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Considerando que a mudança psíquica é a proposta maior da psicanálise e das teorias que dela derivaram. Sua conceituação será diferente para cada autor, em consonância com suas concepções teóricas, modelo de aparelho psíquico e critérios de cura. Sinteticamente, podemos abordar o pensamento de Freud, Melanie Klein, Winnicott, Bion e Kohut. Acerca desta informação é CORRETO afirmar:
Para Melanie Klein, em sua obra os “Três Ensaios sobre Sexualidade” (1905), a questão da mudança passa a ser também uma abordagem no desenvolvimento, considerando a maturação psicossexual desde a sexualidade parcial infantil à sexualidade genital adulta.
Para Freud, que fundamenta sua obra na descoberta do inconsciente, mudança psíquica é considerado tornar consciente o inconsciente através da diminuição da repressão e da consequente elaboração deste conteúdo psíquico reprimido.
Winnicott, tomando em consideração as relações de objeto, estabelece a teoria das posições primitivas esquizoparanóide e depressiva como um índice de amadurecimento psíquico. A integração destes aspectos dissociados, a crescente responsabilização por desejo, a fantasia e o indivíduo com seu meio ambiente são fundamentais para a mudança psíquica.
Kohut desenvolve uma teoria complexa de funcionamento do aparelho psíquico, inovando conceitos e técnicas na atitude do analista. Introduziu um modelo de aparelho psíquico em constante evolução e capaz de dirigir-se à função analítica do pensamento, habilitando a pessoa a tolerar o que se denomina de “mudanças catastróficas” e a discernir entre verdade, falsidade e mentira.
Bion desenvolve uma teoria complexa de funcionamento do aparelho psíquico, considerando a maturação psicossexual desde a sexualidade parcial infantil à sexualidade genital adulta.