

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Uma paciente que, enquanto discorria sobre os pesados encargos que os familiares e amigos atribuíam a ela, começou a acusar um desconforto no ombro direito, que foi crescendo de intensidade, até transformar-se em uma dor quase insuportável. A paciente atribuiu a dor à possibilidade de ter deitado de “mau jeito” no divã. De qual fenômeno estamos falando?
Imagem corporal.
Repressão.
Conversões.
Hipocondria.
Somatização.
Sobre a questão do luto no cuidado com os pacientes oncológicos é importante considerar que:
A fragilidade e a vulnerabilidade emocional de um dos progenitores são pontos a serem considerados no trabalho com famílias enlutadas.
O luto antecipatório familiar deve funcionar como um alerta sobre os complicadores do processo de luto.
A percepção e a atenção de como as perdas ao longo do tratamento estão sendo vividas antes da morte, a expressão de sentimentos ambivalentes e de culpa que permeiam o vínculo e o cuidado com a criança, são pontos fundamentais a serem considerados e cuidados junto aos pais que se encontram com seus filhos em iminência de morte.
A dor de quem sobrevive a uma perda tão significativa como a de um filho pode ser insuportável, desestruturante e avassaladora para o funcionamento psíquico, mas deve ser superada.
Sobre a aquisição do conceito de morte pela criança, é CORRETO situá-lo
no sensomotor e sua organização da diferenciação eu/outro, oriunda da permanência de objeto.
no pré-operatório e a noção de animismo que distingue os seres animados dos inanimados.
nas operações concretas com a emergência da noção de reversibilidade /
nas operações formais, em que o conceito de “vida” e “morte” são apreendidos de forma hipotética.
como independente das aquisições cognitivas, pois o significado de “morte” é uma vivência afetiva.
Carlos, diante da morte do irmão, diz: “Ele não devia ter morrido tão cedo. Sinto uma saudade raivosa, uma tristeza rancorosa. Imagino reencontrá-lo a qualquer hora. Coisa doida esta saudade e ódio. Às vezes, sinto-me culpado, mas sempre termino achando que fui abandonado”.
Considerando o processo de elaboração do luto descrito por Bowlby, é CORRETO afirmar que Carlos está na fase de
Entorpecimento.
Anseio e busca pela pessoa perdida.
Desorganização e desespero.
Recuperação e reorganização.
Raiva e barganha.
Os recursos internos que o indivíduo tem para enfrentar situações de estresse certamente influenciam na resposta do paciente ao seu tratamento, mas o fator externo, ou seja, o apoio que recebe, também influencia. São considerados efeitos do chamado suporte e/ou apoio social
I recuperação rápida e menos complicações médicas;
II taxas de mortalidade mais baixas;
III menos perturbação ao enfrentar doenças terminais;
IV menor vulnerabilidade à doença e mortalidade.
Estão corretos os itens
I e III, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Considere os seguintes enunciados:
I. Vou rezar e vai ser diferente.
II. Que todos se danem!
III. Os exames estão errados.
IV. Que seja como tem de ser!
V. Estou triste, só me resta chorar.
Kubler-Ross propôs um conjunto de cinco estágios que descrevem o processo de morrer, os quais, em geral, obedecem a uma ordem. Assim, assinale a alternativa que, CORRETAMENTE, mostra a correspondência enunciado/estágio a partir da descrição e da sequência definida pela autora.
III – II – I – V – IV
III – II – V – IV – I
V – I – III – II – IV
II – V – III – I – IV
I – III – V – IV – II
Sobre o luto, analise as afirmativas abaixo.
I. O funcionamento familiar adequado durante a fase de prestação de cuidados ao paciente e principalmente no luto é importante para o bem-estar psicológico dos seus membros;
II. É uma reação anormal e caracteriza um estado temporário de desarmonia de todas as funções psíquicas;
III. É uma reação normal e caracteriza um estado temporário de loucura e desarmonia de todas as funções psíquicas;
IV. A vivência do luto pode ser potencializada de acordo com o nível de coesão entre os membros da família.
Marque a sequência alternativa CORRETA:
As alternativas I e II estão corretas;
Apenas a alternativa II está incorreta;
Apenas a alternativa III está correta;
As alternativas II e III estão corretas;
As alternativas I e IV estão corretas.
A terminalidade é uma situação frequente nos hospitais gerais. De acordo com Camon (2004) sobre pacientes terminais, marque (V) para afirmativas Verdadeiras e (F) para as Falsas.
I. ( ) Torres (1983) afirma que a morte é, no século XX, o sujeito ausente do discurso. Entretanto, nos últimos 50 anos, o silêncio começa a ser removido das ciências humanas. Historiadores, antropólogos, biólogos, filósofos, psicólogos, psiquiatras e psicanalistas iniciam com audácia uma luta contra a morte interdita.
II. ( ) Numa sociedade que escraviza o homem valorizando os meios de produção em detrimento da dignidade humana, a saúde passa a ser desvalorizada, pois está em risco a capacidade funcional do indivíduo, já que este torna-se menos produtivo.
III. ( ) O paciente terminal é depositário de uma série de incertezas que culminará tornando-o alguém vitimizado não apenas por uma determinada patologia, mas principalmente por toda uma incompreensão de sua real situação.
IV. ( ) O paciente em sofrimento desalentador está necessitando de apoio existencial, palavra, conforto, enfim, quer se sentir uma pessoa com significação existencial própria. Em alguns casos, essa necessidade se sobrepõe à necessidade da terapia medicamentosa.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as afirmativas anteriores:
I. (F), II. (F), III. (V), IV. (F).
I. (V), II. (F), III. (F), IV. (V).
I. (V), II. (V), III. (V), IV. (V).
I. (V), II. (V), III. (F), IV. (V).
I. (V), II. (F), III. (V), IV. (V).
Ajuriaguerra e Marcelli (1991) propõem quatro fases que permitem localizar as princpais etapas que a criança passa na compreensão de morte. São elas:
“Fase da incompreensão total (0 a 2 anos), Fase concreta de realismo e de personificação (2 a 4-6 anos), Fase abstrata de percepção mítica da morte (até 9 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (a partir de 10-11 anos)”.
“Fase concreta de realismo e de personificação (0 a 2 anos), Fase da incompreensão total (2 a 4-6 anos), Fase abstrata de percepção mítica da morte (até 9 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (a partir de 10-11 anos)”.
“Fase da incompreensão total (0 a 2 anos), Fase abstrata de percepção mítica da morte (2 a 4-6 anos), Fase concreta de realismo e de personificação (até 9 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (a partir de 10-11 anos)”.
“Fase concreta de realismo e de personificação (0 a 2 anos), Fase abstrata de percepção mítica da morte (2 a 4-6 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (até 9 anos), Fase da compreensão total (a partir de 10-11 anos)”.
”Fase abstrata de percepção mítica da morte (0 a 2 anos), Fase concreta de realismo e de personificação (2 a 4-6 anos), Fase abstrata de acesso à angustia existencial (até 9 anos), Fase da compreensão total (a partir de 10-11 anos)”.
Na vivência do processo de morrer, as diferentes crenças religiosas parecem se unificar na ideia de passagem de um mundo a outro: morte-passagem; morte-libertação; convívio-eterno-com-o-criador; ressurreição; reencarnação; morte fecunda. Assim, considerando os estágios propostos por Kubler-Ross, o apego à religiosidade, muito comum entre os pacientes terminais, deve ser apreendido como uma estratégia defensiva que leva à
negação da morte e, portanto, emocionalmente ajustada.
aceitação da morte e, portanto, emocionalmente ajustada.
conformação da morte e, portanto, emocionalmente desajustada.
recusa da morte e, portanto, emocionalmente desajustada.
racionalização da morte e, portanto, emocionalmente ajustada.
Considere a seguinte afirmação:
“Muitas vezes, temos um tratamento fútil que não mais beneficia o doente em estado crítico, terminal, em estado vegetativo persistente, ou o neonato concebido com seríssimas deficiências congênitas, tornando-se, portanto, fútil e inútil. A insistência em implementar ou dar esse tratamento irá resultar numa situação que caracterizamos como _____________.” (Pessini, 2001.)
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna acima.
Distanásia
Eutanásia
Mistanásia
Ortotanásia
Agatanásia
O paciente terminal vive um emaranhado de emoções, que incluem ansiedade, luta por sua dignidade e o temor com a finitude de sua vida. Sobre a morte, no processo de hospitalização, é correto afirmar que
se deve evitar falar sobre a morte em contexto hospitalar para não intensificar a ansiedade do paciente.
o não falar é a melhor forma de lidar com a morte, uma vez que protege, alivia a dor e facilita a elaboração do luto.
a negação é a primeira reação diante da morte. Assim, o psicólogo deve reforçar essa atitude nos pacientes, o que facilitará a elaboração do luto.
a morte é vista como uma ameaça às funções dos profissionais da psicologia e cria sentimento de impotência diante dos atendimentos dos pacientes.
a distorção apresentada no conceito de morte nas diferentes fases do tratamento do paciente terminal deve-se exclusivamente às limitações cognitivas do paciente.
O relacionamento interpessoal é dimensão fundamental da experiência humana, pois confirma a existência do indivíduo. Pacientes que se encontram em condição de terminalidade vivenciam a necessidade de relacionamentos com base na empatia e compaixão. Dessa forma, a comunicação é um elemento fundamental na relação humana e um componente essencial do cuidado ao fim da vida. Sobre este aspecto, assinale a opção INCORRETA.
As informações transmitidas ao paciente devem ser de acordo com suas condições emocionais e deve ser feita de modo progressivo e suportável.
A informação contínua e acessível aos familiares é o elemento essencial que permitirá uma vivência mais serena e tranquila do processo de morrer do doente, sem gerar expectativas que não podem ser atendidas.
Evitar conversar com o doente e com os seus familiares sobre a condição atual é uma forma de poupá-los e minimizar dores e sofrimentos da condição de terminalidade. Nesta situação, a transmissão de um discurso otimista e focado em assuntos diversos e superficiais é uma alternativa de comunicação favorável.
Ao cuidar do paciente em processo de morrer, uma das principais habilidades de comunicação necessária ao profissional é a escuta.
Kubbler-Ross (1996), assinala que a raiva é um sentimento que atravessa frequentemente o familiar de um paciente terminal. Em relação à esse sentimento de raiva no contexto da terminalidade da vida, assinale a alternativa correta.
A tolerância da raiva dos familiares, por parte da equipe de saúde, quer seja dirigida à própria equipe, ao paciente, ou contra Deus, possibilitará ajudá-lo a dar passos largos na aceitação sem culpa.
A intervenção no familiar do paciente, de forma que este vislumbre a inadequação do seu sentimento de raiva frente à situação de perda, possibilitará que esta raiva seja ultrapassada e passe ao sentimento de aceitação.
A interpretação da significação do sentimento de raiva, demonstrando a sua não pertinência à situação de perda, deve ser realizada ao familiar do paciente por parte de toda equipe multidisciplinar.
A equipe de saúde tem como objetivo evitar que esse familiar expresse seu sentimento de raiva
A equipe de saúde deverá atuar multidisciplinarmente, e de forma congruente entre si, a fim de evitar a qualquer custo que recaia sobre ela o sentimento de raiva por parte do familiar do paciente terminal.
O fechamento do processo de luto e consequente elaboração da perda de um ente da família sinaliza um movimento de perspectiva acerca de projetos de vida. Na atualidade, é frequente evitar falar sobre a morte e desviar a atenção sobre as suas repercussões. A família, no enfrentamento de situações de perda, mostra-se geralmente fragilizada, com sentimentos de angústia e insegurança. Com familiares na situação descrita, é correto afirmar que
evitar atender o familiar nessa situação é a estratégia utilizada para cessar o sofrimento.
somente nos casos em que for solicitado pela equipe, o profissional de psicologia poderá intervir
a discussão clínica com a equipe multidisciplinar interfere no andamento do processo de elaboração do luto; por isso, não deve existir.
ofertar espaço para escuta dos sentimentos e percepções envolvidas diante da perda do membro da família contribui para o enfrentamento da perda e elaboração do luto.
as rotinas e modos de funcionamento das instituições de saúde interferem no atendimento ao familiar, provocando um afastamento e impossibilidade da realização do trabalho nessa perspectiva.
A dor emerge como uma vivência singular para cada sujeito que traz uma história singular que está associada ao estado físico e mental do momento. Esta situação tem marcante significado no cuidado com pacientes terminais ou fora de possibilidades terapêuticas. Neste sentido, o psicólogo em sua prática deve considerar:
Compreender que a dor vincula-se aos valores e às crenças da pessoa, o que pode aumentar o sofrimento físico e psíquico frente a situação;
Reconhecer que cabe unicamente ao médico fazer a avaliação funcional da dor;
Reconhecer que a dor e o sofrimento são manifestações de fenômenos neurofisiológicos distintos, que requerem o emprego de sedativos;
Aceitar que o tratamento concentra-se nos sintomas físicos, considerados como única fonte de angústia do paciente;
Intervir junto ao paciente na aceitação da dor e do sofrimento como elementos naturais do ciclo vital.
A questão da origem da vida e da morte está presente na criança, principalmente no que concerne à separação definitiva do corpo. Nesse sentido, em relação ao processo de luto infantil, é correto afirmar que:
o ocultamento da verdade ajuda no processo de luto da criança e a sua relação com o adulto.
sua capacidade crônica de observação, ajuda no processo do luto
entre os jogos infantis em que ocorre a simbolização da morte estão os jogos de xadrez, esconde-esconde, mocinho e bandido e jogos educativos.
as crianças terminais apresentam, além do medo da morte, o medo do sofrimento e do tratamento
a vivência do luto infantil é expressa de forma expressamente idêntica ao luto do adulto
O enfrentamento da morte é tema fundamental para o profissional da Psicologia em ambiente hospitalar. A morte e todo o estudo da tanatologia precisa passar por variáveis importantes em sua compreensão. “Ainda não se conseguem falar sobre a morte”. Pode-se dizer que a morte é compreendida no ambiente hospitalar em, no mínimo quatro possibilidades, segundo Kovacs (2010).
São formas de compreender a morte, EXCETO:
A morte prevista em tempo previsto faz passar de uma fase aguda a uma fase crônica em um espaço de tempo nítido e compreensivo pela equipe.
A morte prevista em tempo indefinido é típica em doenças crônicas e letais. Nesta fase o espaço de manutenção e sobrevivência podem ser ambíguos.
A morte incerta em tempo previsto pode ser compreendida em grande parte as vezes em cirurgias graves em que não se sabe ao certo onde se poderá chegar. Coloca a psicologia a serviço uma vez que é a possível morte ou processo de morrer pós cirúrgico de um transplante por exemplo.
A morte imprevista em tempo imprevisto. Escleroses múltiplas, e doenças genéticas fazem com que o processo de morte e morrer sejam de fato incertos e ambíguos. Nestes casos os tratamentos e todo o processo de diagnóstico e prognóstico se tornam menos complexos à toda equipe. As dúvidas e as incertezas confortam os quadros de pacientes mais inseguros.