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“Uma criança foi recentemente operada de garganta, passando por várias experiências desagradáveis de tomar uma injeção de anestesia, acordar com a garganta muito doída e com dificuldades para engolir até líquidos. Na creche, em um momento posterior, ela pôde ser observada recriando na brincadeira a situação vivenciada no hospital, ‘dando injeção’ e ‘operando’ a boneca ou algum companheiro” (Oliveira et al. 2002, p. 58). Assim, através da brincadeira, ela
revive no faz-de-conta a situação traumática, podendo explorá-la com um certo distanciamento que lhe permite trabalhar as emoções difíceis que sentiu naquele momento.
repete o tipo de enredo que mais observa no seu dia a dia e reproduz o comportamento das pessoas que são importantes para ela.
atribui papel aos objetos, que substituem personagens no seu faz-de-conta e, nesse caso, o grande personagem oculto nos objetos é a própria criança.
exibe coordenação do seu papel, aprende a supor o que os outros pensam, buscando coordenar ativamente seu comportamento.