Questões de Concurso sobre Dor, Estresse e Luto

 
 
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Simonetti (2004) descreve o enfrentamento como o estágio em que o sujeito adoecido é capaz de fazer uma avaliação mais realista de sua situação, reconhecendo seus limites e potencialidades, criando estratégias para fazer o que é necessário. De acordo com esse autor, o mecanismo que descreve a dinâmica do enfrentamento é o seguinte:


A

superação e serenidade.


B

luta e superação.


C

luto e serenidade.


D

luta e luto.

De acordo com os conceitos de Bioética, Distanásia, Eutanásia e Ortotanásia, julgue as afirmações abaixo.


I. A Bioética é o estudo das questões éticas relacionadas à vida humana e à morte com o objetivo deindicar os limites e finalidades da intervenção do homem sobre a vida.

II. A eutanásia, comumente chamada de morte com sofrimento, defende que devem ser utilizadas

todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano.

III. A distanásia ativa ou passiva é a prática, direita ou indireta, pela qual se prolonga a vida de um

paciente fora de possibilidades terapêuticas.

IV. A Ortotanásia é a morte no seu tempo certo, sem abreviação ou prolongamento do processo de

morrer, observados os devidos cuidados com o alívio das dores do paciente.


Marque a opção CORRETA:


A

Apenas a alternativa II está correta.


B

Alternativa I e IV estão corretas.


C

Alternativas III e IV estão corretas.


D

Alternativas I e II estão corretas.


E

Alternativas II e III estão corretas.

De acordo com Elisabeth Kübler-Ross, no livro “Sobre a Morte e o Morrer”, é correto afirmar:


A

No caso de uma doença grave e consequente hospitalização do marido, uma esposa não sentirá ressentimento, pois ela sempre contará com a ajuda dos parentes e vizinhos próximos


B

A pessoa doente também pode ajudar seus familiares, fazendo com que encarem sua morte, participando seus pensamentos e sentimentos aos membros da família e incentivando-os a proceder assim também


C

A família do paciente sempre entende quando ele, em fase terminal, pede para ser visitado somente por poucos amigos, depois só por seus filhos e somente só pela esposa, pois compreende que esta atitude é essencial para o desapego e aceitação da morte


D

A única forma de encarar a perda é encará-la de frente, sem recorrer a subterfúgios e fantasias como falar com o falecido como se ele ainda estivesse vivo ou conversar com parentes e pessoas próximas do falecido sobre seus últimos bons momentos

Comunicar más notícias é, provavelmente, uma das tarefas mais difíceis que os profissionais de saúde têm que enfrentar, pois implica em um forte impacto psicológico do paciente e de sua rede de apoio. Assim, as principais dificuldades enfrentadas na comunicação de más notícias estão relacionas a:


A

Preparação deficiente da equipe em termos de habilidades gerais de comunicação e às preocupações relativas ao impacto da notícia na vida do paciente.


B

Utilização de eufemismos e metáforas.


C

Elaboração e esclarecimento do plano de cuidados paliativos.


D

Necessidade de trabalhar o luto do paciente.


E

Necessidade trabalhar o luto antecipatório da família.

Considere as seguintes definições:


I. Morte dolorosa e miserável de enfermos por causas sociais e políticas, ou seja, dos excluídos que não têm acesso aos sistemas públicos ou privados de saúde, ou que, mesmo conseguindo ingressar no sistema, não têm um tratamento adequado e qualificado.

II. Prática pela qual se busca abreviar, sem dor e sofrimento, a vida de um doente reconhecidamente incurável.

III. Manutenção da vida por meio de procedimentos desproporcionais - obstinação terapêutica - que conduzem a um processo de morte prolongado e repleto de sofrimento.

IV. Ocorrência da morte natural, sem interferência da tecnologia ou da Medicina, possibilitando a morte digna, de acordo com a evolução da doença.


Assinale a alternativa que relaciona, CORRETAMENTE, as definições com sua designação conceitual.


A

I – Distanásia II – Eutanásia III – Ortotanásia e IV – Mistanásia


B

I – Mistanásia II – Eutanásia III – Distanásia e IV– Ortotanásia


C

I – Ortotanásia II – Distanásia III – Eutanásia e IV – Mistanásia


D

I – Mistanásia II – Eutanásia III – Ortotanásia e IV – Distanásia


E

I – Distanásia II – Mistanásia III – Eutanásia e IV– Ortotanásia

A dor, de origem física, provoca vivências que perturbam e acarretam sofrimentos intensos em todas as esferas da vida do paciente. Os métodos para controle da dor incluem o uso de medidas farmacológicas e não farmacológicas, que atuam nos diversos fatores presentes no cenário da dor. Assinale a alternativa INCORRETA.


A

O significado da dor varia de paciente para paciente e depende de fatores como os antecedentes psíquicos, a estrutura e dinâmica da personalidade, a capacidade de manejo de situações críticas e de conflito e a fase do ciclo vital.


B

Alguns quadros psiquiátricos, como transtornos do sono, transtorno de humor e de ajustamento, agressividade, ansiedade e depressão, são comumente observados em pacientes oncológicos com dor.


C

Na UTI, em função da adversidade do ambiente físico, da desorientação temporal, do barulho sonoro, da movimentação da equipe e dos elevados níveis de estresse, os fatores emocionais, pouco interferem na experiência da dor.


D

A dor intensa e constante perturba a percepção do paciente sobre a realidade e, consequentemente, afeta sua compreensão do que está acontecendo.


E

A técnica mais indicada para iniciar a avaliação psicológica do paciente com dor é a entrevista semiestruturada. Outros recursos, como os testes projetivos e as escalas, deverão ser adaptados a cada situação.

São consideradas fases do processo de luto:


A

Negação; desespero; entorpecimento; recuperação e restituição.


B

Entorpecimento; anseio e protesto; desespero; recuperação e restituição.


C

Negação; anseio e protesto; desespero e recuperação.


D

Entorpecimento; negação; anseio e protesto; recuperação e restituição.


E

Entorpecimento; desespero; negação; anseio e protesto; restituição e recuperação.

A respeito do processo de Luto Antecipatório, analise as assertivas abaixo e em seguida marque a alternativa correta.

I. Refere-se ao processo que ocorre antes da morte propriamente dita.

II. Tem como principal função proteger os familiares da difícil realidade de se deparar com a morte repentina, além de propiciar o desenvolvimento normal do processo de luto.

III. Elimina significativamente o impacto causado pela morte no exato momento em que ocorre, podendo poupar os familiares de sofrimentos mais intensos.

IV. Consiste em reação genuína de pesar em pessoas que não estão enlutadas pela morte em si mas pela experiência de separação onde há ameaça de morte.

V. É parte de um processo global de enlutamento em que, estando a família consciente da realidade da perda iminente, ocorre a antecipação do luto sem que haja a manifestação das reações e sintomas a ele associados.


A

Apenas I, II e III estão corretas.


B

Apenas I, II e IV estão corretas.


C

Apenas II, III, IV e V estão corretas.


D

Apenas I, II, IV e V estão corretas.


E

Apenas I, III e IV estão corretas.

Recomenda-se que sejam traçados padrões de adaptação à morte como parte de uma rotina de avaliação do funcionamento familiar. São considerados como recursos técnicos de intervenção terapêutica e de adaptação à morte:


A

Ir ao cemitério apenas em datas importantes; olhar fotografias antigas, evitando os registros recentes; conversar diariamente com a família sobre a perda.


B

Ir periodicamente ao cemitério; escrever diários com sonhos e memórias; evitar assistir a filmes relacionados a situações de perda.


C

Fazer vistas ao cemitério; se desfazer o quanto antes dos objetos pessoais do falecido; ouvir músicas que lembrem o falecido.


D

Decidir o que quer manter, o que presentear como lembrança e o que quer jogar fora; escrever cartas ao falecido; evitar assistir a filmes ou ler livros relacionados a situações de perda.


E

Fazer visitas ao cemitério; escrever cartas ao falecido; olhar fotografias antigas e conversar sobre a perda.

Quando o paciente se comporta como criança que promete se comportar bem para ganhar um presente ou mantém uma postura de revolta, ressentimento e inveja diante da doença, pode-se identificar os estágios psicológicos do adoecer.


A

Negação de raiva;


B

Raiva e depressão;


C

Depressão e negação;


D

Aceitação e raiva;


E

Barganha e raiva;

Entendemos como má notícia, aquela que altera drástica e negativamente a perspectiva do paciente em relação ao seu futuro. A respeito da comunicação de más noticias e das necessidades dos familiares, é INCORRETO afirmar que:


A

Ter as perguntas respondidas com franqueza, conversar todos os dias com os médicos, ser informado diariamente sobre toda a evolução do paciente e compreender as informações são as principais necessidades apontadas pelos familiares de pacientes internados em UTI.


B

A internação na UTI e o elevado nível de estresse diante de um diagnóstico grave dificultam o processo de comunicação, pois a equipe de saúde encontrará as famílias em circunstâncias emocionais difíceis.


C

Os médicos devem destinar um tempo maior para a comunicação com a família, devendo dispor de um espaço físico adequado para as conversas, especialmente as que envolvem discussões polêmicas como a manutenção ou retirada do tratamento de suporte de vida.


D

Conhecer cuidadosamente a história do paciente, preparar o setting, organizar o tempo, reconhecer o que e quanto o paciente quer saber, encorajar e validar as emoções, planejar o futuro e o seguimento, trabalhar os próprios sentimentos são condições essenciais para o sucesso da comunicação de más notícias.


E

Diante de reações negativas da família ou do paciente a equipe de saúde deve reagir com firmeza e a fim de garantir o manejo da situação e oferecer contenção emocional.

O sofrimento gerado pela hospitalização: eis o desafio do psicólogo hospitalar. Quando se trata de uma criança hospitalizada, e com risco de morte iminente, este desafio se faz maior. Segundo Kubbler-Ross (1996), isso se deve:


A

À necessidade de minimizarmos o medo do outro: da criança doente, dos seus familiares, e da equipe de saúde.


B

À morte ser um assunto que não gera temor em todos os homens, causando apenas angústia, pânico e impotência frente ao seu caráter conhecido.


C

À possibilidade de intervenção apenas nos instantes que precedem a morte.


D

À morte constituir-se, ainda, como um acontecimento medonho, pavoroso, um medo universal, mesmo sabendo que podemos dominá-lo em vários níveis.

O luto pela morte de um bebê não é facilmente reconhecido por aqueles que cercam os pais. A partir das considerações de Iaconelli (2005) sobre o luto perinatal, assinale a alternativa correta, no que concerne o papel do psicólogo:


A

O papel do psicólogo, em caso de um óbito fetal que seja desmentido pelo entorno, é ajudar os pais a nomearem a sua dor.


B

É recomendável que o psicólogo sempre incentive a realização de procedimentos ritualísticos em caso de morte de um bebê (pré ou pós termo).


C

A antecipação da chegada do bebê a partir de identificações e fantasias pode dificultar a construção de uma ambiência psíquica, na medida em que provoca ansiedade materna e deve ser desaconselhada pelo psicólogo.


D

O desmentido da experiência psíquica revela-se como representação simbólica do evento traumático no psiquismo e, nesse caso, não haveria necessidade de intervenção do psicólogo.

O paciente J.R.M, 31 anos, vítima de acidente, recentemente saiu do coma. Não sabe que todos os seus familiares que estavam com ele no carro morreram, incluindo sua esposa e dois filhos de 5 e 7 anos. Assim que acorda, pergunta pela esposa e filhos. O psicólogo é chamado para lidar com a situação, pois apesar de acordado, ele ainda não está fora de risco de morte. Assinale a alternativa da conduta correta do psicólogo.


A

Fala imediatamente que todos morreram e espera a reação emocional.


B

Trabalha com fins de fortalecer a estrutura psíquica e emocional antes de dar a informação.


C

Não dá a informação durante a UTI dizendo que eles estão sendo atendidos em outro local.


D

Diz não saber mas que procurará o médico responsável para dar tais informações.


E

Orienta a família a dar essa informação conjuntamente com ele e informa o paciente de forma clara e se coloca à disposição para ajudá-lo.

O luto das capacidades perdidas é um processo natural, que se intensifica à medida que o indivíduo envelhece. O trabalho de luto pode ser definido como:


A

O processo doloroso de desinvestimento de um objeto que não existe mais.


B

O esvaziamento do mundo e do próprio sujeito em função de uma ou mais perdas significativas.


C

O investimento acelerado em objetos e situações novas visando a substituição do objeto perdido.


D

O afastamento progressivo do objeto amado pelo desconhecimento por parte do sujeito do que perdeu neste alguém.


E

O período de rompimento dos objetos amados aliado ao fato de que partes do ego do sujeito encontram-se identificadas ao objeto perdido.

Segundo Kubbler-Ross (1996), na atualidade, a sociedade considera a morte um tabu, onde debates sobre ela são considerados mórbidos, e as crianças afastadas sob pretexto de que seria “demais” para elas. Escolha a opção que melhor descreve as conseqüências da exclusão da criança nas situações de morte de familiares.


A

A criança percebe algo de errado, mas as colocações dos adultos que dão significação a perda através de histórias como “mamãe foi fazer uma longa viagem”, protegem a criança de situações traumáticas, possibilitando o luto.


B

A criança percebe algo de errado e sua desconfiança nos adultos tende a crescer à medida que evitam suas perguntas e, futuramente, ao perceber a mudança familiar, sentirá um pesar irreparável.


C

A criança é protegida de situações onde, por sua fragilidade psíquica, não tem condições de elaboração e, portanto, de lidar com a situação de perda e morte.


D

A criança é protegida de situações onde, por sua fragilidade psíquica, não pode dar sentido à perda, sendo necessário construir histórias reparadoras, tais como “ mamãe foi fazer uma longa viagem”, para evitar o trauma.

A partir de suas experiências profissionais com pacientes terminais, Kübler-Ross (1969) analisa os estágios pelos quais passam as pessoas no processo de terminalidade, entre os quais podem-se destacar:


A

raiva e euforia.


B

barganha e agitação.


C

depressão e frivolidade.


D

negação e isolamento.


E

aceitação e respeito.

Senhor P, um profissional de saúde que trabalha num hospital geral, fornece o seguinte depoimento: “A dor e a morte são fatos tristes, mas naturais. Para mim, é normal. Vivencio desta maneira. Procuro não envolver o lado emocional de forma a não atrapalhar o meu trabalho. Faço tudo pelo paciente, mas se ele vier a morrer, sinto muito, sei que fiz o que pude fazer. Não sou eu quem deve chorar ou sofrer. O choro é algo dos familiares ou amigos.”.

Esse tipo de reação emocional, apresentada pelo Sr. P em relação ao sofrimento e à morte dos seus pacientes, bem como dos familiares e amigos do paciente, é CORRETAMENTE denominado de



A

Transferência negativa.


B

Empatia genuína.


C

Realimentação negativa.


D

Calosidade profissional.


E

Distanciamento crítico negativo.

O conceito de dor total é constituído de quatro importantes aspectos que devem ser considerados para a compreensão do fenômeno da dor: aspecto físico, social, psíquico e espiritual. A respeito da intervenção do psicólogo diante de quadros de dor, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Em função do desconforto físico presente em situações de dor e da necessidade de intervenções breves e focais, torna-se desnecessária a investigação dos recursos de enfrentamento do paciente.


B

O psicólogo avalia a experiência da dor e seu impacto na vida do paciente visando identificar o significado dela na história pessoal.


C

Todo o trabalho do psicólogo deve ser realizado com postura acolhedora, que respeite o paciente, suas questões e preocupações, seus valores e crenças, considerando suas atitudes e seu ambiente sociocultural.


D

Além da dor física, é importante trabalhar as dores emocionais, sociais e espirituais apresentadas pelo paciente.


E

Baseado nos recursos emocionais que o paciente apresenta, o psicólogo busca desenvolvê-los para que possa lidar com sua atual realidade, identificando os elementos estressores, emocionais e aqueles que oferecem suporte para obter alivio e melhora da dor.

O luto gera uma crise e é como crise que deve ser tratado. A respeito da psicoterapia do luto, é INCORRETO afirmar:


A
É recomendado que os cuidados dispensados à família enlutada tenham início após a morte do paciente, momento em que a comunicação aberta entre a família e a equipe de saúde se torna imprescindível.

B

A psicoterapia é uma intervenção necessária e aplica-se ao processo de luto patológico enquanto apenas o aconselhamento deve ser utilizado para casos de luto normal.


C

Como uma vivência de crise, não é adequado aprofundar conflitos intrapsicológicos inconscientes. A abordagem do luto deve ser mais ativa e adaptativa, sendo a psicoterapia breve um recurso terapêutico eficaz nessa abordagem.


D

O terapeuta encontrará muita resistência à mudança, por parte do paciente, que pode não aceitar desenvolver as habilidades necessárias para viver uma situação não desejada por ele.


E

Aceitar a realidade da perda, enfrentar as emoções do pesar, encontrar maneiras adequadas para lembrar o falecido, reconstruir a fé, a identidade e a vida podem ser considerados os principais objetivos da psicoterapia do luto.

   
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