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As análises de José Carlos Libânio (2007) nos levam a perceber que a prática docente não se limita ao domínio técnico dos conteúdos, mas é atravessada por uma dimensão ética indissociável do ato de educar. Neste sentido, enfatizando essa perspectiva, Paulo Freire, em Pedagogia da Autonomia (2002), ressalta que o professor é um agente político e moral. Levando em consideração essas afirmativas, marque a alternativa que define corretamente a ética na prática docente contemporânea.
Segundo a perspectiva ética, o professor deve manter uma distância afetiva absoluta dos alunos, evitando qualquer diálogo sobre temas sociais ou políticos em sala de aula para garantir a imparcialidade do ensino.
A ética docente se restringe à transmissão eficiente do conteúdo curricular, sendo o comportamento pessoal do professor fora da escola algo totalmente dissociado de sua responsabilidade profissional dentro da sala de aula.
Para que a prática docente seja considerada ética, o professor deve priorizar o uso de metodologias tradicionais de ensino, visto que a inovação pedagógica e o uso de tecnologias digitais desviam o aluno do foco principal, que é a memorização.
A ética docente reside exclusivamente na obediência rigorosa às normas administrativas e horários estabelecidos pela direção escolar, garantindo que o professor não interfira na autonomia da gestão.
A ética na prática docente é compreendida como o compromisso com a formação crítica e humanizadora do educando, o que implica o reconhecimento do aluno como sujeito da aprendizagem e o respeito à sua identidade e dignidade, superando a visão de uma prática neutra.