contexto social, a pedagogia histórico-crítica entende que a transformação educacional depende prioritariamente das mudanças nas ideias e concepções individuais dos sujeitos.
Assinale a alternativa correta.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.
A incorporação de produções audiovisuais e visuais às aulas de História amplia as possibilidades de investigação quando esses materiais são tratados como construções produzidas em contextos determinados. Filmes e quadrinhos apresentam escolhas narrativas e estéticas que participam da produção dos sentidos atribuídos aos sujeitos e acontecimentos representados.
Considerando essa perspectiva, examine as afirmações seguintes.
I.A análise de filmes pode considerar escolhas narrativas, condições de produção e representações construídas sobre determinado processo histórico.
II.As histórias em quadrinhos podem ser problematizadas como produções culturais que articulam recursos visuais, textuais e formas específicas de narrativa.
III.A fidelidade factual de uma obra audiovisual determina sua utilidade para a aprendizagem histórica, pois estabelece sua proximidade com os acontecimentos representados.
IV.Diferentes linguagens podem favorecer a elaboração do conhecimento histórico quando submetidas a procedimentos de contextualização e interpretação.
V.O caráter ficcional de uma produção limita sua utilização documental aos aspectos culturais da sociedade responsável por sua elaboração.
Está CORRETO o que se afirma em:
I, II e V, apenas.
I, III e V, apenas.
I, II e IV, apenas.
II, III e IV, apenas.
III, IV e V, apenas.
“Hoje não se concebe o estudo histórico sem que o professor apresente diferentes abordagens do mesmo tema, fato ou conceito - iniciativa importante para que o aluno perceba que, dependendo da visão e da intenção de quem conta a história, tudo muda. Basta pensar no exemplo de como entender o processo de formação de um bairro: pode-se vê-lo sob a ótica dos trabalhadores da região e das relações estabelecidas pelos modos de produção, dos que estiveram no poder, dos grupos minoritários que habitam o local ou das manifestações culturais, entre outras possibilidades” (Revista Nova Escola / O que ensinar em História/ 01/12/2008). Acerca do Ensino de História na educação brasileira, podemos afirmar que:
O Ensino de História deve ter como um dos objetivos curriculares desenvolver a postura crítica dos estudantes em relação aos fatos e acontecimentos históricos e o papel docente é trabalhar com várias fontes e narrativas.
História é uma disciplina passível de uma única abordagem, dos grandes feitos históricos e de grandes personagens que moveram a história.
O objetivo central do currículo de história na educação básica é desenvolver habilidades da investigação histórica e levar o estudante a valorizar os grandes estadistas.
É preciso em Ensino de História o trabalho com diversas fontes e o relacionamento do passado com o presente para que se entenda que contra fatos não há argumentos. Tudo depende do olhar do historiador. Devemos valorizar o argumento de quem pesquisa e estuda a História.
A educação constitui-se enquanto fenômeno multifacetado envolvendo diferentes dimensões que são essenciais para o ato pedagógico. Nesse contexto, professor (sujeito que ensina) e o aluno (sujeito que aprende) desempenham diferentes papéis. De acordo com abordagem Histórico-Crítica defendida por Dermeval Saviani, é correto afirmar que:
As condições psicológicas são essenciais para a aprendizagem dos alunos.
O objetivo do processo de ensino e aprendizagem é a transformação social.
A assimilação do conteúdo é condição básica para a lógica do aprender a aprender.
O professor reflete sobre as formas de aprender e de ensinar considerando os conhecimentos prévios dos alunos.
Nos anos iniciais, o ensino de História pode favorecer a compreensão de que sujeitos e grupos constroem referências sobre si e sobre os outros por meio de experiências, memórias e relações sociais. O trabalho pedagógico pode explorar diferentes fontes e narrativas para ampliar a compreensão dos estudantes sobre
identidade e memória.
Nesse contexto, analise as afirmativas e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso:
( ) Fotografias, relatos, objetos e documentos podem ser utilizados como fontes para investigar experiências e memórias de pessoas e grupos.
( ) As memórias individuais e coletivas podem contribuir para a construção de referências de identidade e para a compreensão de experiências vivenciadas em diferentes tempos.
( ) A memória constitui um registro fiel dos acontecimentos vivenciados, permitindo reconstruir experiências passadas a partir das lembranças preservadas pelos sujeitos.
( ) A comparação entre diferentes narrativas pode possibilitar aos estudantes perceber que pessoas e grupos atribuem significados às experiências vivenciadas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
F, V, V, F.
V, V, F, V.
V, F, F, F.
V, F, V, V.
A compreensão da infância como construção histórica e social influencia diretamente as práticas pedagógicas no Ensino Fundamental. Considerando essa perspectiva, é CORRETO afirmar que a infância:
Deve ser entendida apenas como preparação para a vida adulta produtiva, restringindo-se ao desenvolvimento de habilidades voltadas exclusivamente ao futuro.
É definida exclusivamente por fatores biológicos e maturacionais comuns a todas as crianças.
É compreendida como uma etapa da vida marcada por direitos, influenciada pelo contexto social, cultural e histórico em que a criança está inserida.
Representa um período homogêneo, com vivências e necessidades iguais em qualquer contexto social.
Caracteriza-se como fase de dependência passiva, sem protagonismo infantil, na qual a criança é vista como sujeito incapaz de participar ativamente do processo educativo.
Na perspectiva da pedagogia histórico-crítica, a educação é compreendida como prática social intencional que articula os condicionantes históricos da realidade com a organização do trabalho pedagógico. Sobre essa abordagem, analise as afirmativas que seguem:
I. A escola deve atuar na mediação entre o saber produzido na experiência cotidiana e os conhecimentos científicos sistematizados.
II. O conteúdo escolar deve ser tratado como neutro, de modo a assegurar uma formação desvinculada dos conflitos e das determinações que atravessam a prática educativa.
III. O professor tem o papel de orientar o aluno na apropriação crítica dos conhecimentos, possibilitando a compreensão das contradições sociais e a participação consciente em processos de transformação da realidade.
É CORRETO o que se afirma em:
I, II e III.
I e III, apenas.
III, apenas.
II e III, apenas.
A organização pedagógica implementada pela Companhia de Jesus no Brasil colonial não se limitava à catequese indígena, mas estruturava-se a partir de um modelo sistemático de ensino, com definição de conteúdos, métodos, hierarquias docentes, organização de classes e progressão curricular.
Esse documento normativo consolidou, no final do século XVI, as diretrizes educacionais da ordem, padronizando práticas didáticas em seus colégios na Europa e nas colônias, inclusive no Brasil.
Assinale a alternativa que identifica corretamente esse documento estruturador do ensino jesuítico.
Diretório dos Índios.
Plano Geral das Aulas Régias.
Ratio Studiorum.
Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia.
Alvará Régio de 1759.
Paro (2008) afirma que “a estrutura da escola deve assumir uma forma democrática, que favoreça a vontade dos sujeitos envolvidos no processo pedagógico”.
O autor entende que esse imperativo parte da concepção de educação como
processo de aculturação pelo qual se desenvolve cognitiva e politicamente as classes populares.
promoção de habilidades e competências valorizadas socialmente, assegurando a inserção da população historicamente excluída.
modelagem de comportamentos a partir de métodos objetivos e imparciais, permitindo aos diferentes integrantes da sociedade seguirem suas crenças.
construção pessoal do conhecimento a partir de experiências significativas do aluno, enquanto protagonista desse processo.
mediação pela qual se processa a formação integral do homem em sua dimensão histórica.
Fotografias, filmes, quadrinhos, músicas e produções digitais possuem formas específicas de representação e podem ser mobilizados como fontes e recursos no ensino de História. Sua utilização requer considerar as condições de produção, os códigos próprios de cada linguagem e as relações estabelecidas entre representação e contexto histórico.
Considerando esses pressupostos, qual alternativa expressa CORRETAMENTE o trabalho histórico com diferentes linguagens?
O emprego de diferentes linguagens amplia a quantidade de evidências disponíveis, permitindo que a convergência entre representações confirme aspectos históricos presentes nos materiais analisados.
O emprego de diferentes linguagens possibilita adequar a representação do passado aos repertórios dos estudantes, atribuindo à acessibilidade comunicativa função equivalente à contextualização documental.
O emprego de diferentes linguagens requer analisar suas formas de produção e representação, articulando características específicas do suporte aos problemas históricos desenvolvidos em sala.
O emprego de diferentes linguagens favorece a compreensão dos acontecimentos quando recursos visuais e audiovisuais tornam perceptíveis elementos que documentos escritos apresentam conceitualmente.
O emprego de diferentes linguagens permite aproximar conteúdos da experiência dos estudantes, tornando a interpretação dos recursos uma etapa complementar à compreensão dos processos históricos.
Leia o texto a seguir.
O período de fim do Império e início da República assistiu a uma relativa urbanização do nosso país, e os grupos que estiveram junto com os militares na idealização e construção do novo regime vieram de setores sociais urbanos que privilegiavam, de certo modo, as carreiras de trabalho mais dependentes da posse de certa escolarização, as carreiras menos afeitas ao trabalho braçal. Associado a isso e ao clima de inovação política, surgiu então a motivação para que nossos intelectuais – de todos os níveis e projeções – viessem a discutir a necessidade de abertura de escolas.
GUIRALDELLI JUNIOR, Paulo. História da Educação Brasileira. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2008, p. 32. [Adaptado].
Nesse contexto, durante a Primeira República, surgiram dois grandes movimentos de ideias a respeito da necessidade de abertura e aperfeiçoamento de escolas. São eles:
o “entusiasmo pela educação” e o “otimismo pedagógico”.
a “educação jesuítica” e o “pombalismo”.
o “construtivismo pedagógico” e o “escolanovismo”.
a “euforia pela educação” e a “pedagogia liberal”.
A educação é, portanto, um processo social inserido numa determinada concepção de mundo, que define os objetivos a serem alcançados pelo ato educativo, em consonância com as ideias predominantes em cada sociedade. O fenômeno educativo não pode ser compreendido de forma fragmentada ou como uma abstração universal, válida para qualquer tempo ou lugar. Ele deve ser entendido como uma prática social historicamente situada, que envolve aspectos culturais, políticos, econômicos e valorativos, permeando a vida integral do indivíduo a quem a educação se destina.
Fonte: SCHAFRANSKI, Márcia Derbli. A Educação e as Transformações da Sociedade. Publ. UEPG Ci. Hum., Ci. Soc. Apl., Ling., Letras e Artes, Ponta Grossa, 13 (2) 101-112, dez. 2005.
Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que destoa do texto:
O fenômeno educativo envolve aspectos culturais, políticos, econômicos e valorativos que permeiam a vida do indivíduo.
A educação deve ser compreendida como uma prática social, situada historicamente, e não como uma abstração válida para qualquer tempo ou lugar.
A educação deve ser tratada de forma isolada, desvinculada da realidade social, econômica e cultural em que ocorre.
A educação está diretamente ligada às ideias dominantes da sociedade e aos fins que esta estabelece para o ato educativo.
O trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens (Saviani, Demerval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Cortez, Autores Associados, 1992, p. 21).
Com base nos pressupostos teóricometodológicos da Pedagogia histórico-crítica, avalie as proposições a seguir:
I - A escola é responsável pela transmissão tanto do conhecimento elaborado/sistematizado como do conhecimento espontâneo.
II - O objeto da educação envolve a identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos sujeitos para que eles se tornem humanos, e a descoberta das formas adequadas de desenvolvimento do trabalho pedagógico.
III - O compromisso da educação deve ser com a transformação da sociedade, e não com a reprodução das relações sociais vigentes.
É CORRETO concluir o que se afirma em:
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
II, apenas.
O processo educativo no contexto histórico-cultural é permeado por elementos que oferecem uma espécie de mediação simbólica entre o sujeito e o ambiente.
Certo
Errado
“A natureza humana não é dada ao homem, mas é por ele produzida historicamente sobre a base da natureza biofísica. Consequentemente, o trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens” (Saviani, 2008). A pedagogia histórico-crítica tem como um de seus principais representantes Dermeval Saviani, que em suas reflexões considerava que à educação escolar deveria se propor a tarefa de:
I. Identificar as formas mais desenvolvidas em que se expressa o saber objetivo produzido historicamente, reconhecendo as condições de sua produção e compreendendo as suas principais manifestações, bem como as tendências atuais de transformação.
II. Converter o saber objetivo em saber escolar de modo que se torne assimilável pelos alunos no espaço e tempo escolares.
III. Prover os meios necessários para que os alunos não apenas assimilem o saber objetivo enquanto resultado, mas aprendam o processo de sua produção, bem como as tendências de sua transformação.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
As propostas pedagógicas da educação infantil devem considerar a criança como sujeito histórico que não produz, mas está inserido em uma determinada cultura.
Certo
Errado
As questões levantadas pelos professores de história que trabalham com discursos literários podem ser resumidas assim: qual é a especificidade do discurso literário e do discurso histórico? Quais as fronteiras que delimitam esses dois discursos? Como trabalhar literatura e história, respeitando a especificidade do discurso literário?
O discurso histórico visa explicar o real por meio de um diálogo que se dá entre o historiador e os testemunhos, os documentos, que evidenciam o acontecido. Com base nesse diálogo o pesquisador explicita o real em movimento, a dinâmica, as contradições, as mudanças e as permanências.
(Selva G. Fonseca, Didática e Prática de Ensino de História, 2005. Adaptado)
Segundo Fonseca afirma no artigo, a obra literária
não tem o compromisso nem a preocupação de explicar o real, nem tampouco de comprovar os fatos.
não se atenta para as situações reais e ocupa a sua narrativa na construção de personagens fictícios.
deve busca a construção de temas e narrativas com pertinência social, necessitando de justificativa para o real.
não considera importante o conhecimento histórico para a elaboração de tramas e narrativas.
afasta-se pouco da construção histórica, uma vez que ambas são caracterizadas por uma considerável objetividade.
O historiador indaga com vistas a identificar, analisar e compreender os significados de diferentes objetos, lugares, circunstâncias, temporalidades, movimentos de pessoas, coisas e saberes. As perguntas e as elaborações de hipóteses variadas fundam não apenas os marcos de memória, mas, também, as diversas formas narrativas, ambos expressão do tempo, do caráter social e da prática da produção do conhecimento histórico.
(BRASIL/Ministério da Educação. BNCC. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História)
Desse modo, considerando as premissas da BNCC, está correto afirmar que, no contexto escolar, é importante que as indagações mencionadas sejam
baseadas em documentos históricos confiáveis, evitando-se fontes imateriais que costumam ser, em geral, repletas de subjetividades.
originadas no tempo presente, em que o passado deve impulsionar a dinâmica do ensino-aprendizagem, dialogando com o tempo atual.
reflexos da objetividade com que os métodos científicos abordam o passado, assegurando a neutralidade dos processos investigativos.
resultantes do entendimento do passado como processos históricos únicos, que não são passíveis de serem comparados com outros contextos.
validadas pela historiografia acadêmica, oriundas de marcos históricos reconhecidos, evitando-se, assim, a propagação de fake news.
Segundo Melo (2020), a historiografia dedicada à infância tem suas raízes no trabalho de Phillipe Ariès. Para este, a infância seria uma fase:
somente considerada como tal a partir das sociedades marcadas pelo coletivismo tribal
intrinsicamente ligada a processos históricos de mudanças na família e na sociedade
caracterizada por questões ligadas ao desenvolvimento biológico
que somente passa a ser considerada na Idade Média
No Ensino Fundamental – Anos Finais, o ensino de História deve desenvolver habilidades que permitam aos alunos compreender e refletir sobre a produção do conhecimento histórico. De acordo com essa perspectiva, quais são os três procedimentos fundamentais que orientam esse processo?
A organização cronológica dos eventos históricos, o estudo exclusivo de documentos escritos e a memorização de fatos e datas.
A identificação de eventos relevantes da história do Ocidente, a análise crítica de documentos históricos e a interpretação de diferentes versões sobre um mesmo fenômeno.
A priorização da história nacional, a ênfase na cultura europeia e a valorização da tradição oral como única fonte legítima de conhecimento histórico.
A substituição do ensino tradicional pela análise exclusiva de fontes iconográficas e audiovisuais, sem a necessidade de contextualização histórica.