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Segundo Feist, Feist e Roberts (2015, p. 24), Freud elaborou inicialmente a ideia dos mecanismos de defesa em 1926 (Freud, 1926/1959a), e sua filha Anna refinou e organizou o conceito (A. Freud, 1946). Mesmo que os mecanismos de defesa sejam normais e usados universalmente, quando levados ao extremo, culminam em comportamento compulsivo e neurótico. Como precisamos dispender energia psíquica para estabelecer e manter os mecanismos de defesa, quanto mais defensivos somos, menos energia psíquica nos sobra para satisfazer os impulsos do id. Este, é claro, constitui precisamente o propósito do ego ao estabelecer os mecanismos de defesa: evitar lidar diretamente com impulsos sexuais e agressivos e se defender contra a ansiedade que os acompanha (Freud, 1926/1959a).
Os principais mecanismos de defesa identificados por Freud incluem:
Retração, formação reativa, pulsão de morte (Tanatos) e pulsão de vida (Eros).
Retração, formação reativa, deslocamento, fixação, crenças disfuncionais e ambivalência.
Repressão, formação reativa, deslocamento, fixação, regressão, projeção, introjeção e sublimação.
Retração, formação reativa, deslocamento, fixação, fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência e período genital.