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A morte e o luto fazem parte de diversas temáticas no tocante à abordagem psicológica no cotidiano hospitalar, junto à pessoa doente, à sua família e à equipe multidisciplinar. Nesse contexto, as intervenções
devem visar a criação de estratégias de intercessões em relação ao cuidador e às equipes de saúde, com a finalidade de obter um padrão de resposta e de atuação por parte desses profissionais, para todas as situações de luto que venham a enfrentar.
devem considerar a comunicação sobre o adoecimento e perspectiva de morte tanto para a criança como para a família, rompendo com possíveis pactos de silêncio.
focam exclusivamente no treinamento e preparação psicológica da equipe, família e doente para lidar com a morte.
não devem abordar o luto antecipatório com as famílias de crianças pequenas, pois esse trabalho deverá ser feito no contexto clínico de consultório, de forma a ocorrer em ambiente apropriado para esse fim.
devem ter o foco na família, de modo a deixar a equipe médica e de auxiliares técnicos livres para o cuidado da saúde física do paciente.
Visto que, frente à morte, não há o que ser feito, muitas vezes, o que as pessoas enlutadas precisam é, principalmente em um hospital, apenas a compreensão da sua forma de externalizar o luto (Silva, 2003). Por isso, é importante ao profissional de psicologia oportunizar ao paciente e familiares, EXCETO:
Dar acolhimento, deixar a pessoa falar, desabafar, chorar etc. O importante para que isto ocorra com eficácia é ter um vínculo estabelecido. Ter acompanhado o paciente (e os familiares) durante o seu período de internação pode auxiliar.
Esclarecer aos familiares não tão ligados ao paciente terminal que manifestações emocionais vindas para eles daqueles que estão mais ligados ao paciente não devem ser entendidas como agressões pessoais.
Falar sempre a verdade em relação ao prognóstico do paciente. Isto é importante principalmente para manter o vínculo com a família e estabelecer laços de confiança, aqui deve-se também incentivar ao resto da equipe de saúde a desenvolver a mesma postura.
É o momento de começar a enfatizar as perdas. Aqui, pode-se incentivar a família a fazer uma avaliação geral de como entrou, como está, e de como sairá da situação com a perda do parente.
Incentivar a família a respeitar e também vivenciar junto com o paciente o tempo que resta, respeitando os limites e as vontades deste (o que não significa se submeter a qualquer imposição vinda do paciente, sob o fantasma de um futuro remorso ou culpa).
Leia as afirmativas a seguir:
I. As perdas relacionais ou sociais (de parentes ou amigos) é um exemplo de fator situacional de risco de suicídio.
II. O ramo da psicologia do trabalho visa a ocultar e manter inalterados os comportamentos e as situações do Homem no trabalho, no que diz respeito às condições de trabalho exteriores a esse indivíduo e por meio dessas mesmas condições.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Diante de um adoecimento grave, é correto realizar-se a comunicação de más notícias, a qual é guiada por um médico e deve contar com a participação do psicólogo.
Por vezes, em algum momento do tratamento de uma doença, o paciente pode agir de forma enraivecida, culpando a família e/ou a equipe de saúde por sua doença ou por algum evento, na tentativa de aplacar a sua angústia e revolta. Geralmente trata-se de uma reação passageira que se segue ao impacto de um diagnóstico ou de uma notícia desfavorável. A qual mecanismo de defesa a descrição se refere?
Negação.
Deslocamento.
Formação reativa.
Identificação com o agressor.
Pode-se afirmar que o significado da morte varia, necessariamente, no decorrer da história e entre as diferentes culturas humanas. Nesse contexto, no Ocidente, com a modernidade e o capitalismo, instituiu-se uma relação do homem com a morte caracterizada, fundamentalmente, pela sua
desvaloração como mercadoria ou bem economicamente negociável.
abordagem interdisciplinar e tecnológica, restrita à organicidade.
negação, como se observa no modelo do hospitalocentrismo.
percepção como parte natural da condição existencial do ser humano.
compreensão científica e, principalmente, enquanto experiência subjetiva.
O diagnóstico de uma doença potencialmente terminal é fator de desestruturação psicológica, fazendo com que pacientes e familiares passem por algumas fases emocionais características. Sem, necessariamente, constituir um processo linear, de sequência rigorosa, já que nem todos os pacientes o vivenciam da mesma forma, os estágios sistematizados por Kübler-Ross permitem acompanhar o processo de morrer dos pacientes terminais, minorando seu sofrimento. Os estágios são:
surpresa / frustração / barganha / depressão / aceitação.
surpresa / negação-isolamento / barganha / depressão / aceitação.
negação-isolamento / frustração / barganha / depressão / aceitação.
negação-isolamento / raiva / barganha / depressão / aceitação.
frustração / raiva / barganha / depressão / elaboração.
Analise a seguinte descrição sobre o processo de morrer:
“O paciente sabe e sente o inevitável e a irreversibilidade de sua morte e, diante das suas fragilidades e dificuldades pessoais, instaura-se um mal-estar. É o sofrimento e a dor psíquica de quem percebe a realidade nua e crua, como ela é realmente, é a consciência plena de que nascemos e morremos sozinhos. Diante do irremediavelmente perdido, o que lhe resta, então, é lamentar silenciosamente, chorando ou falando”.
Kübler-Ross denomina essa etapa de
Barganha.
Raiva.
Aceitação.
Depressão.
Negação.
O luto representa as reações de um indivíduo diante da perda. São reações comuns observadas no processo de luto: choque, negação, sensação de abandono, etc. Essas reações são denominadas como reações
físicas.
sociais.
espirituais.
emocionais.
comportamentais.
Quando se trata do paciente em fase terminal, o processo de adoecimento segue o curso inexorável da morte. De acordo com as ações paliativas, a morte passa a ser considerada um acontecimento natural com o mínimo de sofrimento, devendo ser respeitado o bem-estar global das pessoas e garantida a dignidade no processo de terminalidade. Nesta perspectiva, esse contexto apresentado se refere a que tema da bioética?
Eutanásia ativa;
Eutanásia passiva;
Ortotanásia;
Mistanásia;
Distanásia.
Os familiares de pacientes com esse quadro são suscetíveis ao chamado luto antecipatório.
Certo
Errado
Estresse é o conjunto de reações do organismo quando submetido a situações que exigem esforço para adaptação. Nesse sentido, o estresse tende a se estabelecer sempre que os estressores excedem os recursos pessoais e sociais que o indivíduo é capaz de mobilizar para enfrentamento da situação.
STRAUB, R. O. Psicologia da saúde. Porto Alegre: Artmed, 2014. Adaptado.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o estresse atinge 90% da população mundial, e o Brasil é o país que apresenta os maiores índices de estresse na América Latina.
Considerando-se que os estressores estão cada vez mais presentes na vida cotidiana do brasileiro, e que é uma tarefa do psicólogo atuar para prevenir que causem agravos à saúde, esse profissional deve considerar que
a autoavaliação é a medida a ser aplicada para que as condições de estresse do paciente possam ser avaliadas.
a etiologia do estresse está nos fatores ambientais da vida cotidiana, o que determina que umas pessoas sejam mais suscetíveis a ele do que outras.
a síndrome de burnout é um quadro de natureza ocupacional, caracterizado pelo estresse crônico no ambiente de trabalho.
as condições neurológicas do paciente se desorganizam nos quadros de estresse, e os tratamentos disponíveis são direcionados a elas.
o estresse pós-traumático é um quadro de transtorno mental desencadeado como reação a fatores estressores internos.
Não cabe ao psicólogo elaborar condolências ou fazer-se presente ao funeral das crianças, uma vez que as crianças não chegaram à internação na UTI.
Rutter afirma que os fatores de proteção possuem quatro funções principais. Nesse contexto, considere as funções apresentadas abaixo.
I | Reduzir o impacto dos riscos e as reações negativas em cadeia que seguem à situação de risco. |
II | Reduzir o período do tempo e criar oportunidades para reverter os efeitos do estresse. |
III | Estabelecer e manter a autoestima e criar oportunidades para reverter os efeitos do estresse. |
IV | Reduzir o período do tempo, estabelecer e manter a autoestima. |
São funções dos fatores de proteção as que estão presentes nos itens
II e IV.
I e II.
I e III.
III e IV.
No suporte à família durante o luto antecipatório, não cabe ao psicólogo encarregar-se de aspectos físicos dos enlutados, tais como saúde física, uso de drogas ou abuso de bebidas alcoólicas.
Certo
Errado
O psicólogo deve estimular a criança e a respectiva família a pensarem e falarem livremente sobre a própria situação, de modo a legitimar o sofrimento e a contribuir para a elaboração das experiências de adoecimento, processo de morte e luto.
Parkes (1998), ao abordar as “reações a outros tipos de perda”, aponta os aspectos importantes em muitas reações de luto. Assinale a opção que NÃO se enquadra entre tais reações, segundo o autor:
A reação traumática envolve alarme, raiva e culpa.
A reação traumática envolve o distúrbio de estresse pós-traumático.
A resposta de pesar engloba: a necessidade de encontrar a pessoa perdida, o fenômeno da identificação com a pessoa perdida, as variantes patológicas do pesar.
A resposta de pesar engloba: sensação de deslocamento entre o mundo que é e o que deveria ser, um processo de aperceber-se e este processo pode ser prejudicado pela desesperança e desamparo.
A transição psicossocial envolve: sensação de deslocamento entre o mundo que é e o que deveria ser, um processo de aperceber-se e este processo pode ser prejudicado pela desesperança e desamparo.
O diagnóstico de câncer confronta o sujeito com a questão do imponderável, da finitude e da morte. Kübler-Ross (1994), a partir de sua prática clínica com pacientes terminais, identificou os seguintes estágios caracterizados por atitudes específicas do paciente diante da morte e do morrer:
Pré-análise, descrição analítica e interpretação referencial.
Choque e negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.
Negação, resposta de pesar, transição psicossocial e aceitação.
A reação traumática, a resposta de pesar e a transição psicossocial.