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Uma equipe técnica do CREAS, composta de um pedagogo, uma...

Uma equipe técnica do CREAS, composta de um pedagogo, uma assistente social e uma psicóloga, acompanhou famílias cujos filhos estavam em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto. As ações governamentais no território estavam gerando desgastes aos cidadãos porque a equipe identificou que havia sobreposição de atendimentos. Sendo assim, a equipe decidiu reestruturar o método de trabalho, em consonância com o ciclo do planejamento participativo e a necessidade de consolidação da interdisciplinaridade e da articulação intersetorial.

Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta, quanto à estratégia metodológica a ser implementada pela equipe.


A

Cada profissional da equipe do CREAS deve elaborar e executar seu próprio plano de intervenção setorial de forma isolada e autônoma, realizando o monitoramento quantitativo das famílias sem compartilhar os registros com os demais setores para garantir o sigilo burocrático.


B

Esse pedagogo deve desenhar uma proposta de projeto socioeducativo rígida e centralizada, remetendo-a aos órgãos do Sistema de Justiça e da Rede de Saúde Mental apenas para que esses assinem o cronograma e executem as tarefas previamente delegadas.


C

Diante da complexidade da situação das famílias, a equipe do CREAS deve abdicar do planejamento técnico continuado e atuar sob a lógica do espontaneísmo pedagógico, intervindo no território apenas quando as crises relacionais e institucionais já estiverem consolidadas.


D

O monitoramento e a avaliação do projeto socioeducativo devem desconsiderar a escuta qualificada das famílias atendidas, priorizando exclusivamente os relatórios estatísticos de produtividade gerados pelo sistema informatizado interno para fins de prestação de contas à gestão central.


E

Essa equipe deve construir um Plano de Acompanhamento Individual e Familiar de forma participativa, inserindo os adolescentes e as suas famílias na discussão das metas. Paralelamente, ela deve instituir reuniões de matriciamento e de estudo de caso junto à escola dos jovens (educação) e às unidades de saúde (saúde), integrando os fluxos de atendimento na rede protetiva.