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Nos termos do DSM-5, são tipos de transtornos alimentares, EXCETO:
Transtorno alimentar restritivo/evitativo.
Transtorno de ruminação.
Anorexia nervosa.
Encoprese.
Um psicólogo clínico está avaliando um paciente de 32 anos, com histórico de ocorrências anteriores de internação psiquiátrica. Durante as entrevistas iniciais, o paciente relatou os seguintes sintomas, presentes há aproximadamente 8 meses, sem remissão significativa:
– Episódios frequentes de humor deprimido, marcados por desesperança intensa e sensação de inutilidade, ocorrendo na maior parte dos dias.
– Perda significativa de interesse em atividades que anteriormente eram prazerosas (anedonia).
– Alterações de sono (insônia inicial e despertares frequentes durante a madrugada).
– Dificuldade em se concentrar em tarefas simples e perda de memória episódica para eventos recentes.
– Relatos de ideias recorrentes de suicídio, sem planejamento estruturado, mas com ruminações constantes sobre formas de autopunição.
– Manutenção de atividades de rotina, ainda que com esforço extremo, sem comprometimento motor evidente.
Além disso, durante a avaliação, o psicólogo observou uma leve desregulação emocional em situações estressantes, mas não houve relatos de sintomas psicóticos (alucinações ou delírios), nem oscilações intensas de humor que sugerissem estados maníacos ou hipomaníacos.
Considerando o relato apresentado e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), assinale o diagnóstico mais provável.
Transtorno Depressivo Maior, de episódio único, sem características psicóticas.
Transtorno Depressivo Persistente (Distimia), com características suicidas.
Transtorno Depressivo Maior recorrente, sem características psicóticas.
Transtorno Bipolar Tipo II, com predomínio de episódios depressivos.
Transtorno de Ajustamento com Humor Depressivo, sem características psicóticas.
Paula, 27 anos, buscou atendimento psicológico porque estava encontrando dificuldades em lidar com o fato de não ter sido promovida em seu emprego. Relata que sente-se constantemente invisível e que não recebe a mesma atenção que seus colegas. Chega para a entrevista utilizando roupas chamativas e se comporta de forma sedutora. Demonstra expressões emocionais exageradas, fala dramática e se mostra com muita preocupação em ser aprovada e agradar o profissional. Paula relata que apresenta flutuações emocionais em suas relações interpessoais e que costuma ouvir que ela gosta de ser o centro das atenções. O possível diagnóstico para essa paciente é transtorno de
personalidade narcisista.
personalidade borderline.
personalidade histriônica.
ansiedade social.
personalidade dependente.
Alice, 36 anos, analista financeira, solteira, consome álcool esporadicamente e não faz uso de medicamentos de forma contínua. Relata sentir-se constantemente preocupada com questões de diferentes áreas de sua vida há mais de um ano. Refere que tais preocupações a acompanham na maior parte de seus dias e que encontra dificuldade em controlar os pensamentos, ainda que reconheça que as preocupações possam ser desproporcionais em relação ao problema. Além do mais, sente-se inquieta, com dificuldade de concentração e relata que tem frequentes dores de cabeça. Queixa-se de cansaço excessivo na maior parte do tempo. O diagnóstico possível para essa paciente é o transtorno
de ansiedade generalizada.
de pânico.
depressivo maior.
obsessivo-compulsivo.
de estresse pós-traumático.
De acordo com o DSM-5-TR, são critérios diagnósticos da disforia de gênero:
I. Grande incongruência entre o gênero experimentado/expresso e as características sexuais.
II. Forte desejo de livrar-se das próprias características sexuais.
III. Forte desejo por ter características sexuais do gênero designado.
IV. Incongruência significativa entre o gênero experimentado e o gênero atribuído ao nascimento que não requer um período mínimo de manifestação para que seja estabelecido o diagnóstico.
V. Forte convicção de ter os sentimentos e reações típicos do gênero que lhe foi designado.
Quais estão corretos?
Apenas IV.
Apenas I e II.
Apenas I, II e III.
Apenas I, II, III e V.
I, II, III, IV e V.


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A utilização do DSM-5 no contexto da atenção psicossocial requer não apenas a identificação de critérios diagnósticos, mas também a compreensão de suas nuances e de como o manual se articula com uma prática clínica ampliada. Considerando a abordagem dimensional e as especificidades de certos diagnósticos no DSM-5, analise as afirmativas a seguir.
I.O diagnóstico de Transtorno de Sintomas Somáticos requer a presença de um ou mais sintomas somáticos que causam sofrimento, acompanhados por pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados a esses sintomas, independentemente de haver uma condição médica associada.
II.O DSM-5 introduziu uma abordagem dimensional para a avaliação de gravidade em diversos transtornos, permitindo ao clínico especificar o nível de comprometimento (p. ex., leve, moderado, grave) com base no número de critérios preenchidos ou na intensidade do prejuízo funcional.
III.Para o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade de Doença, é obrigatória a presença de múltiplos e variados sintomas somáticos, sendo o foco do paciente a busca incessante pela cura desses sintomas por meio de diversos procedimentos médicos.
Está correto o que se afirma em:
II apenas.
I e III apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
Julia, 8 anos, apresenta recusa persistente em falar em situações sociais, embora se comunique com o seu núcleo familiar, especialmente quando está em sua casa. Desde que ingressou na escola, mantém-se em silêncio com os professores e colegas, ainda que participe das atividades, interagindo de forma não verbal. Em avaliação com um neurologista, déficits auditivos, neurológicos e outros transtornos do neurodesenvolvimento foram descartados. Segundo relatos da mãe, Julia apresenta ansiedade significativa em ambientes sociais que envolvem estranhos. Esse padrão tem persistido por mais de um ano e prejudica tanto seu desempenho escolar quanto suas interações sociais. Qual é o diagnóstico dessa paciente?
Transtorno de ansiedade social.
Transtorno do défict de atenção e hiperatividade.
Transtorno do espectro autista.
Mutismo seletivo.
Transtorno de ansiedade generalizada.
Segundo o DSM-5-TR, os critérios diagnósticos do transtorno por uso de substâncias são divididos em fatores de risco, que podem ser organizados em grupos amplos, como predisposições genéticas, características comportamentais e influências socioambientais. Analise as assertivas a seguir sobre fatores associados ao risco aumentado para o transtorno:
I. A presença de histórico familiar de alcoolismo e uma baixa responsividade fisiológica ao álcool refletem componentes biológicos que, quando combinados com o ambiente, elevam o risco de desenvolver o transtorno.
II. Traços psicológicos como impulsividade e comportamentos antissociais são menos relevantes como preditores do transtorno do que fatores culturais ou de acessibilidade ao álcool.
III. O início precoce do consumo de álcool, especialmente antes dos 15 anos, está associado a alterações no desenvolvimento neuropsicológico e a maior risco de dependência na vida adulta.
IV. Trabalhar em contextos onde o álcool é facilmente acessível e socialmente valorizado representa um fator de risco socioambiental relevante.
V. Fatores culturais e normas sociais que toleram ou incentivam o consumo frequente de álcool contribuem para a naturalização do uso e aumentam a exposição ao risco.
Quais estão corretas?
Apenas I e III.
Apenas II e V.
Apenas I, III e IV.
Apenas I, III, IV e V.
I, II, III, IV e V.
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), os transtornos de ansiedade se caracterizam, tipicamente, por:
Episódios isolados de agressividade repentina e injustificada.
Prejuízo significativo na memória de curto prazo e no juízo de realidade.
Medo e apreensão excessivos, desproporcionais ao estímulo ou situação.
Alucinações auditivas associadas a comportamentos dissociativos.
Conforme o DSM-5, analise a sentença abaixo:
Diagnósticos confiáveis são essenciais para orientar recomendações de tratamento, identificar taxas de prevalência para planejamento de serviços de saúde mental, identificar grupos de pacientes para pesquisas básicas e clínicas e documentar importantes informações sobre a saúde pública, como taxas de morbidade e mortalidade (1ª parte). Na medida em que a compreensão sobre os transtornos mentais e seus tratamentos evoluiu, profissionais médicos, pesquisadores e clínicos voltaram o foco de sua atenção para as características de transtornos específicos e suas implicações para tratamento e pesquisa (2ª parte). Embora o DSM tenha sido um marco do progresso substancial no que diz respeito à confiabilidade, tanto a American Psychiatric Association (APA) quanto a vasta comunidade científica que trabalha com transtornos mentais reconhecem que, anteriormente, a ciência não estava madura o suficiente para produzir diagnósticos plenamente válidos (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
Apenas a 1ª parte.
Apenas a 3ª parte.
Apenas a 1ª e a 2ª partes.
Apenas a 2ª e a 3ª partes.
Todas as partes.


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Os colegas de trabalho de Bia começaram a estranhar quando seu comportamento mudou. Bia ficou muito falante, desinibida, inquieta, com a autoestima elevada, o pensamento acelerado, cheia de ideias e projetos grandiosos.
De acordo com o DSM 5, essa mudança de comportamento de Bia sugere o diagnóstico de
Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
Psicose maníaco-depressiva.
Episódio hipomaníaco.
Transtorno de personalidade narcisista.
Os aspectos fundamentais da cultura relevantes à classificação e avaliação diagnósticas foram levados em consideração durante o desenvolvimento do DSM-5. De acordo com o DSM-5, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Transtornos mentais são definidos em relação a normas e valores culturais, sociais e familiares.
( ) A cultura proporciona estruturas de interpretação que moldam a experiência e a expressão de sintomas, sinais e comportamentos que são os critérios para o diagnóstico.
( ) A cultura é transmitida, revisada e recriada dentro da família e de outros sistemas sociais e instituições.
( ) A avaliação diagnóstica deve considerar se as experiências, os sintomas e os comportamentos de um indivíduo diferem das normas socioculturais e conduzem a dificuldades de adaptação nas culturas de origem e em contextos sociais ou familiares específicos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – V – V.
F – V – F – F.
V – V – V – V.
V – F – V – F.
F – F – F – F.
Analise o seguinte quadro clínico:
Com base nas definições contidas no DSM-5, o caso clínico acima se enquadra em qual transtorno psicológico?
Transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva.
Transtorno voyeurista.
Transtorno exibicionista.
Transtorno frotteurista.
Transtorno da personalidade dependente.
Segundo postulado no DSM-5, nenhuma definição seria capaz de capturar todos os aspectos de todos os transtornos mentais presentes no manual. No entanto, exige-se a presença de alguns elementos comuns a todos. Sobre a definição de transtorno mental pelo DSM-5, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) É uma síndrome caracterizada por perturbações, clinicamente significativas ou não, na cognição, na regulação emocional ou no comportamento do indivíduo.
( ) Transtornos mentais estão frequentemente associados a sofrimento ou incapacidade significativos que afetam atividades sociais, profissionais ou outras atividades importantes.
( ) Desvios sociais de comportamento e conflitos que são basicamente referentes ao indivíduo e à sociedade não são transtornos mentais.
( ) Uma resposta esperada ou aprovada culturalmente a um estressor ou perda comum, como a morte de um ente querido, pode constituir transtorno mental.
( ) As perturbações refletem uma disfunção nos processos psicológicos, biológicos ou de desenvolvimento subjacentes ao funcionamento mental.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – V – V.
F – V – V – F – V.
F – V – F – F – V.
V – F – V – V – F.
F – F – V – V – F.
De acordo com o DSM V, a deficiência intelectual (transtorno do desenvolvimento intelectual) é um transtorno com início no período do desenvolvimento que inclui déficits funcionais, tanto intelectuais quanto adaptativos, nos domínios conceitual, social e prático.
Assinale, então, a alternativa que corresponde ao nível de gravidade leve no domínio social.
Assistência contínua diária é necessária para a realização de tarefas conceituais cotidianas, sendo que outras pessoas podem assumir integralmente.
As habilidades recreativas assemelham-se às dos companheiros de faixa etária, embora o juízo relativo ao bem-estar e à organização da recreação precise de apoio.
A linguagem falada costuma ser um recurso primário para a comunicação social, embora com muito menos complexidade que a dos companheiros.
Podem existir dificuldades de regulação da emoção e do comportamento de uma forma adequada à idade.


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Pedro tem 18 anos e cursa o último ano do ensino médio. Seu rendimento escolar vem decaindo sensivelmente porque não dorme durante a noite, jogando durante todo o período noturno pela internet com outras pessoas que só conhece online. Pedro evita contatos sociais que não se relacionem aos jogos online e diz que os jogos o aliviam da tristeza.
Segundo o DSM V, os comportamentos de Pedro são sugestivos de:
psicose puerperal;
gaming disorder;
gaslighting;
síndrome de Munchausen;
transtorno opositivo desafiador.
De acordo com o DSM-5 (2014), a característica central do transtorno ___________________ é a irritabilidade crônica grave. Essa irritabilidade grave apresenta duas manifestações clínicas proeminentes, sendo a primeira as frequentes explosões de raiva. Essas explosões tipicamente ocorrem em resposta à frustração e podem ser verbais ou comportamentais. Elas devem ocorrer com frequência por pelo menos um ano em pelo menos dois ambientes, como em casa e na escola, e devem ser inapropriadas para o desenvolvimento.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
bipolar tipo II
de oposição desafiante
disruptivo da desregulação do humor
da conduta
explosivo intermitente
Baseado no DSM V, assinale a alternativa CORRETA sobre as comparações diagnósticas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) com outros transtornos.
O transtorno do jogo equivale ao TOC no que corresponde aos comportamentos das compulsões.
O TOC tem similaridade na ruminação com o transtorno depressivo maior, já que, em ambos, os pensamentos são geralmente experimentados como intrusivos ou angustiantes.
O transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva, distinto do TOC, não é caracterizado por pensamentos intrusivos, imagens ou impulsos ou por comportamentos repetitivos que são executados em resposta a essas intrusões.
Alguns indivíduos com TOC, como em transtornos psicóticos, têm insight pobre ou mesmo crenças de TOC delirantes, assim, podem ter outras características de esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo.
Segundo o DSM-5, “O Transtorno de Apego Reativo é caracterizado por um padrão de comportamentos de vínculo extremamente perturbados e inapropriados em termos do desenvolvimento infantil, nos quais a criança rara ou minimamente recorre de preferência a uma figura de apego para obter conforto, apoio, proteção e carinho”. O Transtorno do Apego Reativo faz parte do grupo de Transtornos:
Dissociativos.
De Neurodesenvolvimento.
De Ansiedade.
Relacionados a Traumas e a Estressores.
Disruptivos, do Controle de Impulsos e da Conduta.
De acordo com o DSM-5-TR, são critérios diagnósticos do transtorno de ansiedade social, EXCETO:
Medo ou ansiedade acentuados sobre uma ou mais situações sociais nas quais o indivíduo é exposto a um possível escrutínio de outros.
Ansiedade e preocupação excessivas, ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos 6 meses, sobre uma série de eventos ou atividades.
O indivíduo teme agir de uma forma ou apresentar sintomas de ansiedade que serão avaliados negativamente.
As situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade.
As situações sociais são evitadas ou suportadas com intenso medo ou ansiedade.


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