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Leia atentamente o caso a seguir.
“Era apenas uma brincadeira”
Nas últimas semanas, um monitor percebeu que Lucas, aluno de 12 anos, passou a permanecer sozinho durante os intervalos. Antes participava regularmente das atividades com os colegas, mas começou a evitar a quadra e a pedir para ficar próximo aos adultos.
Durante o recreio, o monitor observou três estudantes escondendo a mochila de Lucas e fazendo comentários sobre sua aparência. Ao aproximar-se, ouviu um deles dizer: “É brincadeira, ele sabe”. Lucas recuperou a mochila e respondeu que estava tudo bem.
Mais tarde, porém, procurou o monitor e disse:
— Eu finjo que não ligo porque, quando reclamo, eles fazem mais. Não quero que você conte que eu falei. O monitor percebeu que não estava diante de uma discussão isolada entre colegas. Ao mesmo tempo, sabia que precisava agir com cuidado para não expor Lucas nem aumentar sua vulnerabilidade.
Com base no caso descrito e considerando proteção integral, convivência escolar, mediação de conflitos e as atribuições do Monitor Escolar, qual das alternativas apresenta a conduta mais adequada?
Acolher Lucas, explicar com cuidado que determinadas situações precisam ser compartilhadas com profissionais responsáveis por sua proteção, comunicar os fatos conforme os procedimentos da escola e colaborar para uma intervenção que evite sua exposição desnecessária.
Respeitar a vontade de Lucas e não comunicar o episódio, mas permanecer atento aos próximos recreios para intervir caso ocorra agressão física.
Reunir imediatamente Lucas e os três estudantes, revelar o relato recebido e exigir que resolvam a situação mediante pedido público de desculpas.
Conversar com os três estudantes sem envolver outros profissionais, advertindo-os de que qualquer nova ocorrência resultará em comunicação à direção.
Orientar Lucas a demonstrar de maneira mais firme que não aceita as brincadeiras, intervindo institucionalmente apenas se ele não conseguir resolver o problema diretamente.