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J. William Worden (2013), em seu livro Aconselhamento do luto e terapia do luto: um manual para profissionais de saúde mental, define o luto como um processo cognitivo que envolve confrontação e reestruturação do pensamento acerca da pessoa morta, da experiência da perda e do mundo modificado, no qual agora, o enlutado precisa viver. O(A) psicólogo(a) ao analisar os pressupostos teóricos e técnicos relacionados ao luto deve levar em consideração que:
Podem ser definidas quatro fases do processo de luto. A fase IV é o período de torpor. Esse torpor, que é vivenciado pela maioria dos sobreviventes, ajuda a negar a realidade da perda, pelo menos por curto período.
Os sintomas associados com o luto, diferentemente da depressão, são culpas acerca de atitudes do sobrevivente tomadas no período da morte, preocupação mórbida com desvalia, retardo psicomotor marcado, prejuízo funcional intenso e prolongado e experiências alucinatórias.
O aconselhamento do luto pode ser feito em um contexto de grupo. É essencial, no entanto, excluir do trabalho grupal pessoas cuja perda já completou mais de um ano. Aqueles cuja perda abrange esse período são muito mais bem atendidos individualmente, em aconselhamento ou terapia.
As diferenças principais entre luto e depressão são: enquanto na depressão, assim como no luto, você pode encontrar sintomas clássicos de distúrbios de sono, apetite e intensa tristeza, na reação de luto, não há perda de autoestima comumente encontrada na maior parte das depressões clínicas.
A partir dos dez anos de idade, “a criança desenvolve explicações amplas, gerais, essenciais e lógicas sobre a morte, enfocando a paralisação de órgãos essenciais, reconhecendo a morte como parte da vida corporal” (Chiattone, 2003, p. 92-93).
Segundo a autora, a concepção de morte em crianças varia conforme a idade, sendo correto afirmar que
até os 5 anos, a criança entende morte como separação e empresta propriedades de vida a objetos inanimados.
aos 4 anos, a criança associa morte à velhice.
aos 4 anos, a criança tem capacidade de julgar, de compreender e de avaliar causa e efeito, portanto entende que a morte é um processo biológico permanente, irreversível e universal.
aos 6 anos, a criança passa a temer a morte dos pais.
Considere o seguinte relato produzido por um familiar: “Faz dois meses que ele está na UTI e o vejo num estado de muito sofrimento. É uma perda diária, uma morte constante. Não acho que irei perder meu marido, acho que até já o perdi. É o destino, né? Dizem e acredito que o otimista é o pessimista esclarecido. É assim que me sinto”. Teoricamente, caracterizamos essa atitude do familiar como um(a)
estupor.
racionalização.
luto antecipatório.
luto crônico.
alexitimia.
Marcos, 20 anos, estudante universitário, 3 meses após uma queda identificou o crescimento de um caroço no joelho esquerdo. Marcou consulta com ortopedista, mas faltou a consulta pois tinha prova na faculdade. Deu continuidade à sua rotina e só voltou a agendar consulta 6 meses depois quando o joelho ficou muito inchado atrapalhando o caminhar. O médico solicitou biopsia na qual foi detectado osteosarcoma (câncer nos ossos). Além das informações obtidas na consulta médica, procurou saber mais sobre o seu tipo de câncer na internet. Porém não contou a sua família sobre o diagnóstico e voltou a suas atividades normais. Após 2 meses, quando começou a sentir dores e se sentir incapacitado de manter sua rotina normal, Marcos resolveu conversar com seus pais sobre o adoecimento e procurar ajuda especializada de um oncologista. Durante a consulta o oncologista esclareceu Marcos e seus pais sobre a doença e indicou intervenção cirúrgica com possível amputação na altura da coxa esquerda de acordo com a progressão da doença, o que só iria ser confirmada no momento do ato cirúrgico. Marcos, recusou-se a fazer o procedimento cirúrgico, apesar da insistência de seus pais, alegando que tinha fé forte em Deus e que este era capaz de lhe dar a cura da doença.
Com base na situação hipotética exposta anteriormente, marque a fase de enfrentamento na qual Marcos se encontra frente a possibilidade da perda do membro.
Negação
Raiva
Barganha
Isolamento
Aceitação
De acordo com Kitajima (2014), sobre o paciente em fase final da vida, podemos afirmar que:
I. O paciente que vivencia a proximidade da morte em função do agravamento do quadro clínico é normalmente sedado na UTI até o momento do seu óbito.
II. Os atendimentos psicológicos devem ter como objetivo preservar a autonomia, a dignidade do paciente e o respeito às suas necessidades e desejos.
III. Na UTI, é função do psicólogo oferecer conforto ao paciente, buscar o alívio do sofrimento e possibilitar que a escolha sobre como ele deseja viver até a sua morte seja atendida.
IV. Nos casos de morte iminente e para favorecer o processo de luto dos familiares, o psicólogo pode flexibilizar o horário de visita, bem como permitir a realização de rituais religiosos e despedidas mesmo que a equipe de saúde não esteja de acordo.
V. O paciente que vivencia a proximidade da morte em função do agravamento do quadro clínico ou da impossibilidade de recuperação pode escolher se permanecerá sedado até o momento do seu óbito, uma vez que esta decisão cabe ao paciente e à família.
Assinale a alternativa CORRETA
As alternativas I e II estão corretas.
As alternativas I, II e III estão corretas.
As alternativas II, III e V estão corretas.
As alternativas II, III, IV e V estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.
Observa-se, na internação do paciente, manejo álgico inadequado, insuficiente, deletério, ansiogênico, estressante, devastador e depressogênico.
As equipes envolvidas nos cuidados do paciente precisam ser poupadas do prognóstico reservado, para não ser um fator estressante no cotidiano dos procedimentos.
Sobre o processo de luto, analise as seguintes alternativas:
I. Para Parkes (1986) o luto, é um conjunto de sintomas que começa após uma perda e, gradualmente, de acordo com a aceitação da morte, vai desaparecendo.
II. Junto às famílias dos pacientes, Parkes recomenda uma assistência ampla para todos os aspectos afetados pela morte e, nos casos mais graves, a partir de indicadores como o tipo de morte e relação anterior, sugere psicoterapia processual individual por tempo indefinido.
III. Segundo Stroebe&Stroebe, choro, fadiga, lentificação da fala e do pensamento, agitação, hiperatividade e tensão são manifestações comportamentais do luto.
IV. Anseio pelo falecido, procura por ele, imitação do comportamento do falecido, engajar-se nos mesmos interesses e objetivos, ter imagens do falecido, com frequência muito vivas e quase alucinatórias são atitudes comuns e esperadas no processo de luto.
V. Depressão, culpa, ansiedade, raiva, hostilidade, falta de prazer e solidão constituem sintomas afetivos do processo de luto.
Assinale a alternativa CORRETA.
As alternativas I e III estão corretas.
As alternativas II e III estão corretas.
As alternativas II, III e V estão corretas.
As alternativas III, IV e V estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.
Prade, Casellato e Silva (2008) afirmam que, nas últimas décadas, pudemos observar o desenvolvimento e a disponibilização de um arsenal terapêutico que possibilita mais tempo de vida aos pacientes portadores de doenças crônicas, ao mesmo tempo em que impõe novos desafios aos profissionais de saúde e aos familiares. De acordo com as autoras e a respeito dos cuidados paliativos e do comportamento perante a morte, podemos afirmar que:
I. É dever do profissional de saúde auxiliar o paciente a adquirir condições de conviver com problemas crônicos e minimizar o desconforto de tratamentos agressivos ou invasivos.
II. O psicólogo deve oferecer conforto quando o que resta é manejar sintomas de quadro clínico irreversível.
III. As propostas de intervenção em cuidados paliativos devem partir de um conceito multidimensional e deve contar com recursos específicos para o cuidado dos profissionais.
IV. Identificar aspectos positivos da personalidade, como senso de humor, criatividade e espiritualidade, são aspectos cruciais que beneficiam paciente e família.
V. As fantasias expressas sobre a morte geralmente vêm carregadas de pânico e dor.
Assinale a alternativa CORRETA.
As alternativas I e III estão corretas.
As alternativas I, II e III estão corretas.
As alternativas I, III e V estão corretas.
As alternativas I, II, III e IV estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.
Com base nas ideias de Caponero (2015) sobre a comunicação de más notícias no contexto hospitalar, julgue os itens subsequentes.
I Uma das técnicas utilizadas para a comunicação de más notícias é o protocolo SPIKES (Setting – Perception – Invitation – Knowledge – Emotions – Strategy and Summary).
II Uma forma adequada de reduzir a ansiedade é partilhar com o paciente as decisões terapêuticas, permitindo sua autonomia no tratamento.
III O psicólogo hospitalar acompanha a comunicação de más notícias, geralmente dadas pelo médico. Uma importante intervenção é investigar como o paciente enxerga sua condição clínica e verificar se ele está negando a doença. Além disso, deve‐se avaliar se o indivíduo está utilizando pensamento mágico, comportamento que pode fazer parte de sua personalidade ou constituir‐se em um mecanismo momentâneo de proteção.
Assinale a alternativa correta.
Nenhum item está certo.
Apenas o item III está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
Quando a doença avança e atinge um estágio em que a cura se torna distante, a morte aparece inexorável no horizonte contextual.
Acerca dessa condição clínica, assinale a alternativa incorreta.
A medicina paliativa é solicitada e visa auxiliar em todo o contexto da terminalidade.
Independentemente do manejo da dor, é atribuição do psicólogo orientar o paciente a aceitar a aproximação da morte, seja em atendimentos individuais ou em grupo.
O suporte psíquico aos familiares do paciente é recomendado em parceria com a equipe.
Leia o relato de caso a seguir.
S., de 73 anos, recém-diagnosticada com carcinoma hepatocelular, ao encontrar o psicólogo tem a seguinte conversação:
“Eu estou bem, estou aqui com minhas linhas. Estou fazendo uma bolsinha pra minha neta mais nova, ela vai fazer quatro anos mês que vem. Os médicos... não me entenda mal, todos me trataram muito bem. As enfermeiras são ótimas! Mas os médicos podem ser muito teimosos. Vieram ontem me dizer que eu tenho uma doença horrorosa com nome difícil, um tipo de câncer. Eu disse que eles estão errados, que precisam repetir os exames, mas eles disseram que já fizeram todos os exames e esse é o resultado final. Muito teimosos, eles! Até já estou me sentindo melhor, embora ainda continue com essa cor estranha. Mas eu vou ficando aqui, até que eles digam que eu posso ir embora. Esses remédios estão me ajudando muito. Também nem me importo de fazer exames, eu não tenho medo de agulhas. Acho que logo vão mudar de ideia e me deixar ir pra casa, mas também se demorar?... Meu filho vem me visitar sempre e no final de semana trará meus netos. É como eu disse: eu tenho minhas linhas, fico aqui fazendo meu crochê.”
Nessa fala, fica evidente a negação da paciente. Qual deve ser a conduta do psicólogo nessa situação?
Discutir o caso com os médicos, coletar as informações sobre tratamento e prognóstico, reforçar as informações com a paciente.
Solicitar a presença dos familiares, mediar conversa com equipe médica, orientá-los em como auxiliar a paciente neste momento.
Discutir o caso com os médicos e solicitar que repassem as informações à paciente, esclarecendo suas dúvidas.
Manter encontros regulares, sempre permitindo que a paciente conduza a conversa para os temas de sua escolha.
José, 19 anos, negro, morador da periferia de Maceió, ex-reeducando do Sistema sócio-educativo em meio fechado, é atendido na emergência de um Hospital Geral por espancamento, segundo ele causado em conflitos oriundos do tráfico de drogas e da repressão policial. Após o atendimento emergencial, José é internado para investigar uma dor na perna, anterior ao episódio que o levou à emergência, e a suspeita da equipe médica é de que ele tenha um câncer invasivo que está provocando muita dor e perda de alguns movimentos. Após alguns exames, José é diagnosticado com um câncer em estado avançado, sendo encaminhado para o setor de oncologia do Hospital Universitário, a fim de ser avaliado e seguir com o tratamento. A história de vida de José é marcada pela perda do pai e do irmão mais novo que morreram, respectivamente, vítimas de um acidente de moto e de uma bala perdida em conflito no tráfico de drogas. A mãe de José, D. Josefa, mulher negra e empregada doméstica, é quem o acompanhará no processo de hospitalização.
Diante desse caso, a equipe de saúde não vem conseguindo promover um processo de cuidado integral a José e a D. Josefa, mesmo diante da dor aguda que ele vem sentindo, do luto pela perda da mobilidade da perna, e do medo, tanto por parte dele quanto da sua mãe, de mais uma morte considerada prematura e inesperada na família. Algumas profissionais alegam ter medo dele e outras dizem que não há mais o que fazer diante do diagnóstico. É função também da psicologia, com base nos princípios do SUS e na Política Nacional de Humanização, fomentar uma assistência que garanta:
I. o direito universal de José à saúde, independentemente do que ele tenha feito e vivido;
II. a integralidade do cuidado, sensibilizando a equipe acolher José e D. Josefa não apenas diante do diagnóstico do câncer, mas também das questões sociais que incidem no seu processo saúde-doença;
III. a equidade da atenção à saúde de José, entendendo que os determinantes sociais de gênero, raça, geração, classe social etc. também incidem no processo saúde-doença dele;
IV. a construção de vínculos entre a equipe de saúde, José e sua mãe, visando à gestão compartilhada do cuidado e a autonomia de José diante de seu processo saúde-doença.
Dos itens, verifica-se que estão corretos
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
II e IIII, apenas.
I e IV, apenas.
I e II, apenas.
Com relação às características dos pacientes ao procurar tratamento, Straub (2014) afirma que categoriza a maioria das pessoas na classificação de “uso normal”, mas existem duas categorias amplas para os demais pacientes: os procrastinadores e os que usam exageradamente o sistema. Os psicólogos da saúde têm investigado as razões para essas duas formas extremas de comportamento. Em uma análise dos fatores envolvidos no comportamento de demora na busca por tratamento, descreve cinco estágios no processo de tomada de decisão de procurar cuidado médico, que são:
demora na percepção; demora na aceitação da doença; demora comportamental; demora na marcação de consulta; e demora no tratamento.
demora na avaliação; demora na anuência; demora comportamental; demora na marcação de consulta; e demora no tratamento.
demora na avaliação; demora na aceitação da doença; demora depressiva; demora na marcação de consulta; e demora no tratamento.
demora na avaliação; demora na aceitação da doença; demora comportamental; demora na marcação de consulta; e demora no tratamento.
demora na avaliação; demora na aceitação da doença; demora comportamental; demora na marcação de consulta; e demora na cura.
Na terapia com famílias enlutadas, McGoldrick (1991) defende a utilização de recursos que favorecem o contato com a realidade da perda e possibilitam a expressão dos sentimentos. São recursos recomendados por este pesquisador:
I. Visitas ao cemitério.
II. Escrever cartas ao morto ou aos vivos, a respeito do morto.
III. Olhar fotografias antigas, emoldurar, fazer álbum.
IV. Ler diários ou cartas para decidir o que deseja fazer. Ouvir música, inclusive as preferidas do morto.
V. Ler livros e assistir filmes relacionados à perda.
Assinale a alternativa CORRETA.
As alternativas I e III estão corretas.
As alternativas I, II e III estão corretas.
As alternativas I, III, IV e V estão corretas.
As alternativas I, II, III e V estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.
A respeito do luto antecipatório, analise as assertivas abaixo e em seguida assinale a alternativa CORRETA.
Diante de uma perda previamente anunciada, o psicólogo pode auxiliar a família a vivenciar a despedida, favorecendo com que todos os membros vivenciem e manifestem o luto da mesma forma.
No luto antecipatório, deve-se tomar cuidado para não se provocar uma prematura separação entre as pessoas e o doente, tanto psicológica como socialmente.
Frente a iminência de morte e a vivência do luto antecipatório, deve-se excluir o paciente do processo de planejamento de futuro para prevenir o aumento da ansiedade do mesmo e para que ele não se perceba como um peso para a família.
O processo de luto antecipatório é vivenciado única e exclusivamente pela família.
Quanto melhor a família estiver preparada, do ponto de vista cognitivo e emocional, melhor enfrentará uma situação de perda iminente e reorganizará sua vida intrapsíquica, relacional e social, tanto objetiva como subjetivamente, pois a preparação implica a eliminação do impacto da perda.
Sobre as teorias do estresse, é verdadeiro afirmar que:
na perspectiva da abordagem biológica, estão presentes os conceitos e estudos sobre o estresse, com ações interventivas coletivas e reflexivas em seu bojo.
na atuação da psicodinâmica do trabalho, trata-se o estresse com o auxílio de teorias acerca do sofrimento psíquico e das práticas de bem estar, bem como das inúmeras manifestações e significados no âmbito pré-patológico, e toda a sua intervenção está relacionada à coletividade de trabalho e todos os aspectos organizacionais e laborais.
a síndrome do esgotamento profissional é a resposta do organismo às tensões emocionais e possui seis componentes: o préestresse, o alarme, a exaustão emocional, a diminuição do apetite, a despersonalização e a diminuição do envolvimento e compromisso pessoal no trabalho.
o termo estresse significa síndrome geral de adaptação, constituída por cinco fases: pré-estresse, alarme, adaptação, crônica e exaustão, refletindo o estado biológico preponderante.
A estratégia de enfrentamento do paciente, com base no otimismo e bom humor, mostra-se incompatível com o ambiente hospitalar e com a gravidade do quadro de saúde atual.
A morte é considerada um tabu para muitas culturas no ocidente. Para o paradigma biomédico muitas vezes é tomada como um sinônimo de fracasso. Temida e evitada, a morte é um tema que ainda é pouco discutido, mas que graças à obra de Elisabeth Kübler-Ross, “Sobre a morte e o morrer” ganhou maior espaço de discussão e que progressivamente vem sendo debatida, sendo um tema central de áreas como Cuidados Paliativos e Tanatologia.
De acordo com a obra supracitada, assinale a alternativa correta:
A fase de aceitação do paciente diante da morte geralmente é vivenciada como uma fase de maior tranquilidade por parte dos familiares.
Quanto mais a ciência avançou, as posturas de temor e negação em relação à morte diminuíram, embora ainda existam eufemismos em relação a ela.
Segundo Kübler-Ross, para o inconsciente a morte não pode vir de algo externo e sim de causas naturais ou idade avançada.
Quando estudamos culturas e povos antigos, temos a impressão de que o homem sempre abominou a morte e, provavelmente, sempre a repelirá.
O quarto estágio diante da morte é a barganha.
Conversar com quem está morrendo é uma atividade angustiante e paradoxal. A maioria das pessoas, profissionais ou familiares, deseja encontrar a coisa certa a ser dita, mas infelizmente parece que tal coisa não existe a priori. Além disso, a prática tem ensinado que a capacidade de ouvir tem sido mais importante que a capacidade de dizer.
Em relação ao manejo com o paciente em estado de terminalidade é importante que o psicólogo:proponha a relação de cuidado e também se empenhe na busca da cura.
atenda o paciente em cuidados paliativos se atentando aos protocolos de assistência.
determine as prioridades do paciente e acate as suas definições de qualidade de vida.
ofereça o menor número de informações ao paciente, comunicando apenas os familiares.
não se despiste em relação ao objetivo primário da cura e que a partir disso insufle esperanças no paciente.