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O psicólogo pode ter que lidar com as reações da família de um paciente, no momento em que o paciente recebe um prognóstico pouco promissor. Um dos modelos para o trabalho do psicólogo hospitalar indica que ele precisa fazer um diagnóstico, não da doença, mas da forma como a família se relaciona com a doença.
De acordo com esse modelo, uma das posições assumidas frente à doença é a revolta, que apresenta as seguintes características:
o sujeito retira os investimentos do mundo, apresenta uma paralisação do comportamento, sente-se impotente e passivo e não assume uma posição de luta nem cultiva muita esperança.
o sujeito busca soluções realistas para o problema, admite a presença de toda uma gama de sentimentos, reconhecendo-se como potente diante do que pode ser feito e se apresentando como ativo
o familiar evita sentimentos de medo, apresenta sentimentos onipotentes e comportamento procrastinador, seu ânimo é irritado e tende a subvalorar os problemas trazidos pela situação de doença.
a pessoa luta contra a doença, evita a tristeza, possui ideações de injustiça, sente-se estressada e solitária, apresenta esperança querelante e comportamento agitado
as soluções mágicas são aventadas, pensamentos de onipotência, sentimentos de alegria e esperança estão presentes, mesmo diante de um ânimo irritado e angustiado.