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Conforme Stahl (2021), transtornos mentais relacionados a resposta desadaptativa ao estresse podem levar ao desbalanço de ritmos fisiológicos com repercussões funcionais e estruturais a partir da desregulação de
Cortisol.
Dopamina.
Melatonina.
Adenosina.
Interleucina-1.
Marcus apresenta prejuízo no conteúdo do pensamento, muito característico de quadros depressivos.
Certo
Errado
Intervenções psicológicas específicas como grupos de apoio para mulheres em luto gestacional dificilmente contribuem para a aceitação da perda ou para o fortalecimento da rede de suporte social, podendo inclusive conduzir para um luto complicado.
Certo
Errado
Ações preventivas no contexto da saúde da mulher, após uma perda gestacional como a de Juliana, não devem incluir orientações para futuras gestações, pois essas discussões podem gerar mais sofrimento.
Certo
Errado
Em casos de perda gestacional, como o de Juliana, pode-se conduzir a intervenção psicológica levando-se em consideração os estágios do luto descritos por Kübler-Ross, reconhecendo-se que as mulheres podem passar por diferentes estágios, como negação e depressão, durante o processo de luto.
Certo
Errado
Garcia-Roza (2008, pp. 75-76), ao abordar a obra freudiana, refl ete sobre o luto e a melancolia, destacando:
“Na melancolia o processo é em tudo semelhante ao do luto. Há também uma perda de objeto (embora não necessariamente por morte) e uma diminuição do interesse pelo mundo, acompanhadas de incapacidade para estabelecer nova relação amorosa. A característica distintiva está na auto-recriminação, no auto-envilecimento acompanhado de expectativa de punição exagerada. [...] Uma outra diferença notável entre a perda objetal que caracteriza o luto e a que caracteriza a melancolia é que, enquanto no luto é o mundo que se torna pobre e vazio, na melancolia é o próprio eu.”
Nesse sentido, tanto no luto quanto na melancolia, há uma perda do objeto, mas, na melancolia, essa perda em relação ao objeto perdido resulta no processo psíquico inconsciente denominado:
sublimação
repressão
condensação
identificação
A criação e o fortalecimento de grupos de auxílio para o processo de luto de familiares, amigos e profissionais, podem ser considerados estratégias de posvenção do suicídio.
Certo
Errado
Mulher, de 35 anos, casada e com dores difusas pelo corpo, chega ao psicólogo do Serviço Público, encaminhada pelo clínico geral que afirmou que os exames estão normais e que a queixa dela é emocional. A paciente apresenta-se ao psicólogo revoltada, dizendo que não está inventando, “suas dores são reais”.
A princípio, nesse caso, o psicólogo deve
encaminhar a paciente para o psiquiatra, pois a revolta dela indica necessidade de medicação.
informar à paciente sobre a relação entre as dores, conflitos pessoais, familiares e profissionais.
avaliar se devido ao estresse há um ganho secundário da dor para afastar-se do trabalho.
investigar por meio de escuta ativa se existe relação entre as dores e tendências hipocondríacas.
escutar a história da paciente validando suas dores e a relação com aspectos depressivos.
Ajudar os pacientes a lidar com a fragilidade humana e com a terminalidade da vida é um dos desafios dos psicólogos que atuam em unidades hospitalares no atendimento a pacientes com quadros muito graves e suas famílias.
A psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross deixou uma importante contribuição sobre o processo de luto de pacientes terminais. Analise os estágios abaixo e assinale a opção que não se alinha com essa teoria.
A negação é um mecanismo de defesa contra a dor emocional pela realidade da doença e da morte iminente.
A depressão acompanha a percepção da realidade da finitude e traz sentimentos de desesperança e isolamento emocional.
A aceitação é o entendimento com serenidade de que a morte é inevitável e faz parte do processo da vida.
A fase da raiva pode ser marcada por um sentimento de injustiça ou de revolta pela situação de doença ou perda.
Na identificação projetiva, o paciente atribui a causa da doença a fatores externos e rejeita qualquer responsabilidade pessoal.
Elisabeth Kiibler-Ross, importante teórica sobre o luto antecipatório em doentes terminais, recebeu críticas sobre o seu trabalho por parte da comunidade científica. Marque a afirmativa que não faz referência às ideias da autora.
Os estágios do luto são descritos por cinco fases que são: negação e isolamento, raiva, barganha, depressão e aceitação.
O sofrimento é maior para as crianças que têm mais clareza sobre o estado de sua doença, já que não podem partilhar suas dúvidas e angústias com os outros.
O luto pode apresentar diferenças individuais a depender do tipo de vinculação que foi estabelecida com a pessoa ou objeto perdido, sendo essa vinculação segura ou insegura que resultará em diferenças na reação frente ao luto.
Os estágios do luto terão duração variável, um substituirá o outro ou se encontrarão, às vezes, lado a lado.
Os estágios do luto podem se sobrepor e, em cada um deles, o paciente apresenta esperança frente ao diagnóstico e que não cabe aos outros retirar essa esperança do paciente com discursos diretos e reais.
Segundo Limogi-França e Rodrigues (2002), stress é um recurso importante e útil para uma pessoa fazer frente às diferentes situações da vida que ela enfrenta em seu quotidiano. A resposta ao stress é ativada pelo organismo com o objetivo de mobilizar recursos que possibilitem às pessoas enfrentarem situações que são percebidas como difíceis e que exigem delas esforço. Em relação ao processo adaptativo relacionado ao stress, assinale a opção correta.
Quando fazemos algo desagradável e nos sentimos desvalorizados pelo esforço despendido, estamos em eustress.
O eustress favorece o surgimento de enfermidades psicossomáticas.
Adotando um modelo relacional, a resposta biológica de stress é associada diretamente ao estímulo estressor, independentemente do processo avaliativo do indivíduo (cognitivo e emocional).
Os fatores psicossociais não intervêm no processo de adoecimento psicossomático.
No eustress o esforço de adaptação gera sensação de realização pessoal, bem estar e satisfação das necessidades, mesmo que decorrente de esforços inesperados.
A morte no hospital carrega significados culturais que são continuamente (re)construídos ao longo da história. Vivemos em uma época em que muito se avançou em tecnologia ao ponto de conseguirmos prolongar a vida, entretanto percebe-se um descompasso quando comparamos esse investimento com aquele relacionado às dimensões emocionais envolvidas com o tema da finitude da vida, que é frequentemente negligenciado na formação de profissionais de saúde. Dessa forma, os profissionais da sáude se tornam mais preparados para tratar e curar do que para lidar com a morte. Tal fenômeno gera uma gama de pacientes, familiares e profissionais com dificuldades em lidar com esse processo inevitável.
A esse respeito, considerando o papel da atuação do psicólogo em cenários onde a morte integra o cotidiano, julgue as alternativas apresentadas a seguir e assinale a alternativa incorreta:
De maneira geral, compreende-se que da mesma forma que o paciente em fase terminal não consegue encarar a morte o tempo todo, o membro da família também não deve se excluir de todas as outras interações para ficar exclusivamente ao lado do paciente. Às vezes ele também precisará "recarregar suas baterias" fora do quarto do doente e, ocasionalmente, viver uma vida normal. Por isso, recomenda-se que a equipe não exija a presença constante de membros da família no hospital, respeite a readaptação da família a nova rotina e forneça suporte emocional sempre que necessário.
O psicólogo hospitalar possui uma atuação diferencial dentro da equipe multidisciplinar, impactando positivamente no enfrentamento da patologia e a fase terminal, auxiliando pacientes a serem ouvidos e possibilitando a reintegração do sujeito adoecido à sua própria vida. Além disso, pode auxiliar os familiares que acompanham o paciente e a equipe de saúde a lidarem com a situação.
A intervenção psicológica no contexto dos cuidados paliativos mostra-se de suma importância durante o processo de hospitalização. As intervenções comumente visam ampliar a autonomia do sujeito adoecido para poder participar das decisões relativas ao seu processo de adoecimento e morte e ainda oferecer assistência capaz de minimizar o sofrimento, quando as intervenções de cura não fazem mais efeito, viabilizando o alívio do sofrimento e o suporte emocional durante o processo de morte.
Após a morte do paciente, a equipe necessita desvincular o caso do hospital, por isso não há o que se fazer de intervenção com relação à família, a não ser, dar a notícia da forma mais humanizadora possível e acolher a dor imediata.
Arminda Aberastury e Mauricio Knobel são renomados psicanalistas argentinos, reconhecidos por suas contribuições notáveis no domínio da psicanálise infantojuvenil. Em parceria, os dois conceberam a teoria da síndrome normal da adolescência, uma abordagem que se dedica às metamorfoses psíquicas e emocionais que caracterizam a adolescência. Eles explicam que a adolescência é um estágio do desenvolvimento permeado por desequilíbrios e instabilidades intensas, nos quais o adolescente enfrenta a necessidade de processar três lutos essenciais. Em relação a esses aspectos, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) O luto pelo corpo infantil.
(2) O luto pelos pais da infância.
(3) O luto pela identidade infantil.
( ) Obriga a uma renúncia da dependência e uma aceitação de responsabilidades desconhecidas.
( ) Base biológica da adolescência em que o indivíduo se vê impotente diante das modificações que ocorrem no seu próprio organismo.
( ) Ruptura com a idealização das figuras parentais, perda da proteção e refúgio.
1 - 2 - 3.
3 - 2 - 1.
2 - 1 - 3.
3 - 1 - 2.
Nos últimos anos muito se fala sobre o estresse. Assinale a alternativa correta sobre o tema:
No estresse o cortisol é produzido em menor quantidade e doenças começam a surgir.
O estresse positivo é o estresse em sua fase inicial, a do alerta.
A fase de alerta do estresse, é quando o ser humano automaticamente se prepara para a ação. É caracterizada pela produção e ação da melatonina que torna a pessoa mais atenta, mais forte e mais motivada.
O estresse negativo recebe o nome de “eustresse”.
Como destaca Kübler-Ross (em Kamers, Marcon e Moretto, 2016), a depressão é um dos estágios que as pessoas tendem a vivenciar após o diagnóstico de uma doença grave.
Tal estágio constitui
uma fase semelhante à depressão descrita no DSM-V.
um período de luto antecipatório pelas perdas futuras decorrentes da doença.
uma forma de recolhimento psíquico e preparação para a morte.
uma etapa de aceitação da doença e da fragilidade da vida.
um modo de enfrentamento caracterizado pelo estoicismo.
Ainda segundo Worden, existem determinados fatores que podem alterar a forma como as pessoas vivenciam o luto, e se dividem em seis categorias. Agora assinale a alternativa CORRETA sobre essas categorias.
Identidade e papel da pessoa perdida: Muitas relações podem ser vistas como próximas e/ou de dependência.
História pessoal: É necessário ter em conta o tipo de relação que a pessoa mantinha com a pessoa perdida, percebendo que papéis é que a pessoa preenchia na vida do enlutado.
Personalidade: O estilo cognitivo e o estilo de coping são alguns exemplos de características a ter em conta, que poderão ajudar a compreender a forma como o sujeito lida com o luto.
Variáveis sociais: experiência da pessoa relativamente a perdas em geral, e a perdas significativas em particular, que pode influenciar a forma como a pessoa lida com o luto.
Após ler a citação a seguir, extraída de Kolinski (2007, p. 18), marque a alternativa que contenha corretamente o conceito ao qual tal fragmento se refere. “[...] processo de abandono de esquemas conhecidos quanto de aprendizagem de novos esquemas. Ele se compõe por fases não-lineares que podem ser aqui enumeradas: uma reação de choque ou torpor; a negação (aqui definida como a defesa a uma informação que não é possível absorver imediatamente); a raiva; a barganha (momento em que há uma tentativa de negociação); a depressão (tristeza pela perda, pesar), e a aceitação que vai levar o indivíduo a organizar a vida com a nova realidade”.
Mito.
Egocentrismo infantil
Superego.
Luto.
Em "Luto e Melancolia", publicado em 1917, Freud aborda o tema da perda e do sofrimento emocional, tecendo aproximações e distanciamentos entre o processo de luto saudável e a melancolia patológica. Ele descreve como, em alguns casos, a experiência de luto pode se transformar em um estado de melancolia. Nesse sentido, o autor aponta para a complexidade da psique humana, onde os processos emocionais podem se sobrepor e se entrelaçar, desafiando a distinção clara entre o que é considerado normal e o que é visto como patológico.
Considerando a prática profissional em hospitais, principalmente em setores onde a morte compõe o cotidiano de trabalho, torna-se cada vez mais necessário o aprofundamento sobre esta temática. Dito isso, analise com atenção as alternativas a seguir e assinale a que estiver coerente ao pensamento freudiano:
Normalmente, a melancolia surge como uma resposta à perda de alguém significativo ou de algo que represente um vínculo emocional forte. Embora possa causar um desvio considerável do comportamento cotidiano, não é categorizada como uma condição patológica. Assim, não se recomenda intervenção médica para essa condição, pois se acredita que, com o tempo, a pessoa seja capaz de superá-la por conta própria.
A pessoa que vivencia o luto geralmente experimenta uma queda significativa na autoestima e uma sensação de empobrecimento da própria identidade. Ela se descreve como indigna, inútil e sem valor, culpando e insultando a si mesma. Além disso, pode apresentar sintomas como dificuldade para dormir, falta de apetite e uma profunda expectativa delirante de ser punida.
Durante o processo de melancolia, é comum que a pessoa apresente sintomas como desânimo, tristeza e perda do interesse pelas atividades que o cerca. Dessa forma, a pessoa compreende que o mundo tornou-se, pelo menos temporariamente, pobre e vazio.
O ponto crucial na compreensão do estado clínico do melancólico reside no reconhecimento de que as críticas que a pessoa dirige a si mesma, na verdade, se originam de uma projeção das críticas que ela tinha para um objeto amoroso, mas que agora se viraram contra seu próprio eu.
A dor é um fenômeno que pode ser caracterizado como
psicofisiológico, pois se associa a duas dimensões: uma física (estímulo doloroso) e outra social (sentido compartilhado, atribuído ao estímulo).
psicobiológico, pois se associa a duas dimensões: uma física (estímulo doloroso) e outra psicológica (sentido pessoal, atribuído ao estímulo).
psicofisiológico, pois se associa a duas dimensões: uma física (componente sensorial) e outra psicológica (emoções atribuídas à experiência dolorosa).
psicossocial, pois se associa a duas dimensões: uma psicológica (emoções atribuídas à experiência dolorosa) e outra social, (sentido compartilhado atribuído ao estímulo).
psicofisiológico, pois se associa a duas dimensões: uma física (estímulo doloroso) e outra psicossocial (sentido pessoal e coletivo atribuído ao estímulo).
Um psicólogo trabalha com um grupo de apoio a pacientes oncológicos em um ambiente hospitalar, quando um dos participantes falece.
Nesse caso hipotético, o psicólogo deve propor que o grupo
discuta a temática da morte com a participação da equipe de saúde nas sessões seguintes.
seja informado de dados empíricos quanto à frequência de óbitos entre pacientes oncológicos hospitalizados.
identifique as estratégias desenvolvidas pelo grupo que aumentam a resiliência dos participantes diante da possibilidade da morte.
fale sobre mortes, perdas e sentimentos decorrentes, para favorecer o processo de luto.
atenha-se ao objetivo específico do grupo, que é a relação de cada participante com a sua doença.