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A possibilidade ou a efetiva morte de um bebê, uma gravidez interrompida, a morte de algum familiar, a impossibilidade de gerar um filho ou fantasias de morte certamente deixam traços que podem afetar a constituição psíquica da história de cada um. A autora Rosely Melgaço (Moura, Batista e Carvalho, 2010), escreve sobre essas situações. Marque a INCORRETA
No nosso cotidiano, constantemente observamos que as perdas, os berços vazios são rapidamente ocultos, até mesmo sob o incentivo de ajudas defensivas do redor, por ditos, como “a vida continua” e “é preciso esquecer”.
O compromisso ético da psicanálise da abertura ao desejo inconsciente, nesse campo do luto, se revela de forma determinante, porque os obstáculos a serem transpostos, inclusive para o psicanalista, tocam algo diante do qual o ser falante é obrigado a recuar.
O que não veio à luz no Imaginário aparece no real, e, se o vazio passar por elaborações, tal experiência de morte poderá retornar em outro lugar, sobrecarregando por vezes, um futuro filho.
O trabalho do luto com o instante de ver, tempo de compreender e momento de concluir, revela-se no lidar com o insubstituível, com o inassimilável que há na perda, e recolocar o desejo novamente em jogo.
Com a perda de um filho, o enlutado não perde apenas um ser amado, mas, sobretudo, tudo o que potencialmente o filho poderia lhe dar, se tivesse vivido.