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Com os avanços tecnológicos da atualidade, Joana, de 50 anos, se tornou mãe pela segunda vez por meio da reprodução assistida. Para dar conta do bebê recém-chegado, Joana conta com a ajuda da primeira filha, de 12 anos. Na visão de Lewisky, Gomes e Fernandes (2014), nessa configuração familiar
os limites geracionais tenderão a ser apagados, abalando, por esse motivo, o eixo estruturante vertical da transmissão.
as implicações negativas em termos de diferenciação de vínculos e diferenciação subjetiva serão compensadas pela força do amor materno.
a filha mais velha tenderá a ser parentalizada precocemente, no sentido de que deverá se tornar mãe da mãe.
não haverá muita diferença em relação ao que se observa quando homens mais velhos se casam e têm filhos com mulheres bem mais novas.
o embate geracional necessário para a diferenciação subjetiva será promovido pela homogeneização dos vínculos.