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A aposentadoria é o período da vida em que uma pessoa se retira do mercado de trabalho, geralmente após ter alcançado uma certa idade ou completado um número específico de anos de serviço. Este momento marca uma transição significativa, pois a pessoa deixa suas obrigações profissionais e, frequentemente, busca novas formas de engajar-se na vida. Sobre as estratégias de enfrentamento, que podem diminuir os desafios emocionais desta fase, é correto afirmar que
apoio profissional (como terapia), para aqueles que lutam com a fase de aposentadoria, é uma maneira eficaz de lidar com os desafios emocionais desta etapa.
ignorar a importância de cuidados com a saúde, como exercícios regulares, alimentação saudável e cuidados médicos, pode impactar positivamente na fase de aposentadoria.
amigos e familiares costumam menosprezar esta fase de aposentadoria, os mesmos enxergam esta etapa da vida como um tempo de descanso e lazer, sem considerar os desafios emocionais e sociais que podem surgir.
ser flexível em relação às expectativas desta fase da vida é inútil para evitar frustrações e permitir uma adaptação mais suave.
Com base em algumas perspectivas teóricas do luto patológico, qual a alternativa CORRETA?
Para Bowlby, as pessoas que sofrem de luto patológico nunca serão capazes de ultrapassar uma depressão infantil que lhes permita estabelecer uma boa relação com o mundo que as envolvem.
Lindemann afirmou que o atraso na expressão do luto pode, por vezes, durar anos ou o luto poderá ser desencadeado por um luto subsequente.
Horowitz defende que um luto não manifestado poderá expressar-se, de uma forma alternativa, como outras perturbações.
Freud conclui que o luto patológico poderia ter origem nas experiências subjetivas da criança e nos padrões de vinculação relativos aos seus pais.
"Não há uma maneira de ver a morte que seja independente da idade; as atitudes das pessoas refletem sua personalidade e experiência, bem como o quanto acreditam que estejam próximas da morte. Mesmo assim, são grandes as diferenças em termos de desenvolvimento."
Fonte: Desenvolvimento Humano - Diane E. Papalia e Ruth Duskin Feldman
A partir de estudos sobre atitudes em relação à morte e ao morrer na infância e adolescência, assinale a alternativa CORRETA.
Assim como acontece com sua compreensão sobre a morte, o modo como a criança demonstra o luto depende do desenvolvimento cognitivo e emocional.
Segundo Erikson, adolescentes que resolvem a alternativa crítica de integridade versus desespero conseguem aceitar tanto o que fazem em suas vidas quanto a iminência da morte.
É comum pesadelos frequentes como manifestação do luto em crianças em idade escolar.
Os conceitos de irreversibilidade, universalidade e fim das funções geralmente se desenvolvem durante a passagem do pensamento operatório-concreto para o pensamento operatório-formal.
A morte impacta intensamente os profissionais da saúde mental, devido ao vínculo estreito com pacientes que compartilham aspectos íntimos de suas vidas. Apesar dos esforços de prevenção, os suicídios ainda ocorrem, afetando a saúde mental dos terapeutas. Portanto, é crucial adotar uma abordagem multidisciplinar no tratamento da ideação suicida, visando um manejo mais eficaz e suporte aos terapeutas.
Certo
Errado
A. Aberastury e M. Knobel consideram que o adolescente se depara com três lutos simbólicos, um dos quais decorre da perda
da identidade consolidada.
do pertencimento social.
da relação com os pais na infância.
da segurança básica.
Maria é uma paciente que sofre de dor crônica nas costas devido a uma condição degenerativa da coluna vertebral. Ela frequentemente relata sentir-se frustrada e desamparada em relação à sua dor, o que afeta sua qualidade de vida. O psicólogo que a atende, alinhado à proposta de tratamento multiprofissional, decide aplicar uma técnica de enfrentamento, baseada em evidências, específica para ajudá-la a lidar com a dor de forma mais adaptativa. Essa técnica consiste na(o):
Mindfulness.
Expressão emocional.
Reestruturação cognitiva.
Relaxamento progressivo.
Um psicólogo adota o modelo de luto como processo dual, de Stroebe, Boerner e Schut (em Franco, 2021), ao trabalhar com pacientes enlutados.
De acordo com esse modelo, o psicólogo deverá entender que tais pacientes
precisarão integrar seus impulsos autoagressivos e heteroagressivos à perspectiva da morte.
alternarão as dimensões de perda e restauração em suas vivências.
superarão o luto quando apresentarem defesas eficientes contra seus sentimentos ambivalentes.
deverão desenvolver estratégias de enfrentamento que conciliem amor e desapego.
oscilarão entre momentos de amor e ódio em relação ao ente querido perdido.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das formas como a morte é vista no Brasil, conforme identificado por DaMatta (mencionado em Kamers, Marcon e Moretto, 2016).
Coletivos religiosos têm dificuldade em aceitar a morte porque são apegados à vida.
Comunidades mais conservadoras mantêm contato com os mortos por mais tempo.
Territórios tradicionais tendem a se preocupar mais com a morte do que com o morto.
Agrupamentos sociais mais intelectualizados aceitam a morte como parte da vida.
Os grupos mais individualistas tendem a desenvolver rituais para elaborar a morte.
Um aluno, após perder um ente querido de maneira trágica, começa a apresentar sintomas de apatia, insônia e retraimento social, além de intensas sensações de culpa por não ter tido a oportunidade de uma despedida adequada. Sabendo que rituais e despedidas podem auxiliar na elaboração do luto, qual abordagem poderia ser mais indicada para ajudar esse aluno a lidar com a culpa e aceitar a perda?
Focar apenas na eliminação dos sintomas físicos, pois estes são os mais importantes.
Incentivar o paciente a esquecer o ente querido para não agravar a tristeza.
Encorajá-lo a realizar um ritual de despedida simbólico e a expressar verbalmente suas emoções.
Promover técnicas de distração para minimizar a intensidade do luto.
Worden apresenta algumas tarefas que não precisam de ser realizadas numa ordem particular e podem ser revisitadas e retrabalhadas diversas vezes. Qual das tarefas pode ser facilitada ao encorajarmos a pessoa a falar gradualmente acerca da perda e das circunstâncias da mesma?
Reinvestir noutras relações.
Aceitar a realidade da perda.
Adaptação ao ambiente.
Experienciar e processar a dor.
Jonas é um homem de 65 anos que padece de câncer de fígado em estágio avançado, com prognóstico reservado.
Na visão de Kübler-Ross, conforme descrita por Kovács (2003), ao interagir com esse paciente hipotético, é importante
estimulá-lo a relembrar os bons momentos do passado.
levá-lo a perdoar aqueles que o magoaram.
tocá-lo e pedir que conte seus sonhos.
evitar o tema de perspectivas futuras.
propor a associação livre para que ele elabore o momento vivido.
O estresse é definido como uma reação psicofisiológica muito complexa que tem, em sua gênese, a necessidade de o organismo modificar-se frente a algo que ameace a sua homeostase interna. Quando uma pessoa apresenta cansaço injustificado, problemas em relação à memória, sensação de desgaste e irritabilidade, ela está na fase
de alerta.
de quase-exaustão.
de exaustão.
de readaptação.
de resistência.
Pantano e Neto (2024) afirmam que: “O diagnóstico de uma doença terminal e efeitos da doença se propagam e têm implicações profundas para o paciente, cuidadores, família e amigos.” (p. 83). Em relação a este contexto, assinale a alternativa correta.
Freud introduziu o conceito de dor psíquica pela perda de alguém e descreveu o trabalho de luto, por exemplo, como um trabalho resistente e doloroso
Em qualquer luto, sabe-se quem perdeu e fica claro, com exatidão, o que foi perdido
Aquilo que foi vivido na realidade externa não passa a ser mantido internamente na realidade psíquica como experienciado e internalizado
Os familiares e os cuidadores não devem se ajustar às necessidades de quem necessita de cuidados
Sandra, durante a pandemia Covid-19, foi internada devido a uma metástase cerebral e não havia visitas em virtude das regras institucionais daquele período.
Ela vivenciou um luto antecipatório, tanto das possíveis consequências da metástase cerebral como do medo de perder familiares em decorrência da pandemia. Criou, com o auxílio de sua psicanalista, a escrita de um livro para seu filho.
Sobre o luto de Sandra, assinale a afirmativa correta.
O luto não pode ser considerado uma experiência coletiva por não sustentar o pacto social.
O luto de Sandra tem relação apenas com as possíveis perdas, não fundamentando a estrutura do desejo.
Sandra testemunha, com a escrita, o limite do discurso e inclusive de sua formalização: onde o discurso não diz, testemunha.
A Covid-19 manteve nossa relação com a morte como contingencial, tal como a experiencia de Freud na Primeira Guerra.
A privação é a falta real de um objeto imaginário, a frustração é a falta imaginária de um objeto simbólico e a castração é a falta simbólica de um objeto real.
Sobre a relação entre depressão e dor, é correto afirmar:
com idosos, deve-se pesquisar ativamente sintomas de depressão e dor, porque não costumam ser relatados de forma espontânea nessa faixa etária.
pacientes depressivos, de modo geral, queixam-se menos de dores do que os não depressivos, seja qual for a idade.
pacientes com dor tendem a desenvolver doenças psicossomáticas com maior frequência do que desenvolvem quadros depressivos.
como a dor é uma sensação objetiva, faz mais sentido, de início, atender à demanda do paciente avaliando o quadro álgico.
embora exista relação entre experiência de dor e depressão, não se observa, em pacientes com dor crônica, associação entre depressão e intensidade da dor.
O artigo "Profissionais Paliativistas e suas Contribuições na Prevenção de Luto Complicado", de Braz e Franco, publicado em 2017, explora a atuação dos profissionais de cuidados paliativos na prevenção do luto complicado. Considerando o enfoque, avalie as proposições:
I.A atuação dos profissionais paliativistas envolve oferecer suporte emocional tanto ao paciente quanto à família, ajudando a prevenir o luto complicado.
II.A intervenção dos profissionais de cuidados paliativos ocorre exclusivamente no período pós-morte, quando o luto já foi iniciado.
III.A identificação precoce de fatores de risco para o luto complicado é um dos principais focos do trabalho dos profissionais paliativistas.
Assinale a alternativa correta:
Apenas a proposição III está correta.
Apenas as proposições II e III estão corretas.
As proposições I e III estão corretas.
Apenas a proposição II está correta.
Para Monteiro, Rutherford e Paula (apud Almendra et al., 2018), o luto é uma vivência contínua frente a diversos eventos que impõem um ciclo de rompimento e de reconstrução ao longo da vida. Independente das especificidades de cada perda, o luto envolve várias dimensões: física, emocional, comportamental, intelectual, espiritual e social. Sobre os processos que permeiam as perdas e o luto, analise as afirmativas a seguir e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) Os familiares de pacientes que morreram em UTI são considerados vulneráveis às sequelas psicológicas, como ansiedade generalizada, depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), psicose e luto complicado.
( ) No caso de mortes esperadas resultantes de doenças graves, há um período prolongado de estresse, intensificando o esgotamento emocional e financeiro da família. Nessa situação, pode ser que a família deseje a morte, suscitando sentimentos ambivalentes de culpa.
( ) O luto antecipatório é um processo que o psicólogo pode incentivar para todos os familiares, pois a antecipação da perda envolve uma gama de respostas emocionais precoces que podem ser dissolvidas e elaboradas.
( ) É preciso considerar também o sofrimento experienciado pela equipe de saúde intensivista, que poderá vivenciar o luto não reconhecido, e refere-se às perdas que não podem ser abertamente apresentadas e socialmente validadas.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
F-V-F-F
V-V-V-V
F-F-F-V
V-F-F-F
F-V-F-V
Em relação a teorias e manejo da dor, Gomes (apud, Barber e Adrian, 1982) afirma que “a dor que é decorrente ou descrita em termos de lesões tecidulares; atualmente, tem sido definida na literatura como uma experiência desagradável do ponto de vista sensorial e emocional. A sua caracterização permite, desde logo, apelar ao significado pessoal e à subjetividade da experiência de dor para o doente, e também ao seu caráter funcional, na medida em que constitui, frequentemente, um sinal de alerta de um perigo ou instabilidade do organismo. Portanto, é indiscutível a importância da dor enquanto mecanismo protetor do indivíduo; também é certo que, por vezes, o quadro álgico persiste para além dos tratamentos, ou da eliminação da causa inicial, deixando de cumprir um papel de manutenção da sobrevivência do indivíduo”. Considerando o exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas
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( -) Os questionários de auto e hétero-relato e demais instrumentos de medida têm provado ser úteis na avaliação da dor, ainda que de uma forma complementar e não tão eficazes como as entrevistas.
(- ) Quando partilhada e discutida no âmbito de uma equipe multidisciplinar, a avaliação psicológica do doente pode ajudar na definição de um plano de intervenção mais apropriado e eficaz, favorecendo, assim, uma abordagem mais completa do problema em questão.
(- ) A dor é um fenômeno complexo, subjetivo e único para cada pessoa e, por isso, para perceber esta experiência é imprescindível entender a percepção idiossincrática do fenômeno da dor, das estratégias de comparação pessoais e dos efeitos da dor sobre a qualidade de vida própria e de outros significativos.
(- ) Um dos instrumentos mais adequados para recolher dados em relação à dor é a entrevista clínica, por permitir alcançar uma maior subjetividade e especificidade, em especial se ela for realizada de uma forma semiestruturada, considerando áreas gerais que estão normalmente relacionadas, de uma forma mais intensa e pertinente com a dor.
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A sequência está correta em
V, F, F, F.
V, V, F, V.
F, F, V, F.
F, V, V, V.
Considere a seguinte afirmação sobre a dor:
É a dimensão do sofrimento marcada pelo isolamento, criado justamente pela dificuldade de comunicação no processo de morrer. A presença solidária é fundamental. A perda do papel familiar é também muito cruel. Por exemplo, pai doente torna-se dependente dos filhos e aceita ser cuidado por eles (Pessini, 2004).
Trata-se de uma proposição vinculada, CORRETAMENTE, à dor
Social.
Física.
Psíquica.
Espiritual.
Cultural.