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Um casal em processo de separação disputa a guarda da filha única. A mãe alega que o pai não tem condições emocionais de criar uma criança. Relata que ele sempre foi emocionalmente frio, distante, incapaz de mostrar carinho. O marido reconhece não ser uma pessoa calorosa e revela que não consegue expressar seus sentimentos, apesar do afeto que sente pela filha. Reconhece não confiar naqueles que o cercam, mas acredita ter mais responsabilidade do que a mãe para cuidar da criança. Sob a perspectiva de John Bowlby, é provável que as dificuldades afetivas do marido
poderão se resolver plenamente em relacionamentos que o valorizem e permitam a reconstrução de sua autoimagem.
sejam associadas a pensamentos catastróficos que minam sua capacidade de confiar em outra pessoa, comprometendo sua competência como cuidador.
sejam típicas do transtorno esquizotípico, caracterizado pelo distanciamento emocional e pelo desinteresse nas relações interpessoais.
sejam decorrentes de relações familiares pouco satisfatórias na infância, que tenderão a persistir por toda a sua vida.
sejam específicas da dinâmica familiar desenvolvida no sistema pai-mãe-filha em questão, que envolve conflitos de ambos os cônjuges.