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Segundo Romano (1999), tradicionalmente a medicina cerca-se de definições e objetividades para garantir ou facilitar o diagnóstico, mas as dificuldades para categorização não desaparecem. Ao contrário, podem até ser subdividias em dois aspectos: aqueles inerentes ao ato de se diagnosticar e as dificuldades vinculadas ao próprio entrevistador. Dentre as dificuldades inerentes ao diagnóstico, estão:
Perde-se a riqueza da universalidade.
A dificuldade não está apenas em criar categorias, mas muito mais em o que “encaixa” em cada uma delas, porque o leque de transição entre normal e patológico é muito amplo e tênue.
Criarem-se estigmas ao portador, de forma que, uma vez qualificado, ele estaria indelevelmente ignorado pela sociedade cientifica e até mesmo leiga.
Tendo em mãos resultados objetivos, ou mesmo se as observações feitas não contemplarem totalmente as categorias necessárias para atribuir um diagnóstico, “a clínica é soberana”. Ou seja, diagnosticar varia segundo a experiência, a vivência clínica do entrevistador.
Há escassez teórica e esquemas classificatórios sobre o mesmo fenômeno, sobre os padrões de sintomas de coleta de dados, do tempo necessário para essa inferência.