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“Todos os momentos, sejam eles desenvolvidos em espaços abertos ou fechados, deverão permitir experiências múltiplas, que estimulem a criatividade, a experimentação e a imaginação, que desenvolvam as distintas linguagens expressivas e possibilitem a interação com outras pessoas” (BARBOSA; HORN, 2001). Com isso, no cotidiano da Educação Infantil, a organização do tempo em momentos com propostas ou atividades rotineiras deve contemplar as crianças em suas necessidades – biológicas, psicológicas, sociais e históricas – e considerar as condições do contexto educativo – dimensões, profissionais e, materialidades –, para tornar efetiva uma proposta que tem a criança como sujeito em foco. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA.
Observando as crianças nos diferentes momentos da rotina, as professoras identificam suas necessidades, demandas e interesses, o que as nutre de informações sobre o grupo, a partir das quais elaboram possibilidades interativas para elas.
As diferentes atividades das crianças – conquista da autonomia de movimentação, domínio da manipulação de objetos, experimentação de materialidades ou o jogo simbólico – constituem oportunidades significativas a serem contempladas na rotina regularmente.
Na sala da turma de Pré, no momento livre em que as crianças buscam seus interesses e geralmente realizam suas brincadeiras com enredos, a professora observa que, todos os dias, o grupo organiza num canto da sala uma oficina de confeccionar livros. Com isso, a professora interpretou que já estava na hora de iniciar a alfabetização da turma.
A comunidade de pescadores onde está inserida a instituição vivencia a tradição da pesca da tainha em determinada época do ano. A partir dessa informação, a professora de um grupo de crianças de 4 anos decidiu trazer para a sala uma rede de pesca e a pendurou em uma das paredes. Após uma roda de conversa com as crianças sobre a prática cultural da pesca, o grupo teve a ideia de pescar também, levando a professora a propor um projeto para valorizar os saberes das crianças e investigar a fauna marinha e os modos da cultura, entre outros aspectos.
Numa turma de crianças de 20 meses, a professora preparou na área aberta da instituição, um espaço com bacias, água e bonecos, convidando as crianças a se aproximarem e as deixando à vontade para explorar a materialidade. Logo, uma das crianças tirou a sandália, experimentou com um pé a água na bacia e depois colocou o outro pé, enquanto a professora observava atentamente suas ações, transmitindo-lhe segurança para continuar sua experimentação.