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A educação inclusiva exige que os sistemas de ensino organizem condições de acesso, participação e aprendizagem para os estudantes público da educação especial. O atendimento educacional especializado integra essa organização e deve articular-se ao ensino regular, aos recursos de acessibilidade e às medidas destinadas à eliminação das barreiras presentes no cotidiano escolar.
Considere que uma rede municipal condiciona o fornecimento de recursos de comunicação ao diagnóstico clínico do estudante. Obtido o laudo, o atendimento educacional especializado seleciona as tecnologias e prepara atividades específicas, posteriormente encaminhadas ao professor da classe comum. Durante a revisão desse procedimento, um fonoaudiólogo da equipe educacional é chamado a colaborar, sem assumir atribuições pedagógicas próprias dos docentes.
A reorganização do procedimento coerente com a educação inclusiva deve
admitir recursos provisórios selecionados pelo fonoaudiólogo enquanto se aguarda o diagnóstico, transferindo posteriormente ao professor a responsabilidade por sua utilização.
identificar pedagogicamente as barreiras à participação, articular o planejamento da classe comum ao atendimento especializado e incorporar a contribuição do fonoaudiólogo à acessibilidade comunicacional.
priorizar estratégias de desenho universal aplicáveis a toda a turma, dispensando recursos individualizados e a atuação do atendimento especializado nas situações de comunicação complexa.
preservar o diagnóstico clínico como critério de acesso aos recursos, atribuindo à equipe de saúde a definição das adaptações a serem incorporadas ao planejamento escolar.
concentrar no atendimento especializado a seleção e a aplicação dos recursos, cabendo ao professor da classe comum executar as atividades previamente adaptadas.