Questões de Concurso sobre Dor, Estresse e Luto

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
457 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Conforme Stahl (2021), transtornos mentais relacionados a resposta desadaptativa ao estresse podem levar ao desbalanço de ritmos fisiológicos com repercussões funcionais e estruturais a partir da desregulação de


A

Cortisol.


B

Dopamina.


C

Melatonina.


D

Adenosina.


E

Interleucina-1.

Intervenções psicológicas específicas como grupos de apoio para mulheres em luto gestacional dificilmente contribuem para a aceitação da perda ou para o fortalecimento da rede de suporte social, podendo inclusive conduzir para um luto complicado.


C

Certo


E

Errado

Ações preventivas no contexto da saúde da mulher, após uma perda gestacional como a de Juliana, não devem incluir orientações para futuras gestações, pois essas discussões podem gerar mais sofrimento.


C

Certo


E

Errado

Em casos de perda gestacional, como o de Juliana, pode-se conduzir a intervenção psicológica levando-se em consideração os estágios do luto descritos por Kübler-Ross, reconhecendo-se que as mulheres podem passar por diferentes estágios, como negação e depressão, durante o processo de luto.


C

Certo


E

Errado

Garcia-Roza (2008, pp. 75-76), ao abordar a obra freudiana, refl ete sobre o luto e a melancolia, destacando:


“Na melancolia o processo é em tudo semelhante ao do luto. Há também uma perda de objeto (embora não necessariamente por morte) e uma diminuição do interesse pelo mundo, acompanhadas de incapacidade para estabelecer nova relação amorosa. A característica distintiva está na auto-recriminação, no auto-envilecimento acompanhado de expectativa de punição exagerada. [...] Uma outra diferença notável entre a perda objetal que caracteriza o luto e a que caracteriza a melancolia é que, enquanto no luto é o mundo que se torna pobre e vazio, na melancolia é o próprio eu.”


Nesse sentido, tanto no luto quanto na melancolia, há uma perda do objeto, mas, na melancolia, essa perda em relação ao objeto perdido resulta no processo psíquico inconsciente denominado:


A

sublimação


B

repressão


C

condensação


D

identificação

A criação e o fortalecimento de grupos de auxílio para o processo de luto de familiares, amigos e profissionais, podem ser considerados estratégias de posvenção do suicídio.


C

Certo


E

Errado

Elisabeth Kiibler-Ross, importante teórica sobre o luto antecipatório em doentes terminais, recebeu críticas sobre o seu trabalho por parte da comunidade científica. Marque a afirmativa que não faz referência às ideias da autora.


A

Os estágios do luto são descritos por cinco fases que são: negação e isolamento, raiva, barganha, depressão e aceitação.


B

O sofrimento é maior para as crianças que têm mais clareza sobre o estado de sua doença, já que não podem partilhar suas dúvidas e angústias com os outros.


C

O luto pode apresentar diferenças individuais a depender do tipo de vinculação que foi estabelecida com a pessoa ou objeto perdido, sendo essa vinculação segura ou insegura que resultará em diferenças na reação frente ao luto.


D

Os estágios do luto terão duração variável, um substituirá o outro ou se encontrarão, às vezes, lado a lado.


E

Os estágios do luto podem se sobrepor e, em cada um deles, o paciente apresenta esperança frente ao diagnóstico e que não cabe aos outros retirar essa esperança do paciente com discursos diretos e reais.

Ajudar os pacientes a lidar com a fragilidade humana e com a terminalidade da vida é um dos desafios dos psicólogos que atuam em unidades hospitalares no atendimento a pacientes com quadros muito graves e suas famílias.


A psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross deixou uma importante contribuição sobre o processo de luto de pacientes terminais. Analise os estágios abaixo e assinale a opção que não se alinha com essa teoria.


A

A negação é um mecanismo de defesa contra a dor emocional pela realidade da doença e da morte iminente.


B

A depressão acompanha a percepção da realidade da finitude e traz sentimentos de desesperança e isolamento emocional.


C

A aceitação é o entendimento com serenidade de que a morte é inevitável e faz parte do processo da vida.


D

A fase da raiva pode ser marcada por um sentimento de injustiça ou de revolta pela situação de doença ou perda.


E

Na identificação projetiva, o paciente atribui a causa da doença a fatores externos e rejeita qualquer responsabilidade pessoal.

Mulher, de 35 anos, casada e com dores difusas pelo corpo, chega ao psicólogo do Serviço Público, encaminhada pelo clínico geral que afirmou que os exames estão normais e que a queixa dela é emocional. A paciente apresenta-se ao psicólogo revoltada, dizendo que não está inventando, “suas dores são reais”.


A princípio, nesse caso, o psicólogo deve


A

encaminhar a paciente para o psiquiatra, pois a revolta dela indica necessidade de medicação.


B

informar à paciente sobre a relação entre as dores, conflitos pessoais, familiares e profissionais.


C

avaliar se devido ao estresse há um ganho secundário da dor para afastar-se do trabalho.


D

investigar por meio de escuta ativa se existe relação entre as dores e tendências hipocondríacas.


E

escutar a história da paciente validando suas dores e a relação com aspectos depressivos.

Segundo Limogi-França e Rodrigues (2002), stress é um recurso importante e útil para uma pessoa fazer frente às diferentes situações da vida que ela enfrenta em seu quotidiano. A resposta ao stress é ativada pelo organismo com o objetivo de mobilizar recursos que possibilitem às pessoas enfrentarem situações que são percebidas como difíceis e que exigem delas esforço. Em relação ao processo adaptativo relacionado ao stress, assinale a opção correta.


A

Quando fazemos algo desagradável e nos sentimos desvalorizados pelo esforço despendido, estamos em eustress.


B

O eustress favorece o surgimento de enfermidades psicossomáticas.


C

Adotando um modelo relacional, a resposta biológica de stress é associada diretamente ao estímulo estressor, independentemente do processo avaliativo do indivíduo (cognitivo e emocional).


D

Os fatores psicossociais não intervêm no processo de adoecimento psicossomático.


E

No eustress o esforço de adaptação gera sensação de realização pessoal, bem estar e satisfação das necessidades, mesmo que decorrente de esforços inesperados.

A morte no hospital carrega significados culturais que são continuamente (re)construídos ao longo da história. Vivemos em uma época em que muito se avançou em tecnologia ao ponto de conseguirmos prolongar a vida, entretanto percebe-se um descompasso quando comparamos esse investimento com aquele relacionado às dimensões emocionais envolvidas com o tema da finitude da vida, que é frequentemente negligenciado na formação de profissionais de saúde. Dessa forma, os profissionais da sáude se tornam mais preparados para tratar e curar do que para lidar com a morte. Tal fenômeno gera uma gama de pacientes, familiares e profissionais com dificuldades em lidar com esse processo inevitável.


A esse respeito, considerando o papel da atuação do psicólogo em cenários onde a morte integra o cotidiano, julgue as alternativas apresentadas a seguir e assinale a alternativa incorreta:


A

De maneira geral, compreende-se que da mesma forma que o paciente em fase terminal não consegue encarar a morte o tempo todo, o membro da família também não deve se excluir de todas as outras interações para ficar exclusivamente ao lado do paciente. Às vezes ele também precisará "recarregar suas baterias" fora do quarto do doente e, ocasionalmente, viver uma vida normal. Por isso, recomenda-se que a equipe não exija a presença constante de membros da família no hospital, respeite a readaptação da família a nova rotina e forneça suporte emocional sempre que necessário.


B

O psicólogo hospitalar possui uma atuação diferencial dentro da equipe multidisciplinar, impactando positivamente no enfrentamento da patologia e a fase terminal, auxiliando pacientes a serem ouvidos e possibilitando a reintegração do sujeito adoecido à sua própria vida. Além disso, pode auxiliar os familiares que acompanham o paciente e a equipe de saúde a lidarem com a situação.


C

A intervenção psicológica no contexto dos cuidados paliativos mostra-se de suma importância durante o processo de hospitalização. As intervenções comumente visam ampliar a autonomia do sujeito adoecido para poder participar das decisões relativas ao seu processo de adoecimento e morte e ainda oferecer assistência capaz de minimizar o sofrimento, quando as intervenções de cura não fazem mais efeito, viabilizando o alívio do sofrimento e o suporte emocional durante o processo de morte.


D

Após a morte do paciente, a equipe necessita desvincular o caso do hospital, por isso não há o que se fazer de intervenção com relação à família, a não ser, dar a notícia da forma mais humanizadora possível e acolher a dor imediata.

Arminda Aberastury e Mauricio Knobel são renomados psicanalistas argentinos, reconhecidos por suas contribuições notáveis no domínio da psicanálise infantojuvenil. Em parceria, os dois conceberam a teoria da síndrome normal da adolescência, uma abordagem que se dedica às metamorfoses psíquicas e emocionais que caracterizam a adolescência. Eles explicam que a adolescência é um estágio do desenvolvimento permeado por desequilíbrios e instabilidades intensas, nos quais o adolescente enfrenta a necessidade de processar três lutos essenciais. Em relação a esses aspectos, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(1) O luto pelo corpo infantil.

(2) O luto pelos pais da infância.

(3) O luto pela identidade infantil.


( ) Obriga a uma renúncia da dependência e uma aceitação de responsabilidades desconhecidas.

( ) Base biológica da adolescência em que o indivíduo se vê impotente diante das modificações que ocorrem no seu próprio organismo.

( ) Ruptura com a idealização das figuras parentais, perda da proteção e refúgio.


A

1 - 2 - 3.


B

3 - 2 - 1.


C

2 - 1 - 3.


D

3 - 1 - 2.

Nos últimos anos muito se fala sobre o estresse. Assinale a alternativa correta sobre o tema:


A

No estresse o cortisol é produzido em menor quantidade e doenças começam a surgir.


B

O estresse positivo é o estresse em sua fase inicial, a do alerta.


C

A fase de alerta do estresse, é quando o ser humano automaticamente se prepara para a ação. É caracterizada pela produção e ação da melatonina que torna a pessoa mais atenta, mais forte e mais motivada.


D

O estresse negativo recebe o nome de “eustresse”.

Como destaca Kübler-Ross (em Kamers, Marcon e Moretto, 2016), a depressão é um dos estágios que as pessoas tendem a vivenciar após o diagnóstico de uma doença grave.


Tal estágio constitui


A

uma fase semelhante à depressão descrita no DSM-V.


B

um período de luto antecipatório pelas perdas futuras decorrentes da doença.


C

uma forma de recolhimento psíquico e preparação para a morte.


D

uma etapa de aceitação da doença e da fragilidade da vida.


E

um modo de enfrentamento caracterizado pelo estoicismo.

Com base em algumas perspectivas teóricas do luto patológico, qual a alternativa CORRETA?


A

Para Bowlby, as pessoas que sofrem de luto patológico nunca serão capazes de ultrapassar uma depressão infantil que lhes permita estabelecer uma boa relação com o mundo que as envolvem.


B

Lindemann afirmou que o atraso na expressão do luto pode, por vezes, durar anos ou o luto poderá ser desencadeado por um luto subsequente.


C

Horowitz defende que um luto não manifestado poderá expressar-se, de uma forma alternativa, como outras perturbações.


D

Freud conclui que o luto patológico poderia ter origem nas experiências subjetivas da criança e nos padrões de vinculação relativos aos seus pais.

"Não há uma maneira de ver a morte que seja independente da idade; as atitudes das pessoas refletem sua personalidade e experiência, bem como o quanto acreditam que estejam próximas da morte. Mesmo assim, são grandes as diferenças em termos de desenvolvimento."

Fonte: Desenvolvimento Humano - Diane E. Papalia e Ruth Duskin Feldman


A partir de estudos sobre atitudes em relação à morte e ao morrer na infância e adolescência, assinale a alternativa CORRETA.


A

Assim como acontece com sua compreensão sobre a morte, o modo como a criança demonstra o luto depende do desenvolvimento cognitivo e emocional.


B

Segundo Erikson, adolescentes que resolvem a alternativa crítica de integridade versus desespero conseguem aceitar tanto o que fazem em suas vidas quanto a iminência da morte.


C

É comum pesadelos frequentes como manifestação do luto em crianças em idade escolar.


D

Os conceitos de irreversibilidade, universalidade e fim das funções geralmente se desenvolvem durante a passagem do pensamento operatório-concreto para o pensamento operatório-formal.

A morte impacta intensamente os profissionais da saúde mental, devido ao vínculo estreito com pacientes que compartilham aspectos íntimos de suas vidas. Apesar dos esforços de prevenção, os suicídios ainda ocorrem, afetando a saúde mental dos terapeutas. Portanto, é crucial adotar uma abordagem multidisciplinar no tratamento da ideação suicida, visando um manejo mais eficaz e suporte aos terapeutas.


C

Certo


E

Errado

A. Aberastury e M. Knobel consideram que o adolescente se depara com três lutos simbólicos, um dos quais decorre da perda


A

da identidade consolidada.


B

do pertencimento social.


C

da relação com os pais na infância.


D

da segurança básica.

Maria é uma paciente que sofre de dor crônica nas costas devido a uma condição degenerativa da coluna vertebral. Ela frequentemente relata sentir-se frustrada e desamparada em relação à sua dor, o que afeta sua qualidade de vida. O psicólogo que a atende, alinhado à proposta de tratamento multiprofissional, decide aplicar uma técnica de enfrentamento, baseada em evidências, específica para ajudá-la a lidar com a dor de forma mais adaptativa. Essa técnica consiste na(o):


A

Mindfulness.


B

Expressão emocional.


C

Reestruturação cognitiva.


D

Relaxamento progressivo.

   
Gerar simulado