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As fases do luto, enunciadas por Bowlby, são importantes ferramentas para se pensar o trabalho do luto. Considere as duas situações de vivência de luto descritas abaixo.
Situação I
Sra. X viveu a perda relativa à morte inesperada de seu esposo, W.
No encontro com os amigos, que foram a sua casa apresentar suas condolências, Sra. X se mostrou profundamente incrédula com o ocorrido.
Quando seus amigos se retiram de sua casa, Sra. X resolve passar as últimas horas antes do enterro com W para conversar com ele.
Situação II
Faz dois anos que Y morreu. Ele tinha 10 anos quando uma bala perdida derivada do confronto entre policiais e traficantes atingiu o seu corpo, matando-o na hora.
Sua mãe ainda é tomada por um sentimento profundo em relação à perda do filho. Ela tem muita dificuldade em seguir sua vida, já que ela tem consciência clara da morte do filho. Sente apatia e, muitas vezes, é atravessada pela angústia. Ao conversar com seu marido, afirma que não consegue superar a morte de seu filho e seguir sua vida.
A partir das situações, verifica-se que as fases do luto, descritas na situação I e na situação II são, respectivamente,
anseio e busca da figura perdida; entorpecimento ou choque.
desorganização e desespero; anseio e busca da figura perdida.
entorpecimento ou choque; desorganização e desespero.
reorganização; entorpecimento ou choque.
entorpecimento ou choque, anseio e busca da figura perdida.