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Pautada nesse entendimento, a abordagem clínica da terapia cognitiva para o luto envolve um protocolo para o atendimento constituído, respectivamente, por:
Psicoeducação; resolução de problemas; readaptação; organização da rotina; e, prevenção de recaídas.
Regulação emocional; técnicas para controle e manejo da ansiedade e depressão; e, fortalecimento da rede de apoio.
Readaptação do paciente à vida cotidiana; organização da rotina; atividades semanais; busca de novos objetivos de vida; e, relações e prevenção de recaída.
Psicoeducação; técnicas para controle e manejo da ansiedade e depressão; resolução de problemas; fortalecimento da rede de apoio; e, readaptação e prevenção de recaída.
Esclarecimento das fases do luto; reconhecimento da realidade da perda; elaboração de rituais de despedida; resolução de problemas; regulação emocional; e, readaptação.
Trata-se do estágio menos conhecido, segundo Kubler-Ross (1992), na obra “Sobre a Morte e o Morrer’. Sobre esse estágio, a referida autora complementa: “se no outro estágio não conseguimos enfrentar os tristes acontecimentos e nos revoltamos contra Deus e as pessoas, talvez possamos ser bem-sucedidos nesta fase, entrando em algum tipo de acordo que adie o desfecho inevitável”. Estamos falando do Estágio
Raiva.
Negação e isolamento.
Depressão.
Aceitação.
Barganha.
A resposta a estímulos estressores pode variar em função não somente da natureza e da duração do estímulo estressor, mas também das expectativas do sujeito.
Certo
Errado
No livro Sobre a morte e o morrer (1992), a autora Elizabeth Kübler-Ross tece algumas considerações sobre o manejo terapêutico com doentes em fase terminal. De acordo com o pensamento da autora, é correto afirmar que
quando a raiva, o ressentimento e a culpa se apresentam, a família do paciente em fase terminal entra numa fase de pesar preparatório. Nesta, não se deve estimular a família a desabafar o pesar da morte, ficando o início do trabalho de escuta desse pesar para depois da morte consumada.
é mais fácil falar sobre a morte e o morrer com um paciente portador de câncer do que com um cardíaco, já que este último nos preocupa, pois podemos assustá-lo, causando um enfarte, isto é, sua morte.
o tipo de doença terminal que o paciente apresenta não precisa ser levado em conta no manejo terapêutico, haja vista que a escuta do doente em fase terminal lida com a terminalidade, tema universal que abrange todos os seres humanos.
no momento em que o paciente em fase terminal atravessa um estágio de raiva, dificilmente os parentes próximos sentem a mesma reação emocional, sendo muito mais comum uma reação de serenidade por parte da família, pronta a dar suporte emocional ao paciente.
o manejo terapêutico com pacientes em fase terminal não requer do terapeuta certa maturidade, nem um exame detalhado de sua própria posição diante da morte e do morrer, uma vez que seu ofício constitui uma prática científica objetiva.
O estresse ocorre quando a pessoa se depara com situações universais, pré-definidas, reconhecidas por todos como adversas.
Certo
Errado
Assinale a alternativa que descreve as estratégias de intervenção do psicólogo junto aos pacientes em estado terminal.
Conscientizar sobre deveres e responsabilidades em relação a ser cuidado com mais conhecimento sobre sua doença, tanto no aspecto fisiológico como nas implicações emocionais, mesmo sem consciência do que é real ou fantasioso.
Conscientizar sobre deveres e responsabilidades em relação ao cuidado consigo mesmo, tornando-o mais seguro e amparado. O paciente se sente mais compreendido, com mais conhecimento sobre sua doença, tanto no aspecto fisiológico como nas implicações emocionais de seu estado terminal.
No caso de pacientes em fase terminal, o psicólogo não poderá atuar sob a abordagem dos cuidados paliativos, aprimorando a qualidade de vida, dos pacientes e familiares que enfrentam problemas associados com doenças ameaçadoras de vida.
A preocupação maior deste profissional é facilitar a comunicação do paciente com a equipe médica, fazendo-o sentir-se acompanhado durante este período existencial tão solitário, e, muitas vezes destemido.
Facilitar a compreensão de seus próprios sentimentos frente ao morrer, assim como aproximá-lo de relações com as quais ele não deseje se acercar, são tarefas totalmente favoráveis para a qualidade de morte de um paciente terminal.
Em caso de diagnóstico de doença grave sem possibilidade de cura, a notícia deve ser dada ao paciente em primeira mão pelo psicólogo, que tem mais recursos técnicos para lidar com a resposta emocional do doente que o médico.
Certo
Errado
A resposta de estresse sempre envolve variáveis psicológicas e fisiológicas, sendo a dor um dos maiores estressores da humanidade.
Certo
Errado
A avaliação da dor entre pessoas hospitalizadas é feita com o uso de escalas padronizadas que avaliam os níveis qualitativos e quantitativos da dor.
Certo
Errado
No texto, a autora afirma que a modernidade lida com as questões relativas à morte, evitando o contato com a angústia. Isso se dá através da negação do sofrimento, que alimenta a fantasia onipotente de superação da finitude por intermédio da:
crença religiosa
tecnologia médica
apatia diante da morte
negação da própria finitude
A dor que é objeto de intervenções da psicologia é a dor psicológica, que responde a intervenções não farmacológicas, e não a dor física, objeto de intervenções médicas, que responde a intervenções farmacológicas.
Certo
Errado
Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, com base no artigo de Siqueira et al. (2015) sobre a expressão da dor na criança com câncer.
( ) A dor é uma experiência que acompanha os casos de recidiva ou metástase à distância, e é proporcionalmente mais intensa na medida da progressão do tumor.
( ) O câncer infantil repercute no sistema familiar, podendo desencadear nos membros saudáveis envolvidos nesse contexto o medo da dor, do sofrimento, da mutilação e da iminência da finitude.
( ) A dor, apesar de ser sempre algo interpretado negativamente, não é um dos fenômenos mais temidos no cenário do câncer, pois é levado em conta o medo de perda da vida, mutilação e outras sequelas que estão relacionadas à doença.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – V – V.
F – F – V.
V – V – F.
V – F – F.
Segundo Rando in Franco (12), o processo de luto é iniciado a partir do momento em que é recebido o diagnóstico de uma doença potencialmente mortal, pelas perdas concretas ou simbólicas que essa doença possa trazer para a pessoa e sua família. Segundo Bromberg, relacione as duas colunas sobre as fases do luto e sua descrição.
COLUNA A
I. Anseio e protesto.
II. Desespero.
III. Recuperação.
IV. Entorpecimento.
COLUNA B
( ) O enlutado deixa de procurar pela pessoa perdida e reconhece a imutabilidade da perda. O enlutado duvida de que qualquer coisa que valha a pena na vida possa ser preservada. É comum que ocorram afastamento das pessoas e das atividades, falta de interesse e inabilidade para se concentrar em funções rotineiras ou para iniciar atividades. Os sintomas somáticos persistem, incluindo falta de sono, perdas de apetite, peso e distúrbios gastrointestinais.
( ) É a reação inicial à perda por morte, em que ocorre choque, entorpecimento e descrença. A duração pode ser de poucas horas ou de muitos dias. A pessoa recentemente enlutada sente-se aturdida, atordoada, desamparada, imobilizada e perdida. Há também possíveis evidências de sintomas somáticos, como respiração curta e suspirante, rigidez no pescoço e sensação de vazio no estômago. Nessa fase, há a tentativa de automaticamente continuar vivendo como antes.
( ) Emoções fortes, com muito sofrimento psicológico e agitação física. À medida que se desenvolve a consciência da perda, há muito anseio de reencontrar a pessoa morta, com crises de profunda dor e espasmos incontroláveis de choro. Apesar da consciência da perda irreversível, o desejo de recuperar a pessoa, às vezes, é insuperável. Há momentos em que o indivíduo tem a viva sensação da presença do falecido. Às vezes, a culpa é dirigida contra outras pessoas, principalmente aquelas que oferecerem ajuda e consolo ao enlutado que, também, pode dirigir a raiva ao próprio morto por tê-lo abandonado. A pessoa enlutada vivencia inquietude como em busca do morto (principal característica dessa fase) e mostra-se obsessivamente preocupada com lembranças, pensamentos e objetos do falecido. Ocorrem também sentimentos contrários ou incompatíveis como esperança e desapontamento.
( ) A depressão e a desesperança começam a se entrelaçar a sentimentos mais positivos e menos devastadores. A pessoa enlutada pode aceitar as mudanças em si e na situação. Vem daí uma nova identidade que lhe permite desistir da ideia de recuperar a pessoa morta. Dá-se o retorno da independência e da iniciativa. Mesmo com o processo de recuperação ainda em andamento, é comum a volta de sintomas que haviam cedido, particularmente em datas que ativam lembranças, como dias de nascimento, morte e casamento.
Marque a alternativa que indica a sequência CORRETA.
III – IV – II – I.
III – I – IV – II.
IV – II – I – III.
II – I – IV – III.
II – IV – I – III.
Para pacientes hospitalizados com queixas de dor, é adequado que o psicólogo intervenha com técnicas de relaxamento autógeno e de visualização, com o objetivo de reduzir tanto a percepção álgica quanto o uso de medicação analgésica.
Certo
Errado
Na fase do luto denominada depressão, os pacientes em ambiente hospitalar podem demonstrar uma sensação de esvaziamento e de perda. Nesse momento, é importante que o psicólogo oriente os familiares dessa pessoa para que
conversem animadamente na sua presença, para se opor à apatia do paciente.
estimulem o paciente a lutar pela vida, mantendo a esperança em sua recuperação.
aceitem a indisposição do paciente, evitando visitas e contato com ele.
relembrem situações passadas nas quais a participação do paciente foi relevante.
acolham esse recolhimento do paciente, sem tentar alterar seu estado.
Nesse texto, a autora classifica o luto perinatal como traumático, uma vez que a dimensão dessa experiência requer intenso trabalho psíquico, sem encontrar condições de ser operada. Esse luto é desmentido porque, por parte da sociedade, ocorre um(a):
negação da perda do bebê
verdadeira negação do sofrimento dos pais
sofrimento decorrente da perda de um bebê
acolhimento do sofrimento dos pais, mesmo que estes não expressem sua dor
Cuidar dos familiares dos pacientes sempre foi, antes de tudo, um ato de solidariedade e dependente das habilidades e do conhecimento tácito de cada indivíduo, mas é também hoje um conjunto de estratégias e intervenções testadas e fundamentadas cientificamente que devem fazer parte do processo de formação de todo profissional de saúde da UTI.
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-507X2007000400013>.
Acesso em: 26 nov. 2021, com adaptações.
A esse respeito, é correto afirmar como necessidade dos familiares de pacientes terminais
estar distante do paciente.
sentir-se inútil para o paciente.
estar seguro de que a decisão quanto a limitação do tratamento curativo foi apropriada.
ocultar sentimentos e angústias.
nunca encontrar um significado para a morte do paciente.
Cabe exclusivamente ao profissional de medicina comunicar a má notícia ao paciente. A atuação da psicologia é adjuvante neste momento.
Certo
Errado
A avaliação e manejo de dor no quadro do paciente desse caso clínico deve ser realizado apenas por um médico cardiologista, uma vez que a dor é fenômeno orgânico sendo tratada com uso de opioides.
Certo
Errado
Elizabeth Kübler-Ross foi a pioneira em descrever as atitudes e reações emocionais suscitadas pela aproximação da morte em pacientes terminais, deixando valiosas contribuições para a Psicologia na compreensão do processo de morte e morrer. Seus trabalhos descrevem a identificação dos cinco estágios que um paciente pode vivenciar durante sua terminalidade. Esses estágios são denominados de
negação, barganha, depressão, aceitação e despedida. Não seguem uma ordem, e, para viver todos os estágios, o paciente precisa ter algum grau de religiosidade.
negação, raiva, culpa, depressão e despedida. Ocorrem exatamente nessa sequência, e o paciente que pula um desses estágios não consegue vivenciar, de forma completa, seu processo de luto e despedida.
negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Não seguem, necessariamente, uma ordem, e o paciente pode vivenciar mais de uma dessas fases, concomitantemente, ou até mesmo não vivenciar algumas delas.
negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Ocorrem, necessariamente, nessa ordem, e observa-se que pular um dos estágios não permite a conclusão do processo de luto.