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O psicodiagnóstico com idosos inicia-se com a entrevista de anamnese, que busca o conhecimento da demanda e a elaboração de hipóteses diagnósticas. A seguir, o psicólogo monta uma bateria de testes, fazendo então a correção e a interpretação de seus resultados. Depois, é preciso um raciocínio clínico que busque integrar dados dos testes com dados da história clínica e de vida do paciente, assim como suas queixas, sinais e sintomas, visando a uma compreensão dinâmica de seu funcionamento, de suas potencialidades e de suas dificuldades (Hutz & cols., 2016). Assinale a alternativa incorreta.
Na entrevista clínica com idosos, é importante identificar fatores sociodemográficos e alterações sensoriais, motoras e cognitivas que acompanham o envelhecimento e podem influenciar os resultados dos testes administrados.
Na entrevista clínica, deve-se questionar a profissão e a rotina do idoso antes de iniciar com as queixas de declínio cognitivo, para verificar se costumava fazer atividades como leitura, escrita e cálculos, e se essas se mostram atualmente comprometidas na avaliação.
Deve-se analisar também quanto as queixas trazidas pelo paciente e por seus familiares estão impactando a independência funcional e a rotina do paciente. Por isso, é importante verificar quais atividades ele consegue fazer sem ajuda e para quais precisa de supervisão.
O paciente idoso não é uma fonte de informação fidedigna sobre seu desempenho atual. Por isso, devem-se averiguar os dados obtidos por meio de entrevista com um informante. O informante deve, necessariamente, ser alguém da família do paciente.
Em diversas ocasiões, é preciso entrevistar profissionais que acompanham o paciente em casa, como técnicos de enfermagem e/ou “cuidadores” em geral. Nos casos em que o idoso estiver institucionalizado, o informante precisa ser alguém que tem contato direto, e preferencialmente diário, com o paciente.