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Kubler-Ross, no livro “Sobre a morte e o morrer” (1985), descreve os estágios que um paciente com o diagnóstico de uma doença terminal pode desenvolver. Com base nesses estágios, é correto afirmar que
a depressão, que aparece, logo no primeiro estágio, decorre somente do impacto da doença sobre o indivíduo, apesar das alterações sofridas também pela família.
no segundo estágio, o da barganha, há uma tentativa de adiar a morte como um prêmio por bom comportamento, embora inútil.
no primeiro estágio, ainda sem confirmação do diagnóstico, a raiva por interromper seus planos e a própria vida se mescla ao ressentimento e à inveja daqueles que estão saudáveis.
no terceiro estágio, não existem promessas de novas atitudes e de mudanças de estilo de vida, pois não há esperança de prolongar um pouco mais a sobrevivência.
o último estágio, de aceitação, coincide com o período de maior desgaste físico e o paciente pode querer falar sobre seus sentimentos.
Freud aponta diferenças relacionadas à natureza da melancolia e ao afeto presente no luto. Desse modo,
a inibição e circunscrição do ego é característica da melancolia e não ocorre no processo de luto.
na melancolia estamos diante de uma grande diminuição da autoestima e um empobrecimento do ego.
no processo de luto pode ocorrer uma perda de amor próprio que se relaciona a uma série de recriminações.
na melancolia se observam algumas articulações que o sujeito vai realizando e aos poucos levam a uma desinibição do ego.
no processo de luto uma parte do ego se coloca contra a outra, analisando-a criticamente, o que leva a uma insatisfação com o ego.
Analise a figura a seguir que representa uma das classificações dos desenhos que ilustra a síntese de opostos, discutida por Barreto (2010), na qual o autor descreve sobre a morte e o morrer: a assistência ao doente terminal.
A figura é relativa a uma dessas classificações e que representa a
falta de síntese.
síntese lógica.
síntese hipotética.
síntese mística.
A atuação do psicólogo com o paciente terminal deve
I. ser caracterizada por uma função ativa, real, que busca conhecer dados da realidade prática do paciente.
II. envolver a escuta dos familiares do paciente, de forma a compreender as relações familiares e a realizar orientações quando essas se fizerem necessárias.
III. adotar a neutralidade como norma para realização das intervenções necessárias.
Assinale a alternativa correta.
I e III.
I e II.
II e III.
II.
De acordo com Casellato (2015), destacam-se dois tipos de riscos para comprometimento do luto: riscos preditores e riscos correlatos. Os riscos preditores estão relacionados às condições prévias que colocam o indivíduo numa condição desfavorável para o enfrentamento do luto. Dentre essas condições, assinale a alternativa correta.
Aspectos culturais.
Condições em que a perda ocorreu (súbitas, violentas, ambíguas ou múltiplas).
Ser o primeiro luto, pelo qual o indivíduo está passando.
Relação com o morto ou com o que foi perdido (perdas simbólicas).
Inexistência de assistência funerária.
Observam-se no paciente dores cronificadas típicas do quadros oncológicos que ele apresenta.
falta de síntese.
síntese lógica.
síntese hipotética.
síntese mística.
A díade mãe-filha, pelos papéis invertidos de cuidadoracuidada, constitui a base etiológica para o adoecimento da filha.
Fazem parte da atuação do psicólogo em situações hospitalares de luto iminente, exceto:
A busca pela cura do paciente.
A decifração de respostas que o paciente queira transmitir aos familiares.
A escuta psicológica do paciente terminal e de seus familiares.
A educação das possibilidades.
Kübler-Ross (1969), descrevendo sua experiência com pacientes terminais, faz alertas aos médicos quanto à abordagem dos pacientes sobre a morte.
Assinale a alternativa incorreta acerca das observações dessa autora.
O médico que tiver a oportunidade de falar claramente com os pacientes sobre o diagnóstico de um tumor maligno, sem relacioná-lo necessariamente à morte iminente, estará prestando um grande serviço.
Os médicos podem interferir a qualquer instante, desde o momento do diagnóstico de uma doença fatal até os instantes que precedem a morte dos seus pacientes.
O importante é que o médico transmita ao paciente confiança e que ele estará junto do paciente e da família no seguimento do cuidado.
O médico deve ser direto ao comunicar um diagnóstico ou prognóstico ruins, favorecendo a não instalação da negação, que sempre prejudica o contexto psicológico dos pacientes terminais.
No século XX, constituiu-se uma representação da morte comumente denominada de morte invertida. Sobre as características e consequências dessa representação, é INCORRETO afirmar que
favoreceu a afirmação do modelo biomédico em contraposição ao biopsicossocial.
acarretou um processo de medicalização, mercantilização e privatização da morte.
afastou a morte do cotidiano das pessoas, tornando-a um processo ignorado ou silenciado.
desnaturalizou e excluiu a morte do ciclo vital para subjugá-la ao aparato técnico-científico.
instituiu a percepção da morte numa dimensão espiritual, segundo a crença de uma vida futura.
De acordo com Andrade (Angerami, 2017), em avaliações da condição de dor existe, por um lado, ansiedade, depressão e estado emocional e, por outro, início, localização, duração e etiologia. Essa condição inclui, respectivamente, as seguintes dimensões:
cognitiva e fisiológica.
sensoperceptiva e afetiva.
afetiva e fisiológica.
cognitiva e psicossocial.
A temática da dor, luto e morte parece ainda pouco discutida nos currículos dos cursos de saúde para além de uma perspectiva tecnicista, de modo que é comum entre equipes multiprofissionais sentimento de culpa, frustração, distanciamento etc. como formas de tentar lidar com a dor da perda que essas situações geram (ORTIZ; ABÍLIO, 2016). No artigo “Intervenção psicológica em terminalidade e morte: relato de experiência”, as teóricas Beatriz Schmidt, Letícia Gabarra e Jadete Gonçalves (2011, p. 424) narram, através de um estudo de caso, como se deu os atendimentos psicológicos realizados junto a um paciente e sua família, no contexto hospitalar, frente a uma situação de terminalidade. De acordo com elas e com base em Kováes (1992), o processo psicoterápico no ambiente hospitalar e em situações de terminalidade e morte beneficiam tanto a pessoa em processo de terminalidade quanto seus familiares. Nesse contexto, o processo psicoterápico deve enfatizar:
I. a expressão dos sentimentos, a melhora da qualidade de vida e a facilitação da comunicação;
II. a religiosidade do paciente e da família como forma de evitar o sofrimento;
III. o ritual de despedida que contribui para a prevenção de sintomas psicológicos, reaproximação da família e definição de questões do relacionamento familiar que estejam pendentes.
Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s)
I, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Gonze e Britto (In: FILGUEIRAS et al, 2013, p. 129), mencionando os trabalhos de Kübler-Ross, destacam o que a autora identifica como sendo o estágio de “negação da morte” que pode caracterizar a posição da instituição hospitalar e da equipe de saúde. Constatam que, no trabalho clínico, pacientes ditos terminais falam do(a):
relacionamento com a equipe de saúde
culpabilização pela própria doença
vida e dos desejos por realizar
preocupação com os familiares
Segundo Franco (2008) "lidar com o luto implica, portanto, a necessidade de reconhecer a particularidade da experiência para o indivíduo e para a família”. O luto implica o indivíduo e a família a:
relutar com a realidade da perda.
adaptar-se a vida mantendo a ideia de que o falecido ainda vive.
manter a identidade e a vida mantendo a presença do falecido.
esquecer o falecido.
enfrentar e se permitir vivenciar emoções de pesar e tristeza.
No que se refere a fases/estados estudados por Elisabeth Kluber‐Ross, julgue os itens que se seguem.
I Não há uma ordem para a ocorrência dessas manifestações e o paciente pode vivenciar mais de um desses estágios concomitantemente, ou não vivenciar alguns deles.
II A divisão em fases é bastante didática e se aplica somente quando a terminalidade for real.
III As fases/os estados que um paciente pode vivenciar durante sua terminalidade são: negação; raiva; barganha; depressão; e angústia.
Assinale a alternativa correta.
Nenhum item está certo.
Apenas o item I está certo.
Apenas o item III está certo.
Apenas os itens I e II estão certos.
Todos os itens estão certos.
Ao discutir as contribuições da Psicologia nas equipes de Saúde, González (1997) defende que compete à Psicologia considerar a doença como um fenômeno complexo que explicita sua característica plurideterminada. Para o autor, ao compreender-se de maneira diferente a etiologia da doença, pode-se supor uma redimensão na maneira em que o psíquico está presente na etiologia, na qual teve importante papel o conceito de distress, que é definido como
des-estresse.
estresse negativo.
ausência de estresse.
ansiedade não generalizada.
angústia causada por estresse.
Em seu livro Sobre a morte e o morrer, Elisabeth Kubler- Ross descreve os cinco estágios pelos quais passam os pacientes diante de uma doença fatal ou que potencialmente ameace a vida. Sobre estes estágios pode-se dizer que:
a negação é uma defesa temporária, mais frequente no fim da vida do que no começo de uma doença séria.
o encorajamento e a confiança não têm razão de ser quando a depressão é um instrumento de preparação da perda iminente.
a revolta, uma vez elaborada, dá espaço a outro estágio, sendo incomum o seu ressurgimento.
a barganha é uma tentativa de antecipação, inclui um prêmio por bom comportamento e estabelece uma meta autoimposta.