Questões de Concurso sobre Dor, Estresse e Luto

 
 
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Kubler-Ross, no livro “Sobre a morte e o morrer” (1985), descreve os estágios que um paciente com o diagnóstico de uma doença terminal pode desenvolver. Com base nesses estágios, é correto afirmar que


A

a depressão, que aparece, logo no primeiro estágio, decorre somente do impacto da doença sobre o indivíduo, apesar das alterações sofridas também pela família.


B

no segundo estágio, o da barganha, há uma tentativa de adiar a morte como um prêmio por bom comportamento, embora inútil.


C

no primeiro estágio, ainda sem confirmação do diagnóstico, a raiva por interromper seus planos e a própria vida se mescla ao ressentimento e à inveja daqueles que estão saudáveis.


D

no terceiro estágio, não existem promessas de novas atitudes e de mudanças de estilo de vida, pois não há esperança de prolongar um pouco mais a sobrevivência.


E

o último estágio, de aceitação, coincide com o período de maior desgaste físico e o paciente pode querer falar sobre seus sentimentos.

Freud aponta diferenças relacionadas à natureza da melancolia e ao afeto presente no luto. Desse modo,


A

a inibição e circunscrição do ego é característica da melancolia e não ocorre no processo de luto.


B

na melancolia estamos diante de uma grande diminuição da autoestima e um empobrecimento do ego.


C

no processo de luto pode ocorrer uma perda de amor próprio que se relaciona a uma série de recriminações.


D

na melancolia se observam algumas articulações que o sujeito vai realizando e aos poucos levam a uma desinibição do ego.


E

no processo de luto uma parte do ego se coloca contra a outra, analisando-a criticamente, o que leva a uma insatisfação com o ego.

De acordo com o modelo transacional, um fator fundamental no estresse é a avaliação

A
primária.

B
secundária.

C
cognitiva.

D
fisiológica.

Analise a figura a seguir que representa uma das classificações dos desenhos que ilustra a síntese de opostos, discutida por Barreto (2010), na qual o autor descreve sobre a morte e o morrer: a assistência ao doente terminal.


Imagem associada para resolução da questão



A figura é relativa a uma dessas classificações e que representa a


A

falta de síntese.


B

síntese lógica.


C

síntese hipotética.


D

síntese mística.

A atuação do psicólogo com o paciente terminal deve

I. ser caracterizada por uma função ativa, real, que busca conhecer dados da realidade prática do paciente.

II. envolver a escuta dos familiares do paciente, de forma a compreender as relações familiares e a realizar orientações quando essas se fizerem necessárias.

III. adotar a neutralidade como norma para realização das intervenções necessárias.

Assinale a alternativa correta.


A

I e III.


B

I e II.


C

II e III.


D

II.

De acordo com Casellato (2015), destacam-se dois tipos de riscos para comprometimento do luto: riscos preditores e riscos correlatos. Os riscos preditores estão relacionados às condições prévias que colocam o indivíduo numa condição desfavorável para o enfrentamento do luto. Dentre essas condições, assinale a alternativa correta.


A

Aspectos culturais.


B

Condições em que a perda ocorreu (súbitas, violentas, ambíguas ou múltiplas).


C

Ser o primeiro luto, pelo qual o indivíduo está passando.


D

Relação com o morto ou com o que foi perdido (perdas simbólicas).


E

Inexistência de assistência funerária.

A estratégia de enfrentamento para lidar diretamente com o estressor, na qual são reduzidas as demandas do estressor ou aumentados os recursos para atender a essas demandas, é o enfrentamento

A
combativo.

B
pró-ativo.

C
focalizado na emoção.

D
focalizado no problema.

A díade mãe-filha, pelos papéis invertidos de cuidadoracuidada, constitui a base etiológica para o adoecimento da filha.


C
Certo

E
Errado

Fazem parte da atuação do psicólogo em situações hospitalares de luto iminente, exceto:


A

A busca pela cura do paciente.


B

A decifração de respostas que o paciente queira transmitir aos familiares.


C

A escuta psicológica do paciente terminal e de seus familiares.


D

A educação das possibilidades.

Kübler-Ross (1969), descrevendo sua experiência com pacientes terminais, faz alertas aos médicos quanto à abordagem dos pacientes sobre a morte.

Assinale a alternativa incorreta acerca das observações dessa autora.


A

O médico que tiver a oportunidade de falar claramente com os pacientes sobre o diagnóstico de um tumor maligno, sem relacioná-lo necessariamente à morte iminente, estará prestando um grande serviço.


B

Os médicos podem interferir a qualquer instante, desde o momento do diagnóstico de uma doença fatal até os instantes que precedem a morte dos seus pacientes.


C

O importante é que o médico transmita ao paciente confiança e que ele estará junto do paciente e da família no seguimento do cuidado.


D

O médico deve ser direto ao comunicar um diagnóstico ou prognóstico ruins, favorecendo a não instalação da negação, que sempre prejudica o contexto psicológico dos pacientes terminais.

No século XX, constituiu-se uma representação da morte comumente denominada de morte invertida. Sobre as características e consequências dessa representação, é INCORRETO afirmar que


A

favoreceu a afirmação do modelo biomédico em contraposição ao biopsicossocial.


B

acarretou um processo de medicalização, mercantilização e privatização da morte.


C

afastou a morte do cotidiano das pessoas, tornando-a um processo ignorado ou silenciado.


D

desnaturalizou e excluiu a morte do ciclo vital para subjugá-la ao aparato técnico-científico.


E

instituiu a percepção da morte numa dimensão espiritual, segundo a crença de uma vida futura.

De acordo com Andrade (Angerami, 2017), em avaliações da condição de dor existe, por um lado, ansiedade, depressão e estado emocional e, por outro, início, localização, duração e etiologia. Essa condição inclui, respectivamente, as seguintes dimensões:


A

cognitiva e fisiológica.


B

sensoperceptiva e afetiva.


C

afetiva e fisiológica.


D

cognitiva e psicossocial.

A temática da dor, luto e morte parece ainda pouco discutida nos currículos dos cursos de saúde para além de uma perspectiva tecnicista, de modo que é comum entre equipes multiprofissionais sentimento de culpa, frustração, distanciamento etc. como formas de tentar lidar com a dor da perda que essas situações geram (ORTIZ; ABÍLIO, 2016). No artigo “Intervenção psicológica em terminalidade e morte: relato de experiência”, as teóricas Beatriz Schmidt, Letícia Gabarra e Jadete Gonçalves (2011, p. 424) narram, através de um estudo de caso, como se deu os atendimentos psicológicos realizados junto a um paciente e sua família, no contexto hospitalar, frente a uma situação de terminalidade. De acordo com elas e com base em Kováes (1992), o processo psicoterápico no ambiente hospitalar e em situações de terminalidade e morte beneficiam tanto a pessoa em processo de terminalidade quanto seus familiares. Nesse contexto, o processo psicoterápico deve enfatizar:

I. a expressão dos sentimentos, a melhora da qualidade de vida e a facilitação da comunicação;

II. a religiosidade do paciente e da família como forma de evitar o sofrimento;

III. o ritual de despedida que contribui para a prevenção de sintomas psicológicos, reaproximação da família e definição de questões do relacionamento familiar que estejam pendentes.

Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s)


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Gonze e Britto (In: FILGUEIRAS et al, 2013, p. 129), mencionando os trabalhos de Kübler-Ross, destacam o que a autora identifica como sendo o estágio de “negação da morte” que pode caracterizar a posição da instituição hospitalar e da equipe de saúde. Constatam que, no trabalho clínico, pacientes ditos terminais falam do(a):


A

relacionamento com a equipe de saúde


B

culpabilização pela própria doença


C

vida e dos desejos por realizar


D

preocupação com os familiares

Segundo Franco (2008) "lidar com o luto implica, portanto, a necessidade de reconhecer a particularidade da experiência para o indivíduo e para a família”. O luto implica o indivíduo e a família a:


A

relutar com a realidade da perda.


B

adaptar-se a vida mantendo a ideia de que o falecido ainda vive.


C

manter a identidade e a vida mantendo a presença do falecido.


D

esquecer o falecido.


E

enfrentar e se permitir vivenciar emoções de pesar e tristeza.

No que se refere a fases/estados estudados por Elisabeth Kluber‐Ross, julgue os itens que se seguem.


I Não há uma ordem para a ocorrência dessas manifestações e o paciente pode vivenciar mais de um desses estágios concomitantemente, ou não vivenciar alguns deles.

II A divisão em fases é bastante didática e se aplica somente quando a terminalidade for real.

III As fases/os estados que um paciente pode vivenciar durante sua terminalidade são: negação; raiva; barganha; depressão; e angústia.


Assinale a alternativa correta.


A

Nenhum item está certo.


B

Apenas o item I está certo.


C

Apenas o item III está certo.


D

Apenas os itens I e II estão certos.


E

Todos os itens estão certos.

Ao discutir as contribuições da Psicologia nas equipes de Saúde, González (1997) defende que compete à Psicologia considerar a doença como um fenômeno complexo que explicita sua característica plurideterminada. Para o autor, ao compreender-se de maneira diferente a etiologia da doença, pode-se supor uma redimensão na maneira em que o psíquico está presente na etiologia, na qual teve importante papel o conceito de distress, que é definido como


A

des-estresse.


B

estresse negativo.


C

ausência de estresse.


D

ansiedade não generalizada.


E

angústia causada por estresse.

Em seu livro Sobre a morte e o morrer, Elisabeth Kubler- Ross descreve os cinco estágios pelos quais passam os pacientes diante de uma doença fatal ou que potencialmente ameace a vida. Sobre estes estágios pode-se dizer que:


A

a negação é uma defesa temporária, mais frequente no fim da vida do que no começo de uma doença séria.


B

o encorajamento e a confiança não têm razão de ser quando a depressão é um instrumento de preparação da perda iminente.


C

a revolta, uma vez elaborada, dá espaço a outro estágio, sendo incomum o seu ressurgimento.


D

a barganha é uma tentativa de antecipação, inclui um prêmio por bom comportamento e estabelece uma meta autoimposta.

   
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