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O psicólogo que atua por meio da assistência social
propicia, a partir de suas intervenções, que os indivíduos indefesos diante de condições sociais adversas sejam protegidos pelas instituições sociais.
oferece apoio e suporte psicológico, para que os excluídos sociais aceitem sua condição de vulnerabilidade e se adaptem de forma adequada à realidade.
opera no campo simbólico dos indivíduos excluídos, para que se identifiquem com modelos sociais valorizados e atuantes no contexto social.
categoriza os quadros que tipicamente atingem a classe trabalhadora, identificando as suas características essenciais e intrassubjetivas.
adota uma perspectiva comprometida com a transformação social, que elege como foco as necessidades, objetivos e experiências dos oprimidos.
Dentro da Psicologia Social uma das estratégias de intervenção utilizada com os grupos familiares é a visita domiciliar. Essa intervenção é possibilitada por meio de técnicas desenvolvidas por terapeutas familiares conhecidas como:
Observação e escuta.
Circularização e devolução.
Escuta e mediação.
Observação e apoio.
Circularização e apoio.
Quando um psicólogo presta serviços em programas socioassistenciais, ele pode desenvolver diferentes atividades em espaços institucionais e comunitários. Uma dessas atividades é
discutir proposições de políticas e ações relacionadas à comunidade em geral e movimentos da população, com vistas à realização de projetos sociais.
diagnosticar a população de crianças e adolescentes de um território, identificando as dificuldades escolares e os transtornos mentais prevalentes.
desenvolver ações de promoção, prevenção, proteção e reabilitação social, priorizando o atendimento psicoterapêutico e individualizado.
coordenar e determinar ações de toda a equipe do serviço socioassistencial, uma vez que cabe ao psicólogo o cuidado com a saúde dos profissionais da equipe.
realizar atendimentos domiciliares com vistas à fiscalização das condições de renda e moradia de todos os indivíduos da comunidade por ele atendida.
O cotidiano das famílias que enfrentam situação de vulnerabilidade social é constituído por uma série de vínculos que pressupõem obrigações mútuas, que não têm caráter legal, mas caráter simbólico e afetivo. Esses arranjos constituem uma rede social de apoio que
impede o fortalecimento dos vínculos na família nuclear, diluindo o impacto negativo das figuras de autoridade familiar de crianças e adolescentes pobres.
promove, entre seus integrantes, relações de cuidado que se revelam mais fortes e importantes para a sobrevivência cotidiana do que muitos vínculos de parentesco.
substitui, com qualidade, os vínculos estabelecidos entre os membros de uma família, eliminando situações de negligência e violência doméstica.
assegura que as crianças e adolescentes receberão os cuidados e a orientação apropriados para cumprirem com sucesso seu papel na sociedade.
elimina a necessidade de mobilização dos serviços socioassistenciais, atuando como um fator protetivo junto às famílias que enfrentam situação de pobreza.
As experiências de trabalhos em grupos com famílias de baixa renda resultam em um resgate da autoestima e das competências, que contribuem para a mobilização das redes sociais com reconhecida eficácia no alívio das tensões. De uma perspectiva psicológica, isso acontece porque
o compartilhamento de sentimentos amplia a consciência sobre os problemas enfrentados e estimula a busca de soluções.
a troca de experiências elimina os impulsos agressivos gerados pelas condições de vida, favorecendo o ajuste ao cenário social.
os protagonistas dos grupos familiares podem conviver com modelos de liderança positivos, representados pelos coordenadores do grupo.
o controle dos sentimentos hostis, manifestados nos encontros grupais, ajuda a diminuir o risco de conflitos no ambiente familiar.
o acolhimento oferecido pelos coordenadores dos grupos introduz uma sensação de proteção e inclusão social.
“As pessoas precisam combinar algumas regras para viverem juntas. Se estiver em um ponto de ônibus às sete horas da manhã, será necessário ter alguma garantia de que o transporte aguardado passará por ali mais ou menos nesse horário. Alguém combinou isso com o motorista. Dependemos do outro em nosso cotidiano. Um funcionário precisou abrir o portão da escola, cujas dependências já estavam devidamente limpas; um professor nos espera; ao chegar à escola encontro colegas que também têm aulas no mesmo horário.”
(Bock, 2008 p. 220.)
Ao tipo de regularidade normatizada pela vida em grupo exposta anteriormente pela autora Bock, nomeamos de:
Instituição.
Organização.
Institucionalização.
Operacionalização.
Em sua atuação na assistência social, o psicólogo precisa
intervir junto às situações de desigualdade a partir de concepções que tomam o indivíduo pela sua história individual.
superar a noção de indivíduo que parte de um ideário individualista, voltado para valores morais e jurídicos.
pensar que os condicionantes para a existência individual são determinados pela coletividade.
situar os indivíduos em situação de exclusão social de que eles também são responsáveis pela sua condição.
facilitar o acesso da população marginalizada às diversas modalidades de atendimento psicológico disponíveis.
Os dados apresentados no Plano Municipal de Assistência Social de São José do Rio Preto apontam como principal demanda dos serviços socioassistenciais de proteção social básica
as passagens intermunicipais.
o benefício de prestação continuada.
o auxílio nutricional.
o serviço de proteção e atendimento integral à família.
os centros de convivência do idoso.
Considerando que a análise institucional é um paradigma que propõe uma analítica em ação, ou seja, um fazer em que a ação é o analisador, há um conjunto de ferramentas conceituais que norteiam as ações de intervenção com base nessa perspectiva. Sobre isso, relacione as colunas abaixo:
I) Análise de Encomenda
II) Análise de Demanda
III) A Autogestão do Conjunto da Sessão de Análise
IV) Elucidação dos Analisadores
V) Análise Permanente das Implicações.
( ) Condução grupal marcada pelo compromisso em contratualizar com o grupo os detalhes formais do processo de análise.
( ) Questionamento da relação do analista com o ato de solicitação do trabalho, evidenciando, principalmente, os atores solicitantes e as condições de emergência da convocatória endereçada ao analista.
( ) Questionamento da relação do analista com o grupo, com a solicitação inicial, com os atores solicitantes, com a ideologia do meio, com os problemas elencados.
( ) Construção de um quadro claro de anseios dos atores que não participaram da solicitação do trabalho, elucidando, porém, suas relações com os atores solicitantes.
( ) Processo pelo qual se explicitam elementos que motivam o grupo a se expressar, trazendo à tona os conflitos e confrontos.
Assinale a alternativa CORRETA:
IV, III, I, V, II
III, V, I, IV, II
III, I, II, V, IV
I, IV, V, II, III
III, I, V, II, IV
Diversos autores da Psicologia consideram que a mera transposição de técnicas e teorias psicológicas de abordagem individual para o campo da intervenção psicossocial pode trazer dificuldades para a atuação do psicólogo. Sobre a atuação junto às comunidades e à área clínica tradicional, considere as seguintes afirmativas:
I | os objetivos da atuação nas comunidades é o desenvolvimento comunitário, a emancipação humana e a prevenção de vulnerabilidades, enquanto que, para a clínica tradicional, o foco está no tratamento terapêutico e na mudança individual. |
II | o lugar de intervenção psicossocial é a própria comunidade, o contexto social imediato, enquanto que, para a clínica tradicional, o foco está nos sujeitos e nas suas demandas individuais. |
III | o modelo teórico adotado na intervenção psicossocial baseia-se nos fundamentos da Teoria da Personalidade Social e da Psicopatologia das crises. |
IV | a relação do psicólogo comunitário com o público destinatário deve ser sempre hierárquica, tendo em vista o lugar de suposto saber e fuga do senso comum. |
Dentre as afirmações, estão corretas
I e III.
I e II.
III e IV.
II e IV.
De acordo com a análise institucional, proposta por Lourau (2004), o útil ou necessário para a pesquisa e a ética da pesquisa, e de forma similar, para a intervenção e a ética da intervenção, não é a implicação – sempre presente em nossas adesões e rechaços, referências e não referências, participações e não-participações, mas a análise dessa implicação. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa CORRETA:
A partir de 1980, a prática da psicanálise não mais parece ser o eixo central das pesquisas de Lourau, que demonstra caminhar mais sistematicamente para uma teorização do conceito de implicação, consolidado pela socioanálise.
A análise de implicação considera que o discurso somente teria legitimidade caso levasse em conta a análise das condições que permitem sua própria emergência. Este projeto deve funcionar como ideal de qualquer pensamento.
O termo implicação designa comprometimento, participação, e visa analisar o grau de ativismo, de identificação com uma tarefa ou instituição, bem como a carga afetiva investida na cooperação.
Ao considerar juízos de valor a respeito da motivação e do envolvimento em grupos ou instituições, Lourau afirma que há uma “exploração da subjetividade”, propondo o termo sobreimplicação para definir um excesso de implicação deste sujeito, sendo diametralmente oposto ao absenteísmo e ao abstencionismo.
As implicações do não-participacionista não são menos fortes do que as do participacionista. Ambas devem ser analisadas. A desafetação configura postura política de conformidade ao instituído e a participação contestatória é uma atitude ética instituinte.
José Bleger afirma que a instituição é uma organização de caráter público ou semi-público, com estabelecimento físico, destinada a servir a algum fim socialmente reconhecido e autorizado, por exemplo, asilo, universidade, hospital. Partindo do ponto de vista de José Bleger sobre a Psicologia Institucional e seus métodos de trabalho, é INCORRETO afirmar que:
O objetivo do psicólogo no campo institucional é o da psico-higiene, ou seja, conseguir a melhor organização e as condições que tendem a promover saúde e bem estar aos integrantes da instituição.
De acordo com Bleger (1984), o psicólogo deve passar da atividade psicoterápica (doente e cura) para a atividade da psico-higiene (população sadia e promoção da saúde), saindo do enfoque individual e indo para o social.
A estratégia mais importante do psicólogo no trabalho institucional refere-se primeiramente ao enquadramento da tarefa (relação do psicólogo com a instituição na contratação, programação e realização do trabalho profissional) e os critérios que sustentam essa relação.
Um dos métodos defendidos por Bleger são os atendimentos clínicos individualizados dentro das instituições, garantindo assim que o indivíduo possa superar suas mazelas a fim de desenvolver suas atividades laborais sem muitos conflitos.
As intervenções psicossociais na comunidade foram destaque das análises teórico-práticas propostas por Lane (1993) no que tange à psicologia social. A respeito de tais experiências, a autora menciona, inclusive no âmbito da saúde mental da população, que “são feitas por equipes multidisciplinares e têm oscilado entre um atendimento convencional a indivíduos com queixas de teor emocional e trabalhos educativos sobre saúde mental junto a pais, famílias, escolas e associações locais de moradores” (p. 211). Contudo, mais recentemente, muitas dessas experiências já romperam plenamente com a convencionalidade devido à influência significativa de uma perspectiva sócio-histórica nos segmentos da psicologia social e da saúde. Tendo em vista a referida influência, analise as proposições acerca da articulação entre psicologia social e saúde.
I. As crises pessoais, familiares e profissionais, propiciadas por ansiedade, angústia e medo exigem reflexão e revisão de saberes e práticas, principalmente no que se refere ao sigilo, à biotecnologia e à intervenção de alto risco na assistência à saúde.
II. A interpretação e a problematização dos significados de valores morais acerca de ansiedades, angústias e medos exigem do psicólogo uma atuação secundária em saúde, visto que as crises pessoais, familiares e profissionais destituem-se de intervenção nesse setor.
III. O posicionamento ético do profissional da psicologia na assistência à saúde, mesmo que não seja implicado por necessidade de revisão de normas de conduta profissional, sofre influência e levam-no a reflexão e até conflitos mediante as problemáticas pessoais, familiares e profissionais desencadeadas por ansiedade, medo e angústia dos sujeitos assistidos.
IV. O profissional da psicologia presente nas instituições de saúde tem a sua prática atravessada por vivências de grande significado na vida das pessoas, muito além de demandas comportamentais; e mesmo que o psiquismo seja uma expressão subjetiva da realidade, a saúde, nessa concepção, consiste em um processo dinâmico, ativo e de busca de equilíbrio tais que inviabiliza o entendimento de uma saúde plena.
Estão corretas apenas as afirmativas
I e II.
II e III.
I e IV.
III e IV.
A respeito da análise institucional como método de intervenção, assinale a alternativa CORRETA:
O analista, ao se situar no exterior dos grupos, coletividades ou organizações que lhe demandam a intervenção, poderá realizar a análise de implicações na rede de instituições que lhe dá a palavra.
As instituições formam a trama social que une e atravessa os indivíduos, e a sua face oculta é o que a análise institucional se propõe a descobrir. Aquilo que se censura é a expressão da alienação e a vontade de mudança, tratando-se de uma repressão que somente pode ser desvelada pela prática revolucionária, isto é, por uma análise marxista da luta de classes
Nas crises sociais, há um “retorno do reprimido social”, expressão que faz referência à obra de Freud, remetendo estritamente a uma investigação psicanalítica, a qual desvelará as instituições ocultantes, que são da ordem da racionalização.
É o analisador que realiza a análise. Chama-se analisador aos lugares onde se exerce a palavra, bem como a certos dispositivos que provocam a revelação do que estava escondido. A análise institucional transforma a palavra terapêutica, “escravizada pelos analistas” em palavra política, liberada e liberadora dos analisadores.
Lourau propõe um método de intervenção em situação que consiste em analisar as relações que as múltiplas partes presentes no jogo social mantêm com o sistema manifesto e oculto das instituições. Dessa forma, ao constituir-se como uma socioanálise, abandona os referenciais freudianos e volta-se à hermenêutica marxista, desvelando a ordem ideológica nas instituições.
“As instituições, enquanto sistemas culturais, simbólicos e imaginários, apresentam-se, portanto, como conjuntos englobantes, visando imprimir a sua marca distintiva sobre o corpo, o pensamento e a pisque de cada um de seus membros.”
(KAES, R. Et al. A Instituição e as Instituições. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1991. P.59)
Considerando o recorte acima, assinale a alternativa que contempla as afirmativas corretas a respeito das instituições.
I – As instituições colocam-se para os indivíduos como um polo ideal, obcecando-os com o ideal. Todavia, dificilmente atingem seu objetivo de domínio total.
II – Apesar do conflito subjetivo próprio da inserção de um indivíduo em uma instituição, o ambiente normatizador e controlado favorece a progressiva autonomia.
III – As relações estabelecidas entre as instituições e os indivíduos por elas tratados são permanentemente assimétricas, eles jamais se tornaram membros ativos.
IV- Em sua prática, as instituições dedicam-se a propiciar ambiente salutar, minimizando possíveis atravessamentos que possam agravar enfermidades de seus pacientes.
Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
Somente as afirmativas I e III estão corretas.
Somente as afirmativas II e III estão corretas.
De uma perspectiva psicossocial, alguns pressupostos são utilizados para legitimar, sacralizar e reproduzir as relações de exclusão social. Um desses pressupostos é a
herança genética.
culpabilização.
flexibilização.
globalização.
racionalização.
Pichon-Rivière (1980) propõe uma investigação tríplice (psicossocial, sociodinâmica e institucional) para obter uma análise dos indivíduos e dos grupos. A investigação psicossocial refere-se a:
diversas tensões existentes em todo tipo de vínculo
parte do indivíduo que se expressa para fora
parte do indivíduo que se evidencia nos grandes grupos
investigações pertinentes ao interior do indivíduo
análise do grupo como estrutura
A respeito das considerações éticas que regem a prática psicossocial, Sánches-Vidal (1999) considera três âmbitos de responsabilidade do psicólogo no que se refere à proteção dos sujeitos; são eles:
terapêutico, pessoal e jurídico.
pessoal, jurídico e profissional.
pessoal, comunitário e profissional.
comunitário, jurídico e pessoal
jurídico, comunitário e profissional.
Na área de reabilitação psicossocial, há, atualmente, uma rede ampla de ofertas terapêuticas, tais como: centros de atenção psicossocial, leitos psiquiátricos em hospitais gerais, centros de convivência, cooperativas de trabalho, residências terapêuticas. De maneira geral, esses novos serviços se caracterizam pela utilização de um conjunto amplo e complexo de tecnologias terapêuticas e práticas psicossociais, dirigidas a manter a pessoa:
internada em manicômio.
na comunidade.
sob vigia judicial.
sob responsabilidade do Sistema Único de Saúde.
internada em hospital geral.
No que tange ao trabalho em rede, o guia cognitivo e de conselho e a regulação social exercem a mesma função.