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A terminalidade é uma situação frequente nos hospitais gerais. De acordo com Camon (2004) sobre pacientes terminais, marque (V) para afirmativas Verdadeiras e (F) para as Falsas.
I. ( ) Torres (1983) afirma que a morte é, no século XX, o sujeito ausente do discurso. Entretanto, nos últimos 50 anos, o silêncio começa a ser removido das ciências humanas. Historiadores, antropólogos, biólogos, filósofos, psicólogos, psiquiatras e psicanalistas iniciam com audácia uma luta contra a morte interdita.
II. ( ) Numa sociedade que escraviza o homem valorizando os meios de produção em detrimento da dignidade humana, a saúde passa a ser desvalorizada, pois está em risco a capacidade funcional do indivíduo, já que este torna-se menos produtivo.
III. ( ) O paciente terminal é depositário de uma série de incertezas que culminará tornando-o alguém vitimizado não apenas por uma determinada patologia, mas principalmente por toda uma incompreensão de sua real situação.
IV. ( ) O paciente em sofrimento desalentador está necessitando de apoio existencial, palavra, conforto, enfim, quer se sentir uma pessoa com significação existencial própria. Em alguns casos, essa necessidade se sobrepõe à necessidade da terapia medicamentosa.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as afirmativas anteriores:
I. (F), II. (F), III. (V), IV. (F).
I. (V), II. (F), III. (F), IV. (V).
I. (V), II. (V), III. (V), IV. (V).
I. (V), II. (V), III. (F), IV. (V).
I. (V), II. (F), III. (V), IV. (V).
Ajuriaguerra e Marcelli (1991) propõem quatro fases que permitem localizar as princpais etapas que a criança passa na compreensão de morte. São elas:
“Fase da incompreensão total (0 a 2 anos), Fase concreta de realismo e de personificação (2 a 4-6 anos), Fase abstrata de percepção mítica da morte (até 9 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (a partir de 10-11 anos)”.
“Fase concreta de realismo e de personificação (0 a 2 anos), Fase da incompreensão total (2 a 4-6 anos), Fase abstrata de percepção mítica da morte (até 9 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (a partir de 10-11 anos)”.
“Fase da incompreensão total (0 a 2 anos), Fase abstrata de percepção mítica da morte (2 a 4-6 anos), Fase concreta de realismo e de personificação (até 9 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (a partir de 10-11 anos)”.
“Fase concreta de realismo e de personificação (0 a 2 anos), Fase abstrata de percepção mítica da morte (2 a 4-6 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (até 9 anos), Fase da compreensão total (a partir de 10-11 anos)”.
”Fase abstrata de percepção mítica da morte (0 a 2 anos), Fase concreta de realismo e de personificação (2 a 4-6 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (até 9 anos), Fase da compreensão total (a partir de 10-11 anos)”.
O luto somente existe quando houver existido um vínculo que tenha sido rompido, sendo uma resposta à separação. O sofrimento é uma reação à perda e suas manifestações envolvem uma multiplicidade de determinantes. A morte do paciente afeta diretamente a estrutura familiar. Dadas as afirmativas,
I. O luto é definido como uma crise, pois existe um desequilíbrio entre a quantidade de ajustamento necessário de uma única vez e os recursos disponíveis para lidar com eles.
II. O luto não tem início necessariamente no momento da morte. A relação previamente existente irá determinar, em grande parte, a qualidade do luto, quanto a ser normal ou patológico, e sua duração.
III. Do ponto de vista terapêutico, a abordagem utilizada é focada na experiência da perda, visando à identificação dos recursos que o sistema familiar dispõe para superá-la.
verifica-se que está(ão) correta(s)
I, II e III.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
III, apenas.
II, apenas.
Segundo Kübler-Ross, em sua obra “Sobre a morte e o morrer”, os estágios enfrentados pelo paciente diante da morte geralmente se dispõem na sequência:
Negação e isolamento, depressão, raiva, barganha e aceitação.
Negação e isolamento, raiva, depressão, barganha e aceitação.
Negação e isolamento, depressão, barganha, raiva e aceitação.
Negação e isolamento, raiva, barganha, depressão e aceitação.
Negação e isolamento, barganha, raiva, depressão e aceitação.
Diante do paciente terminal, o apoio de um profissional da Psicologia é fundamental, pois é ele quem poderá usar de seus conhecimentos e habilidades profissionais e intervir, junto ao paciente e sua família, buscando a reestruturação emocional, frente a uma situação de perda e luto iminente. Em doentes terminais, ocorrem processos psíquicos que conhecemos por estágios psicológicos diante da morte inevitável. Sobre tais estágios, qual a sequência regular de ocorrência desses estágios?
Aceitação / Raiva/Negação e isolamento / Barganha / Depressão.
Raiva / Negação e isolamento /
Barganha / Negação e isolamento / Aceitação/ Depressão / Raiva.
Negação e isolamento / Raiva / Barganha / Depressão / Aceitação.
Negação e isolamento / Depressão / Raiva / Barganha / Aceitação.
Segundo Simonetti (2004, p. 37), “adoecer é como entrar em órbita”, e o sujeito adoecido entra nessa órbita em uma das quatro posições possíveis. Qual delas caracteriza-se pela evitação do sentimento de tristeza?
A negação.
A revolta.
A depressão.
O enfrentamento.
Um paciente chega ao hospital apresentando quadro clínico de dor, restrição de movimentos, indisposição, limitações das atividades diárias, dificuldades com autoimagem e baixa autoestima, levando-o ao retraimento social e à dificuldade de acesso a esse paciente. Nesse caso, a atuação da equipe de psicologia deveria;
realizar rapport, anamnese e exame psíquico.
promover o processo de enfrentamento e adesão.
manejar as condições clínicas, com aplicação de técnicas psicológicas.
orientar sobre rotinas e condutas.
Kubbler-Ross (1926/1996) descreveu as cinco fases do luto, as quais constituem mecanismos de defesa ou de enfrentamento para os pacientes e seus familiares, têm durações variáveis, não são estanques, tampouco sequenciais. Desse modo, podem substituir-se no decurso do processo de morrer ou se mostrarem concomitantemente, sem seguir padrões. Sobre a barganha, é CORRETO afirmar:
Manifesta-se de diferentes maneiras: sentimento de revolta, de inveja e de ressentimento. Pergunta-se: “Por que eu?”.
Ocorre logo depois da negação. Precede a fase de raiva. Há alto risco de suicídio.
São feitas negociações e acordos em troca de mudança de hábitos e atitudes caso a cura ou melhora seja alcançada, o paciente assume uma relação de troca com Deus ou ser no qual acredite.
É o estágio em que o indivíduo consegue perceber a realidade sem distorções.
É a última fase do diagnóstico. Nela ocorre a recusa consciente ou inconsciente em aceitá-lo.
A respeito do luto em Como agir com um adolescente difícil?, considere as seguintes afirmativas:
1. O luto é um tempo, o tempo necessário para aceitar conviver com a ausência definitiva daquele que amamos e aceitamos perder.
2. Realizar um luto significa aprender a amar diferentemente aquele que perdi.
3. Depois da perda, o amor pelo ente perdido diminui de intensidade.
4. Num adolescente, o luto da infância é uma mudança compreensível na maneira de amar a si mesmo.
Assinale a alternativa correta.
Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Segundo Souza et.al. (2009), a morte é uma ocorrência frequente nos hospitais. Os profissionais da saúde precisam estar preparados para lidar com a perda e com o grande sofrimento que isso acarreta para as famílias e para eles próprios. Assim, são consideradas ações preventivas ao desenvolvimento de um luto patológico na família:
I. Suporte emocional aos familiares;
II. Fortalecimento do vínculo profissional-família;
III. Fornecimento de informações necessárias para os familiares;
IV. Sabedoria e sensibilidade ao acolher;
V. Compreensão das reações da família e esclarecimento de dúvidas.
É(são) considerada(s) ação(ões) preventiva(s):
Somente I.
Somente I e II.
Somente I, II e III.
Somente I, II, IV, V.
I, II, III, IV, V.
Observe o seguinte relato:
“Diante das dores do tratamento e da certeza da morte, sua angústia foi tanta que, aos poucos, foi contorcendo todo o seu corpo, a ponto de se curvar sobre si mesma, como um arco. Passou dias assim. Pouco falava, parecia balbuciar, mussitar. Muitas vezes, chorava intensa e silenciosamente. Era só desamparo”.
Podemos caracterizar tal descrição como a expressão de uma(um)
despersonalização.
negação.
hospitalismo.
regressão.
alexitimia.
Segundo Glaser e Strauss apud Pessini e Bertachini (2004), frente a uma doença grave, existem quatro cenários possíveis no processo de morrer. Em qual deles fortes sentimentos de insegurança e ameaça são experimentados por idosos?
Morte prevista em tempo previsto.
Morte incerta em tempo previsto.
Morte prevista em tempo indefinido.
Morte incerta em tempo indefinido
Segundo Angerami-Camon (1998), a postura de indiferença total para com a dor e o sofrimento do paciente em profissionais da saúde caracteriza-se por:
distanciamento crítico.
calosidade profissional.
estresse ocupacional.
síndrome de compaixão.
Um dos temas atuais de estudo, na área da Tanatologia, é o luto. Sobre esse tópico, é incorreto afirmar que:
nos estudos dos conceitos básicos, o luto é considerado uma profunda transição existencial.
pesquisas apontam diferenças nas respostas do luto, envolvendo questões de gênero.
entre os fatores que podem causar complicações no processo de luto, observa-se negação e repressão ligadas à perda e à dor.
podem ocorrer distorções que afetam a expressão do luto, como adiamento, inibição ou cronificação do processo.
o tipo de morte não interfere na forma de elaboração do luto.
A pessoa com câncer necessita mobilizar recursos psicossociais num esforço adaptativo para lidar com o estresse decorrente da doença. O nome que se dá à esse processo é:
mobilização
capacitação
enfrentamento
luto
depressão
A concepção da morte ______________ inicia-se pela consideração da morte do outro para evoluir para a concepção de sua própria morte.
A alternativa que preenche corretamente a lacuna é:
no adolescente
no idoso
na criança
no adulto
em qualquer fase da vida
Qual é o mecanismo que tem por finalidade a redução das tensões psíquicas, rejeitando a vivência e consequente tomada de conhecimento de experiências emocionais que geram angústia e ansiedade, funcionando como uma barreira que amortece vivências psíquicas impactantes causadas por experiências de extremo sofrimento, respondendo, no geral, a princípio, à fantasia de que o que não se vê, não existe, e é utilizado com frequência pelos pacientes após o diagnóstico de uma doença e durante o tratamento?
Raiva.
Negação.
Barganha.
Aceitação.
Depressão.
Ter conhecimento das fases do processo de luto para poder lidar de forma produtiva com os recursos disponíveis, respeitando as defesas do paciente e de cada integrante do grupo familiar. Nesse contexto, o psicólogo deve reconhecer que:
Na fase da aceitação, as emoções não estão mais tão exacerbadas e a pessoa se prontifica a enfrentar a situação com consciência das suas possibilidades e limitações;
Todos os pacientes que demostram raiva, chegarão à fase da aceitação de sua condição de doente sendo comum discurso verbal focado na cura da doença;
A fase da barganha é marcada pelo discurso verbal inflamado, ríspido, que direciona seu sentimento de inconformismo a toda e qualquer pessoa que interaja com ele;
A fase depressiva caracteriza-se por sentimentos de pesar e angústia, sendo o momento em que o sujeito reencontra sua fé religiosa e a utiliza como força propulsora para o enfrentamento e superação das dificuldades;
Na fase da negação, o paciente busca fazer algum tipo de acordo na tentativa de acreditar que as coisas possam voltar a ser como antes.