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Em uma rede pública de ensino, alunos surdos passaram a ser matriculados em turmas comuns, sob o argumento de fortalecimento da política de inclusão. A escola disponibiliza intérprete de Libras em alguns momentos, mas mantém o português escrito como centro absoluto do currículo, organiza avaliações sem considerar a Libras como língua de constituição do sujeito surdo e entende o Atendimento Educacional Especializado como espaço de “correção” das dificuldades linguísticas desses estudantes.
À luz dos conceitos de governo, governabilidade e das discussões contemporâneas sobre educação linguística de surdos, é correto afirmar que
a proposta é inclusiva, pois a matrícula na classe comum e a oferta de intérprete garantem igualdade de acesso, permanência e aprendizagem aos estudantes surdos.
a questão central está na governabilidade da escola, pois ajustes administrativos permitiriam a adequação dos estudantes surdos ao currículo comum.
a situação revela uma disputa linguística, política e cultural, pois uma inclusão monolíngue pode subordinar a Libras ao português e normalizar o sujeito surdo.
a educação bilíngue deve ser uma estratégia transitória, até que o estudante surdo domine o português escrito e acompanhe o currículo comum.
a escola comum deve ser reorganizada, mas a diferença linguística exige espaços separados para garantir melhores condições de aprendizagem aos estudantes surdos.