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Para Freud, o corpo é a fonte básica de toda experiência mental. Ele apregoa a ideia do determinismo psíquico, ou seja, cada evento mental decorre de intenções conscientes ou inconscientes (a grande maioria), em outras palavras, do ponto de vista psíquico nada ocorre como obra do acaso (FADIMAN; FRAGER, 1986). No estudo sobre a personalidade, numa perspectiva psicodinâmica, partiremos do ponto em que Freud propôs a divisão da mente em três partes: o consciente, o pré-consciente e o inconsciente. Na primeira tópica da personalidade, Freud propôs o modelo topográfico da mente, em que comparou a mente com um iceberg, sendo assim avalie as afirmativas a seguir e assinale a INCORRETA:
Consciente – contém pensamentos dos quais as pessoas estão cientes. Recebe informações do mundo exterior e interior (percepção, atenção, raciocínio – processos cognitivos).
Inconsciente – Parte menor e menos importante do iceberg. No inconsciente estão elementos instintivos, que nunca foram conscientes e que não são acessíveis à consciência. Além disso, há material que foi excluído da consciência, censurado ou reprimido. Esse material não é esquecido ou perdido, mas não é permitido de ser lembrado.
Pré-consciente – zona intermediária que abriga conteúdos que não estão corretamente no inconsciente, mas podem ser trazidos à consciência com certo esforço. “O pré-consciente é como uma vasta área de posse das lembranças de que a consciência precisa para desempenhar suas funções”.
Inconsciente – parte maior, mais importante e mais profunda do iceberg. O inconsciente contém desejos e motivos que estão associados a conflitos, ansiedade, sofrimento e o mecanismo de recalque (ou repressão) os deixam inacessíveis, protegendo a pessoa da angústia. Os conteúdos inconscientes são impossíveis de serem lembrados de forma voluntária. Em algumas situações, esses conteúdos inconscientes escapam para o consciente de maneira involuntária, através dos sonhos, chistes, atos falhos (chistes e atos falhos são lapsos da linguagem), sintoma (quando os conflitos extrapolam o nível da linguagem e aparecem no corpo, na forma de dor ou doença), associação livre (o método do tratamento analítico).