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Conhecer como se dá o desenvolvimento global da criança e, dentro dele, o da motricidade é de grande importância para a educação em creches e pré-escolas. Dantas (in La Taille e outros, 1992) apresenta a teoria de Wallon no texto “Do ato Motor ao Ato Mental: a gênese da Inteligência”, em que Wallon coloca sua teoria, a qual põe um fim ao dualismo cartesiano que separa o corpo do desenvolvimento intelectual e emocional do indivíduo. Isso permitiu a ele relacionar o movimento ao afeto, à emoção, ao meio ambiente e aos hábitos do indivíduo. Ele esclarece que “A sequência psicogenética de aparecimento dos diferentes tipos de movimento acompanha a marcha, que se faz de baixo para cima, do amadurecimento das estruturas nervosas” Expõe uma situação com bebê nos primeiros meses de vida: “os movimentos dos braços e das pernas do bebê são tão completamente inoperantes que não têm como efeito sequer tirá-lo de uma posição incômoda ou perigosa”, mas “na medida em que exprimem estados de desconforto ou bem-estar, são interpretados como sinais de necessidades a serem atendidas”.
Como escreve Dantas, a descoberta de Wallon mostra que
a motricidade humana começa pela atuação sobre o meio social, antes de poder modificar o meio físico, tendo sempre a mediação interpessoal e cultural.
os educadores infantis devem prestar especial atenção ao choro dos bebês para atendê-los em suas necessidades.
o desenvolvimento motor depende de estimulação por meio de materiais e atividades selecionados por educadores.
o desenvolvimento da motricidade depende de treinamento oferecido pelos pais, desde o nascimento.
a etapa impulsiva da motricidade dura aproximadamente até os dois ou três anos de idade.