Questões de Concurso sobre Foucault

 
 
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Em “O Nascimento do Hospital”, Foucault faz uma análise do processo de surgimento desta instituição. De acordo com o autor, a sua organização se fez como tecnologia médica. A reorganização do hospital se fez:


A

essencialmente a partir de uma tecnologia que pode ser chamada política: a disciplina.


B

a partir da medicina científica, com a introdução de novas terapias e formas de cuidado.


C

a partir da imposição higienista de manter os espaços públicos livres dos doentes.


D

com base no estabelecimento dos princípios da racionalidade biomédica.

O autor afirma que, antes do século XIX, a experiência da loucura:


A

não apresentava as características que a noção de doença mental a seguir herdara


B

já era tratável e fazia parte de um setor amplo que ocupava leitos nos hospitais


C

era bastante polimorfa e não se confundia com a noção de doença mental


D

desde a idade média, já tinha suporte médico adequado a cada caso

8 Ao considerarmos a argumentação de Foucault (1985), a respeito dos discursos sobre a sexualidade nas sociedades modernas, analise as afirmativas abaixo, sobre a hipótese repressiva:


I) A repressão do sexo é uma evidência histórica, instaurada desde o século XVII, ocorrendo uma ruptura histórica, após a era vitoriana, pela análise crítica da repressão. Dessa forma, Foucault afirma ser necessário determinar se essas produções discursivas podem levar a formular a verdade do sexo ou, ao contrário, mentiras destinadas a ocultá-lo.

II) Para os estudos de Foucault, o essencial não é tanto saber o que dizer ao sexo, sim ou não, afirmar sua importância ou negar seus efeitos, mas levar em consideração o fato de se falar de sexo, quem fala, os lugares e os pontos de vista de que se fala, as instituições que incitam a fazê-lo.

III) Segundo Foucault, a interdição do sexo não é uma ilusão; a ilusão está em fazer dessa interdição o elemento fundamental e constituinte a respeito da história da sexualidade. Todos esses elementos negativos – proibições, recusas, censuras, negações – que a hipótese repressiva agrupa num grande mecanismo central destinado a dizer não, são peças que têm uma função local e tática, numa colocação discursiva, numa técnica de poder, que só alcança as condutas individuais, não influenciando a análise e regulação das populações.

IV) A polícia do sexo é uma expressão que Foucault utiliza ao analisar a necessidade de regular o sexo por meio de discursos úteis e públicos e pelo rigor de uma proibição. Que o Estado saiba o que se passa com o sexo dos cidadãos e o uso que dele fazem e, também, que cada um seja capaz de controlar sua prática, segundo mecanismos repressivos e de interdição.

V) Não se deve fazer divisão binária entre o que se diz e o que não se diz; é preciso tentar determinar as diferentes maneiras de não dizer, como são distribuídos os que podem e os que não podem falar, que tipo de discurso é autorizado ou que forma de discrição é exigida a uns e outros. Não existe um só, mas muitos silêncios e são parte integrante das estratégias que apoiam e atravessam os discursos, não constituem, portanto, o limite absoluto do discurso.

VI) Seria inexato dizer que a instituição pedagógica impôs um silêncio geral ao sexo das crianças e dos adolescentes, ela concentrou as formas do discurso neste tema, codificou os conteúdos e qualificou os locutores. Falar do sexo das crianças, fazer com que falem dele os educadores, os médicos, os administradores e os pais; encerrá-las numa teia de discurso que ora se dirigem a elas, ora falam delas – tudo isso permite vincular a intensificação dos poderes à multiplicação do discurso.


Estão CORRETAS:


A

I, II, V


B

I, IV, VI


C

II, III, IV


D

II, IV, V


E

II, V, VI

Considerando o texto “O nascimento da clínica”, de Michel Foucault, indique a afirmativa CORRETA:


A

As alterações na clínica a partir do final do século XVIII vinculam-se a um determinado olhar médico que separa a identidade do doente e seu corpo.


B

O alienismo, nascido no século XV, representava uma tentativa de controle do social.


C

A clínica do século XX pode ser considerada tributária de uma primeira tradição clínica, fundada no século XVII, e caracterizada por espaços demarcados e pela desumanização do doente.


D

A clínica médica desenvolvida no século XIX caracterizou-se por uma forte ruptura com as mudanças epistemológicas do final do século XVIII.

Analisando a produção da sexualidade nas sociedades modernas, Foucault (1985) afirma que a sujeição dos corpos e o controle das populações são efeitos de técnicas diversas que se instauram como um “bio-poder”. A respeito do biopoder e do poder soberano, assinale a alternativa INCORRETA:


A

O poder soberano exercia-se por um direito de vida e morte de forma assimétrica. O soberano só marca seu poder sobre a vida pela morte que tem condições de exigir, isto é, o direito de causar a morte ou de deixar viver, relacionando-se a um tipo histórico de sociedade, pré-moderna, em que o poder se exercia, essencialmente, pelo confisco.


B

O direito de causar a morte ou deixar viver foi substituído por um poder de causar a vida ou devolver a morte. O seu papel é garantir, sustentar, reforçar, multiplicar a vida e pô-la em ordem. São mortos legitimamente aqueles que constituem uma espécie de perigo biológico para os outros, porque o poder se exerce ao nível da espécie, da raça e dos fenômenos de população.


C

Jamais as guerras foram tão sangrentas como a partir do século XIX e nunca, guardadas as proporções, os regimes haviam, até então, praticado tais holocaustos em suas próprias populações. Foi como gestores da vida e da sobrevivência dos corpos e da raça que tantos regimes puderam travar tantas guerras, causando a morte de tantos homens. O princípio: poder matar para poder viver, que sustentava a tática dos combates, tornou-se estratégia entre Estados.


D

As disciplinas do corpo (anátomo-política) e as regulações da população (bio-política) constituem os dois pólos em torno dos quais se desenvolveu a organização do poder sobre a vida. A instalação, durante a época clássica, desta grande tecnologia de duas faces – individualizante e especificante, voltada para os desempenhos do corpo e encarando os processos da vida – caracteriza um poder cuja função mais elevada já não é mais matar, mas investir sobre a vida, de cima a baixo.


E

Na tecnologia do poder, a partir do século XIX, aparecem duas direções nitidamente separadas. Do lado da disciplina as instituições como o Exército ou a escola; as reflexões sobre a tática ou sobre a aprendizagem. Do lado das regulações de população a demografia, a estimativa da relação entre recursos e habitantes, a tabulação das riquezas e de sua circulação, das vidas com sua duração provável. Desse modo, embora a sexualidade seja dispositivo comum a essas técnicas de poder, distingue-se pelo controle dos corpos individuais nas disciplinas e pela administração dos fenômenos maciços da população, na biopolítica.

Em A História da Sexualidade, Foucault (1985) discute a proliferação de discursos que, desde o século XVII e, de forma mais acentuada, a partir do século XIX, produziram estratégias de controle e de regulação sobre os corpos, que visavam não somente ao comportamento individual, “à virtude dos cidadãos”, mas às populações. Tais discussões fundamentam a hipótese de que o discurso sobre a sexualidade humana vai emergir e sustentar-se quando se põe a funcionar um certo regime de saber-poder. Considerando a referida obra, no que concerne à produção da sexualidade e às técnicas do poder que a acompanham, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas e assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) O ponto importante será saber sob que formas, através de que canais, fluindo através de que discursos o poder consegue chegar às mais tênues e mais individuais das condutas, de que maneira o poder penetra e controla o prazer cotidiano.

( ) No século XVIII o sexo se torna questão de “polícia”, ou seja, objeto de repressão e de contenção da desordem, para a eliminação dos desvios à normalidade. Foucault analisa os procedimentos de gestão dos quais o poder público utiliza-se para reprimir a sexualidade, o que foi justificado por discursos analíticos que tinham por alvo o julgamento das condutas individuais.

( ) Este projeto de uma “colocação do sexo em discurso” advém da pastoral cristã, numa tradição ascética e monástica, que incitava às práticas confessionais, as quais foram estendidas a todos a partir do século XVIII, Coloca-se como imperativo confessar os atos contrários à lei, para que fossem censuradas e interditadas todas as expressões relacionadas ao sexo, neutralizando-o, dessa forma.

( ) A técnica da confissão, apesar de ter permanecido restrita à espiritualidade cristã, foi associada a uma economia dos prazeres individuais, e utilizada por um “interesse público”, sendo reproduzida por mecanismos de poder para cujo funcionamento o discurso sobre o sexo passou a ser essencial.

( ) Uma das grandes novidades nas técnicas de poder, no século XVIII, foi o surgimento da “população”, como problema econômico e político. No cerne deste problema, está o sexo: é necessário analisar a taxa de natalidade, a idade do casamento, os nascimentos legítimos e ilegítimos, a precocidade e a frequência das relações sexuais, a maneira de torná-las fecundas ou estéreis. A conduta sexual da população é tomada, ao mesmo tempo, como objeto de análise e alvo de intervenção.


A

F F V F V


B

V F F F V


C

F V V F V


D

V F V V F


E

V V V F F

Com base na obra de Michel Foucault (1995) sobre as origens do hospital no Ocidente, NÃO é correto afirmar que:


A

Na Idade Média, o hospital era essencialmente uma instituição de assistência espiritual, separação e exclusão dirigida à camada pobre da população.


B

A origem do hospital médico se deu pelo ajuste de dois processos: o deslocamento da intervenção médica e a disciplinarização do espaço hospitalar.


C

Graças à tecnologia hospitalar, a medicina que se forma a partir do século XVIII tem tanto o indivíduo como a população como objetos de saber e intervenção.


D

Desde o século XVII, o hospital se estabeleceu como instituição médica terapêutica com dupla função: de cura do paciente e formação médica.

“Foucault identificou no mundo contemporâneo, a transformação do espaço público em lugar de sequestro e de esquadrinhamento do indivíduo. (...) Os saberes médicos, jurídicos, sociológicos, antropológicos, policiais e psicológicos, que cresceram visivelmente desde [o século XIX] na ânsia de organizar as multidões e canalizar ‘positivamente’ os problemas oriundos da industrialização e da urbanização em larga escala, também se constituíram em dispositivos centrais de codificação e normatização das condutas humanas.”

(MANCEBO, D. Indivíduo e psicologia. In JACÓ_VILELA, A. M. Psicologia social: abordagens sócio-históricas e desafios contemporâneos. Rio de Janeiro: Eduerj, 2004).

Para Foucault, o desenvolvimento do saber psicológico só é possível quando


A

a autoridade religiosa subtrai-se ao campo político.


B

o homem se torna duplo empírico-transcendental.


C

as lettres-de-cachet se disseminam no tecido social.


D

a confissão pastoral exacerba a autoridade paterna.


E

a invenção da imprensa democratiza o conhecimento.

No Brasil, a proteção à criança e ao adolescente é garantida por lei, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Porém, nas instituições, a defesa de seus direitos costuma se apoiar em referenciais tradicionalmente criminalizadores da família. Quando a criança ou o adolescente não se encontra em condições tidas por especialistas como “normais”, o Estado reserva-lhes abrigos ou estabelecimentos de medida socioeducativa, procedimento visto como proteção, embora lhes seja imposto um modelo instituído de assistência. Em nome da proteção, encontramos, assim, uma racionalidade política que, segundo Foucault, ocorre às expensas do sistema jurídico da lei e que procura regular a vida humana, cujo foco é a população vista enquanto fonte de riqueza. Tal lógica é chamada por Foucault de:


A

disciplina;


B

panoptismo;


C

repressão;


D

biopolítica;


E

exclusão social.

Em Vigiar e Punir (1975), Foucault aponta para os reais objetivos históricos que se realizaram a pretexto do fracasso do cárcere, cuja promessa de regeneração do apenado corresponde a uma utopia na qual a acentuação da criminalidade que a prisão deveria supostamente destruir é seguida invariavelmente por repetidas reformas do sistema carcerário. Seguindo esse raciocínio, o autor conclui que a prisão se destina a:


A

transformar o delinquente num homem dócil, útil e produtivo;


B

fabricar o delinquente e gerir as ilegalidades numa tática geral das sujeições;


C

vigiar o apenado a fim de puni-lo de acordo com a sanção normalizadora;


D

administrar a vida humana, desde o indivíduo até a população;


E

proporcionar mais poder ao juiz penal e, consequentemente, aos aparelhos do Estado.

O grupo dos anormais se formou a partir das figuras do monstro judiciário, do pequeno masturbador e do indisciplinado que, independentemente uns dos outros, se generalizaram nos séculos XVIII-XIX por meio da intensificação das células familiares em torno do corpo sexual das crianças, associada ao controle médico externo.

Para tanto, segundo Foucault, foram fundamentais nesse contexto de época


A

o alienismo pineliano, a prisão disciplinar e a descoberta do complexo de Édipo pela psicanálise.


B

a pedagogia de Rousseau, as prisões familiares do Antigo Regime e a psiquiatrização da loucura.


C

a psicologia científica, o poder sobre a vida biológica humana e as formas jurídicas do inquérito.


D

a vigilância panóptica, o exame penal e a substituição da figura feminina de feiticeira na figura da possuída.


E

a teoria da degenerescência, a rede institucional entre justiça e medicina em defesa da sociedade e a sexualidade infantil como explicação das anomalias.

Foucault estudou profundamente o assujeitamento e a docilização dos corpos para aumento de sua força econômica e redução de sua força política na construção de um determinado tipo de individualidade.

Para o autor, a forma de poder que tem por objetivo o controle do corpo em seus detalhes, na eficácia de seus movimentos é o poder


A

pastoral.


B

disciplinar.


C

parental.


D

monárquico.


E

fluido.

Certas práticas jurídicas parecem perigosamente identificar o sujeito psicológico com o sujeito de direitos, reduzindo o primeiro ao segundo e transformando certas atividades que envolvem o psicólogo em meras sanções. Com a finalidade de refletir sobre essa questão, convém citar uma das formas com que Foucault pensava a relação entre direito e norma, a saber:


A

há uma colonização recíproca entre as normas disciplinares e o direito, servindo este último como veículo para as primeiras.


B

o direito se opõe à norma, tendo o primeiro cedido lugar às disciplinas a partir das sociedades monárquicas.


C

a economia industrial foi crucial para o desenvolvimento das disciplinas, deslocando o direito de sua antiga função de ordenador social.


D

a repressão é o elemento central da dinâmica do poder agenciado pela norma e pelo direito


E

o direito é aquele que organiza os corpos no tempo e no espaço, mantendo a vigilância contínua sobre cada individualidade.

O livro História da Loucura na Idade Clássica, de Michel Foucault, oferece uma importante contribuição para a questão da loucura.


A esse respeito, de acordo com Foucault, analise as afirmativas a seguir.


A

A compreensão da natureza da loucura é similar em todas as sociedades.


B

Os loucos, ao longo do século XV, conviviam com os cidadãos nas cidades, não havendo nenhuma medida para afastá‐los.


C

O Hospital Geral já nasce como um estabelecimento médico.


D

O internamento tem o mesmo sentido em toda a Europa do século XVII, se for considerado em suas origens.


E

As casas de internamento foram um sucesso.

Segundo Foucault, a prisão é uma tecnologia de punição que foi elaborada na modernidade, quando os mecanismos de poder evoluíram das sociedades de soberania para as sociedades disciplinares. Sobre o poder disciplinar é correto afirmar que:


A

se materializa nos corpos dos sujeitos individualizados para extrair-lhes a força útil, por meio de técnicas disciplinares.


B

se materializa na pessoa do rei que detém o direito de vida e morte sobre seus súditos.


C

é exercido pelo soberano que se apropria e expia os bens e riquezas dos súditos.


D

tem como foco a população e intervém nos fenômenos coletivos que podem atingir a população e afetá-la.

A noção de periculosidade, tal como pensada por Foucault, expressa


A

o risco virtual de criminosos delinquirem, o que exige a construção de mais estabelecimentos prisionais.


B

o perigo de convivência com psicopatas e criminosos impulsivos que devem ser constantemente monitorados.


C

o perigo virtual de qualquer indivíduo adotar comportamentos transgressores.


D

o perigo advindo da presença de criminosos não ressocializados na sociedade


E

a necessidade de controle de serial killers em razão do risco social que representam

Michel Foucault, no difundido livro Microfísica do Poder, analisa, entre outras questões, o surgimento da medicina social, refletindo sobre processos que ocorreram na Inglaterra do século XIX, e conclui que a medicina inglesa:

A
consistia no questionamento crítico da prática e do saber médicos, incumbindo às universidades e à corporação dos médicos o encargo da formação médica e a distribuição dos diplomas;

B
constituiu-se através da imposição da quarentena, que pressupunha a permanência de cada pessoa em sua casa para imediata localização, além de vigilância constante para verificação do contágio, ou não, da doença;

C
preocupou-se com o controle da circulação da água e do ar, opinando na construção de largas avenidas no espaço urbano e na demolição de casas edificadas em pontes;

D
constituiu essencialmente um controle da saúde e do corpo das classes mais pobres para torná-las mais aptas ao trabalho e menos perigosas às classes mais ricas;

E
estatizou-se desde o século XVII através da criação de administradores médicos nomeados pelo governo para atender a todos os moradores de uma determinada região.

No conhecido livro “Vigiar e Punir”, Foucault reflete sobre a técnica do exame, que consistiria em uma tecnologia


A

do poder soberano que invisibiliza, desterritorializa e militariza.


B

do poder disciplinar que visibiliza, individualiza e normaliza.


C

do poder disciplinar que singulariza, invisibiliza e pune.


D

do poder fluido que controla, medicaliza e incita.


E

do poder soberano que normaliza, cerimonializa e pune.

Foucault, no conhecido livro Vigiar e Punir, pensa o nascimento da psicologia como uma ciência do indivíduo, como disciplina da norma que regula, vigia, realiza uma ortodoxia da subjetividade. Félix Guattari e Sueli Rolnik pensam a subjetividade como:


A

conflito entre consciente e inconsciente que deve ser elaborado no processo analítico;


B

produção, dependendo de um agenciamento de enunciação produzi-la ou não;


C

individualidade privada, cujo desvelamento essencial ocorrerá nas relações interpessoais mais próximas;


D

unidade psicológica formada pela recepção dos comandos sociais;


E

instrumento de poder normatizado pelas instituições jurídicas.

Sabemos desde Foucault que a psiquiatria se transformou, a partir da segunda metade do século XIX, numa peça estratégica do biopoder, ampliando o seu escopo de ação para a gestão da população e, assim, promovendo a higiene das raças e o controle das anomalias consideradas perigosas à ordem social. Para tanto, exigiu-se do saber psiquiátrico o privilégio de teorias baseadas.


A

no isolamento manicomial como estratégia terapêutica inaugurada por Pinel.


B

no Panopticon de Bentham, cujo olhar vigilante tornou-se crucial nas sociedades disciplinares.


C

na divisão binária entre a loucura maníaco-depressiva e a demência precoce feita por Kraepelin.


D

no enquadramento da mão de obra proletária junto aos aparelhos de produção capitalista.


E

no conceito de degeneração, que atribui à transmissão hereditária a causalidade de desvios diversos.

   
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