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De acordo com Oliveira et al. (2020) em seu ensaio que problematiza o comportamento da pandemia em relação à população negra no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.
Os registros em saúde são fundamentais para conhecer as taxas de morbimortalidade da população e, em relação ao quesito raça/cor, se observa grande avanço no SUS em relação aos registros dessas informações, o que facilita a criação e o desenvolvimento de políticas no setor.
A pandemia da Covid-19 no Brasil evidenciou o fato de que algumas populações são sistematicamente colocadas em situação de maior vulnerabilidade em relação a riscos de adoecimento e morte, escancarando as desigualdades e retificando as diferenças raciais construídas social e historicamente através do pensamento colonial.
A incidência e a mortalidade por Covid-19 no Brasil, país fortemente marcado pela desigualdade social, podem ser consideradas formas de expressão das dinâmicas e dos processos político-sociais que se fundam no racismo estrutural.
Segundo os autores, as desigualdades raciais que percebemos hoje têm ancoragem nas políticas que, desde a pós-abolição, limitaram as oportunidades da população negra no Brasil.