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Ao propor uma análise funcional da enfermidade, busca-se estabelecer um quadro conceitual analítico-comportamental para orientar a intervenção psicológica em contextos de saúde. Faz-se uma diferenciação na concepção das intervenções nos modelos biomédicos e nos modelos psicológicos (comportamental) que podem cooperar entre si sincronicamente.
A respeito da análise funcional da enfermidade proposta é correto afirmar que:
A doença é considerada uma variável de resposta, enquanto que a enfermidade é encarada como uma variável de estímulo. E que essa distinção é pertinente para delimitação das práticas dos profissionais interdisciplinares no contexto de saúde.
Essa diferenciação sustentada pelo referencial teórico analítico comportamental se fundamenta sobre o fato de que as enfermidades podem ser entendidas a partir de variáveis mentais e os as doenças a partir de componentes orgânicos.
Do ponto de vista prático em saúde é irrelevante o estabelecimento de distinções entre enfermidade e doença haja vista que o analista do comportamento está comprometido com uma perspectiva que não recorre a distinção mente e corpo.
Ao intervir eficazmente no problema de adesão ao tratamento, que é comportamental (doença), o médico poderá avaliar com maior precisão a resposta a uma terapia química ou cirúrgica, que é biomédica (enfermidade).
O foco da intervenção biomédica é a correção e recuperação, um retorno a um estado anterior de ordem orgânica, enquanto na Psicologia o foco está na aquisição de um novo estado que possa recorrer com maior eficácia às demandas do ambiente.