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No livro Sobre a morte e o morrer (1992), a autora Elizabeth Kübler-Ross tece algumas considerações sobre o manejo terapêutico com doentes em fase terminal. De acordo com o pensamento da autora, é correto afirmar que
quando a raiva, o ressentimento e a culpa se apresentam, a família do paciente em fase terminal entra numa fase de pesar preparatório. Nesta, não se deve estimular a família a desabafar o pesar da morte, ficando o início do trabalho de escuta desse pesar para depois da morte consumada.
é mais fácil falar sobre a morte e o morrer com um paciente portador de câncer do que com um cardíaco, já que este último nos preocupa, pois podemos assustá-lo, causando um enfarte, isto é, sua morte.
o tipo de doença terminal que o paciente apresenta não precisa ser levado em conta no manejo terapêutico, haja vista que a escuta do doente em fase terminal lida com a terminalidade, tema universal que abrange todos os seres humanos.
no momento em que o paciente em fase terminal atravessa um estágio de raiva, dificilmente os parentes próximos sentem a mesma reação emocional, sendo muito mais comum uma reação de serenidade por parte da família, pronta a dar suporte emocional ao paciente.
o manejo terapêutico com pacientes em fase terminal não requer do terapeuta certa maturidade, nem um exame detalhado de sua própria posição diante da morte e do morrer, uma vez que seu ofício constitui uma prática científica objetiva.