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Emília, 75 anos, é viúva e tem dois filhos (Rute, 49 anos, e Manoel, 56 anos). Encontra-se internada há mais de 40 dias em uma enfermaria de um hospital público devido a problemas renais e inchaço abdominal. Não recebe visitas regulares de familiares, pois os únicos familiares não podem se ausentar do trabalho e têm sua rotina própria. Emília apresenta-se angustiada, frequentemente chorosa, pouco colaborativa com os procedimentos médicos, ameaçando evadir-se do hospital. Queixa-se com frequência da rotina hospitalar e refere dor a todo momento, em diferentes partes do corpo. Por vezes, verbaliza o desejo de morrer
Ainda com base na reflexão sobre o caso da questão anterior, nº 26, e considerando as possibilidades de atuação do psicólogo ao longo da internação de Emília na enfermaria geriátrica, assinale a alternativa correta.
O psicólogo pode realizar atendimentos com a paciente e familiares, visando ao bem-estar de Emília e seu protagonismo ao longo do tratamento. A depender do vínculo estabelecido entre paciente e profissional, o psicólogo pode sugerir o acompanhamento clínico da paciente após a alta, em regime privado.
O psicólogo pode ajudar no manejo da dor e da ansiedade, tão presentes ao longo da hospitalização, a partir de técnicas de relaxamento e prescrição de psicotrópicos.
O psicólogo pode atuar na comunicação à paciente de normas e rotinas da instituição, evidenciando o quanto sua reação emocional é prejudicial ao tratamento e inadequada.
O psicólogo pode acolher a angústia de morte trazida pelo momento da doença e da internação, podendo auxiliar na elaboração de tais conflitos e favorecer estratégias de enfrentamento. Também pode compreender, acolher e pontuar dificuldades no processo de internação da paciente para a equipe e familiares, tornando-se facilitador na relação paciente-equipe-família.
O psicólogo pode oferecer espaço diferenciado de escuta daquilo que está por trás das queixas somáticas de Emília e de seu desconforto com a internação e tratamento, em prol da manutenção da posição de passividade em que o idoso usualmente é colocado pela sociedade.
Emília, 75 anos, é viúva e tem dois filhos (Rute, 49 anos, e Manoel, 56 anos). Encontra-se internada há mais de 40 dias em uma enfermaria de um hospital público devido a problemas renais e inchaço abdominal. Não recebe visitas regulares de familiares, pois os únicos familiares não podem se ausentar do trabalho e têm sua rotina própria. Emília apresenta-se angustiada, frequentemente chorosa, pouco colaborativa com os procedimentos médicos, ameaçando evadir-se do hospital. Queixa-se com frequência da rotina hospitalar e refere dor a todo momento, em diferentes partes do corpo. Por vezes, verbaliza o desejo de morrer. A partir da reflexão sobre o caso de Emília, é correto afirmar que
dada a gravidade do caso, a equipe deve acionar os familiares com urgência e garantir que a paciente terá acompanhante 24H, apesar do direito de acompanhante não ser assegurado por Lei nesse caso.
ela encontra-se fragilizada e demanda intervenção psicológica. Além de estar vivenciando o confronto com a ideia de finitude, característica da velhice, também está se deparando com as limitações da doença e da própria internação. Associados a esses conflitos, estão vigentes os sentimentos de solidão, desamparo e medo.
é evidente que ela não está no domínio de suas faculdades mentais, portanto, não é ela quem deve optar pelo tratamento de saúde que julgar conveniente, sendo esse o papel dos profissionais da equipe.
o psicólogo pouco pode interferir nesse caso, já que o problema parece circunscrever ao contexto sociofamiliar da paciente e à dificuldade diagnóstica, sendo, portanto, responsabilidade dos campos da assistência social e medicina.
a paciente claramente apresenta quadro de fibromialgia e depressão, com tendência à borderline associado à condição orgânica. Para além do acompanhamento médico, ela necessita de internação psiquiátrica em caráter emergencial.
O trabalho de Elisabeth Kluber-Ross explica os estágios pelos quais o paciente em fase terminal passa. No que concerne a eles, assinale a alternativa correta.
A seguinte fala de paciente diante do diagnóstico de uma doença terminal é um exemplo de barganha: “deve ser um engano”.
Na fase da negação, a pessoa acredita que o fato de não pensar na doença pode fazer com que ela desapareça.
A negação se dá principalmente por falta de informação; não se dá por falta de condições psicológicas.
A fase de negação é sempre total e permanente.
A emoção predominante na fase de negação é a tristeza.
Considerando as fases de enfrentamento do luto: Negação; Revolta; Barganha; Depressão e Aceitação, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Adiar conversar sobre a morte que se aproxima é melhor para o paciente e para a família.
( ) Na barganha, geralmente o enlutado busca negociar com uma divindade uma forma de restituir o objeto perdido, como a saúde.
( ) A revolta sentida pelo paciente no luto por sua saúde pode ser dirigida aos que cuidam dele, como a família e a própria equipe de assistência hospitalar.
( ) Quando o paciente está no estágio da depressão, deve sempre ser medicado com antidepressivo.
( ) O estágio mais fácil para o paciente é o da aceitação, uma vez que as perdas são consequências do fato de estar vivo.
F – V – F – V – V.
V – V – F – F – V.
F – F – V – V – F.
F – V – V – F – F.
F – V – V – F – V.
Do ponto de vista ético, é correto perguntar a pacientes adultos e conscientes que tenham familiares participativos se preferem que informações sobre resultados de exames e prognóstico sejam conversadas primeiramente consigo mesmos ou com os seus familiares.
Certo
Errado
O modelo transteórico sustenta que o comportamento muda, sistematicamente, ao longo de estágios distintos. Com relação a esse modelo, assinale a alternativa correta.
Esse modelo afirma que as pessoas progridem por meio de quatro estágios ao alterar comportamentos relacionados com a saúde.
O primeiro estágio, a pré-contemplação, envolve pensamentos de seriedade sobre a mudança de comportamento, reconhecendo o problema e a necessidade de mudança.
No segundo estágio, a contemplação, as pessoas avaliam a possibilidade de mudança em um futuro distante.
O terceiro estágio, a preparação, envolve pensamentos e ações para mudança do comportamento.
No quarto estágio, a manutenção, as pessoas obtêm sucesso em seus esforços para alcançar seu objetivo final.
A iminência da morte provoca um desamparo imenso, fruto da possibilidade da perda da vida e dos vínculos afetivos. Com relação ao atendimento de pacientes em fase terminal, assinale a alternativa correta.
Cabe apenas ao psicólogo falar sobre a morte e o morrer nas instituições de saúde.
A família do paciente necessita ser protegida da dor, portanto falar sobre a morte aumenta a tensão e a angústia.
O afastamento da equipe de saúde pode ser uma alternativa nos casos em que não há possibilidade de respostas terapêuticas, pois ameniza o sofrimento do paciente.
Diante do sofrimento do paciente, as rotinas e os modos de funcionamento das instituições de saúde interferem na forma como ele reagirá, mas, infelizmente, o psicólogo nada pode fazer para modificar essa conjuntura.
Ofertar um espaço para escutar os sentimentos e as percepções do paciente, nesse momento, constitui-se um grande aliado para o enfrentamento da perda e a elaboração do luto.
Algumas síndromes e reações depressivas surgem frequentemente após perdas significativas: de uma pessoa muito querida, emprego, moradia, status socioeconômico ou algo puramente simbólico. Apesar de muitas vezes ser desencadeada por perdas, a depressão não é o mesmo que o sentimento de luto (DALGALARRONDO, 2019).
Considerando o exposto acima, é correto afirmar que o luto intenso é caracterizado por
tristeza e desânimo pouco oscilantes ao longo dos dias.
ruminações autocríticas e pessimistas abrangentes, não apenas relacionadas a uma perda.
humor deprimido constante que abrange mais que as perdas; humor que não melhora com o passar do tempo.
tristeza muito relacionada à experiência da perda, que tende a diminuir com o passar das semanas e dos meses (duração muito variável, de semanas a vários meses, eventualmente a anos).
Segundo Lobato (In: Mello Filho; Burd, 2010), o primeiro obstáculo para o tratamento das dores psicogênicas é a incapacidade do paciente de aceitar que na sua queixa estão presentes os fatores
insconscientes.
dismórficos.
emocionais.
somatoformes.
Após a morte do filho, uma mulher chega a um ambulatório de saúde mental relatando sofrimento emocional intenso, ansiedade, inquietação, pensamentos constantes e distorções perceptivas relacionadas ao filho. Refere ter perdido o interesse nas suas atividades. Passa muito tempo no quarto do filho e por vezes se pega chamando por ele. De acordo com a Teoria do Luto, de Colin Murray Parkes, em qual fase do luto a paciente se encontra?
Alívio.
Procura.
Alarme.
Raiva e culpa.
O sofrimento do paciente terminal, bem como o das pessoas que o cercam, abrange os aspectos biopsicossociais. Este paciente necessita e é capaz de compreender que sua vida ainda não acabou na ocasião da notícia, ele ainda terá planos a realizar. No ambiente hospitalar o paciente torna-se a doença e deixa de ter seu próprio nome, passa a ser alguém portador de uma determinada patologia, criando assim, o estigma do doente-paciente, até no mesmo sentido de sua própria passividade perante novos fatos e perspectivas existenciais (Domingues, et al 2013).
I, II e III estão corretas
I e II estão corretas
I, II e IV estão corretas
I e IV estão corretas
I, II e IV estão corretas
De acordo com STRAUB, sobre estresse, analisar os itens abaixo:
I. Os processos biológicos que ocorrem quando sentimos estresse podem diferir um pouco conforme a fisiologia singular e os níveis de reatividade fisiológica de cada indivíduo, mas os mesmos processos básicos afetam todos nós.
II. As influências psicológicas afetam a maneira como avaliamos situações desafiadoras - seja como controláveis (não estressantes) ou incontroláveis (estressantes) - com base em nossas personalidades e experiências de vida.
III. Nossas influências socioculturais singulares afetam a maneira como avaliamos o estresse oriundo de muitas fontes diferentes, incluindo acontecimentos importantes da vida, catástrofes, problemas cotidianos, estresse ambiental, trabalho e família.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente o item II.
Somente os itens I e III.
Todos os itens.
O suporte referente ao luto antecipatório pode ser aplicado ao cuidador de paciente terminal, ainda que a relação entre eles seja estritamente profissional.
Certo
Errado
É sabido que o processo de luto pode não ter um bom desenvolvimento, cursando com complicações e vindo a exigir tratamento. Quais os principais tipos de complicações do luto?
Luto crônico e luto inibido.
Luto mascarado e doença do luto.
Luto parental e luto não autorizado.
Luto exagerado e luto antecipatório.
No manejo de pacientes oncológicos portadores de dor, é adequado aplicar técnicas de relaxamento e distração dirigida.
Certo
Errado
A prevenção do desenvolvimento do luto pós-morte ultrapassa as atribuições dos psicólogos da equipe da unidade oncológica junto aos familiares de pacientes em fase terminal, uma vez que as intervenções realizadas nesse contexto devem restringir-se ao apoio para lidar com a dor da iminência da morte.
Certo
Errado
Segundo Simonetti (2005), as posições de negação, a revolta, a depressão e o enfrentamento constituem, no diagnóstico multiaxial, o eixo
situacional.
médico.
reacional.
transferencial.
Frente ao adoecimento de um dos membros familiar, qual a alternativa abaixo que NÃO apresenta uma atuação possível pelo psicólogo?
Auxiliar o paciente e a família em seus medos e conflitos subjetivos.
Facilitar a comunicação entre o paciente, os profissionais envolvidos e a família.
Preparar a família para lidar com as alterações do paciente, incluindo dificuldades físicas, emocionais e sociais.
Trabalhar a questão da morte de forma persistente para auxiliar na elaboração do luto, caso venha a ocorrer.
Orientar o paciente e a família quanto ao diagnóstico, prognóstico e tratamento.
Durante uma sessão de psicoterapia individual, o psicólogo, que atua na abordagem cognitivo comportamental, explica ao cliente que perdeu sua esposa há um ano, a diferença entre os sintomas de luto patológico e depressão. A atitude do profissional caracteriza uma:
Intervenção psicoeducativa.
Modelagem.
Validação empática.
Clarificação.
Estabelecimento de rapport.