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Os dispositivos públicos que oferecem às pessoas com transtornos mentais espaços de sociabilidade, produção cultural e intervenção na cidade através da construção de espaços de convívio e sustentação das diferenças na comunidade, facilitando a construção de laços sociais e a inclusão das pessoas com transtornos mentais são os (as):
Programa de Volta pra Casa.
Residências Terapêuticas.
Centros de convivência e cultura.
Hospitais-dia de Psiquiatria.
A atuação na atenção primária em saúde (APS) exige o conhecimento de uma gama maior de ferramentas teóricas e a realização de um trabalho integrado. Nesse contexto, as práticas da Psicologia devem ser
construídas em uma perspectiva clínica, o que leva a uma melhor compreensão do processo saúde-doença e seus fenômenos.
pautadas por questões teóricas e práticas relacionadas às teorias terapêutico-curativas, com predominância da psicologia clínica.
articuladas de forma interdisciplinar e na perspectiva de uma teoria psicológica que contextualize as questões de relevância social.
pautadas na prevenção e recuperação da saúde, com especialização em saúde mental, para o restabelecimento do bem-estar do indivíduo.
O psicólogo inserido na atenção básica deve ter sua atuação pautada pelo atendimento integral. Umas das abordagens usadas para garantir esse atendimento é o Projeto Terapêutico Singular (PTS), executado a partir de ações integradas individuais e coletivas.
Sobre os momentos para a elaboração do PTS, considere as seguintes afirmativas:
I A primeira etapa consiste em realizar o diagnóstico da situação, por meio de uma avaliação orgânica, psicológica e social dos riscos e da vulnerabilidade do usuário.
II O PTS exige um momento de reavaliação, no qual se discutirá a evolução do tratamento e serão feitas as devidas correções de rumo das propostas.
III A definição de metas deve ser feita pela equipe, estabelecendo propostas de curto prazo, e comunicada ao paciente
IV No momento de dividir as responsabilidades, o líder da equipe define o papel, as atividades e os prazos para cada membro da equipe.
Em relação aos momentos na elaboração do PTS, estão corretas as afirmativas:
I e IV.
I e II.
II e III.
III e IV.
Vivemos uma grave situação de saúde pública: crianças estão nascendo com microcefalia pela transmissão materna do Zika vírus durante a gestação. Uma das consequências da microcefalia é o grave comprometimento cognitivo das crianças. É CORRETO afirmar que tal comprometimento é
hereditário e adquirido.
genético e hereditário.
inato e adquirido.
inato e genético.
hereditário e inato.
Ao retomar as fases por que passou a psicologia da saúde na incorporação da dimensão social na explicação do processo saúde/doença destaca-se a vertente que enfatiza o intra-individual e a que enfatiza os aspectos psicossociais do adoecimento. Sendo assim, “... do ponto de vista da medicalização de nossas vidas o enfoque está mais particularmente nos fatores objetivos do stress físico, procurando entender e, especificamente, prevenir os comportamentos de risco: fumar, comer alimentos inadequados, levar uma vida sedentária. Fica evidente, sem dúvida que esta segunda vertente está intrinsecamente relacionada às posturas de promoção da saúde e prevenção de saúde. Afinal, é difícil, sem recorrer à psicoterapia, mudar características de personalidade. Mas, no que diz respeito ao estilo de vida, a responsabilidade fica com o indivíduo e, como já dizia Platão, faz parte da esfera de socialização”. (SPINK, 2009, p. 46).
Assim, a mudança de estilo de vida pertence à esfera:
Das emoções.
Da educação.
Das terapias.
Do organismo.
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a sentença iniciada a seguir: A problematização genealógica da deficiência empreendida por Lobo (2008) visa a:
entender como a deficiência vai sendo tratada no Brasil, ao longo de sua história.
estabelecer uma cronologia precisa para os acontecimentos relativos à Educação Especial no Brasil, tendo em vista a escassez de dados confiáveis nesse âmbito.
demarcar, historicamente, os períodos e marcos fundamentais para as práticas designadas atualmente por: exclusão, integração e inclusão social.
analisar as deficiências como instituição, tomando-as em sua historicidade, o que permite não negar a existência das marcas do corpo, mas desnaturalizá-las em seu caráter arraigadamente biológico.
mapear o surgimento dos estabelecimentos destinados ao tratamento de pessoas com deficiência no Brasil, bem como as transformações das finalidades e modos organizativos dos mesmos ao longo da história.
Avalie as afirmativas abaixo, considerando as “Recomendações de práticas não medicalizantes para profissionais e serviços de educação e saúde” (CFP, 2015).
I. Entende-se por medicalização o processo por meio do qual as questões da vida social são reduzidas a um tipo de racionalidade que vincula artificialmente a dificuldade de adaptação às normas sociais a determinismos orgânicos que se expressariam no adoecimento do indivíduo.
II. O campo educacional tem se configurado como um dos principais espaços de enfrentamento ao fenômeno social da medicalização da vida, o que permite observar, recentemente, uma diminuição nas práticas de encaminhamento a especialistas com a demanda de diagnósticos quanto a problemas de aprendizagem de alunos; tais problemas têm sido entendidos, cada vez mais, como produto de um contexto complexo e multideterminado.
III. Pode-se dizer que os processos de medicalização promovem a seguinte inversão: ao invés de se fabricarem remédios para doenças, fabricam-se doenças para remédios, com vistas ao aquecimento de um mercado que se abre para a indústria farmacêutica com a criação de supostas doenças.
Assinale a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Todas as afirmativas estão corretas.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Apenas a afirmativa III está correta.
Nos processos de cuidado com a saúde, é fundamental considerar as relações humanas que envolvem as necessidades básicas e o comportamento dos indivíduos. A propósito desse assunto, assinale a alternativa correta.
A atitude proativa do profissional com relação à saúde é diretamente influenciada pela precarização e pelos conflitos nas instituições.
As melhores práticas para uma atuação mais humanizada são aquelas vinculadas ao modelo higienista.
Quando as necessidades básicas de segurança do paciente são atendidas, a prevenção de doenças psicossomáticas é otimizada.
Participar de equipes de alto desempenho é nocivo ao manejo de conflitos e ao cuidado com a saúde em contexto hospitalar.
As relações intersubjetivas são mais importantes para o cuidado com a saúde de pacientes graves que as relações interpessoais.
Com relação à Reforma Psiquiátrica no Brasil, que teve seu início contemporâneo ao movimento sanitário, assinale a afirmativa correta:
O atendimento ambulatorial do paciente foi incentivado, de forma a qualificar, expandir e fortalecer a rede extra hospitalar.
O movimento dos trabalhadores em saúde mental teve grande influência no processo de reforma psiquiátrica uma vez que passou a estimular a hegemonia de uma rede privada de assistência.
A experiência italiana de institucionalização em psiquiatria foi inspiradora do movimento da reforma psiquiátrica brasileira.
Os atendimentos em saúde mental no Brasil passaram a priorizar atendimentos num nível de atenção mais complexo e completo para o paciente, que é o atendimento terciário.
A ideia de “conflito” no sistema de cuidados à saúde foi amplamente desenvolvida na literatura sócio antropológica. Freidson (1970, citado por Alves, 2006, p. 1548) foi um dos grandes representantes da “teoria do conflito”. Pra ele, as diversas definições de doença, principalmente nas sociedades modernas, são determinadas por um sistema pluralístico de valores e princípios sociais. Dessas definições, duas delas são fundamentais, a da:
biomédica, que concebe a doença como desvio de fatores eminentemente morfofisiológicos e psicológicos (disease)
biomédica, que concebe a doença como desvio de fatores eminentemente morfofisiológicos e a dos pacientes (illness).
psicológica (disease) e a dos pacientes
biomédica, que concebe a doença como desvio de fatores eminentemente morfofisiológicos e psicológicos (disease) e a dos pacientes
Durante o processo de adoecimento, o paciente pode vivenciar sentimentos de autodesvalorização, gerados pelo incômodo que se imagina, provocando aos amigos e familiares, por exemplo, uma sobrecarga financeira pelos custos do tratamento.
Considerando-se as categorias propostas por Strain (1978), diríamos que o paciente vivencia o medo de
retaliação.
perda da integridade narcísica.
estranhos.
perda do controle.
perda de amor e aprovação.
Joana é psicóloga e acabou de ser contratada no município de Paes Landim e foi informada pela equipe de saúde, que teria de atuar com adolescentes diabéticos. Com este tipo de paciente é importante:
I. estar sensível à possibilidade de que o adolescente desrespeite a dieta, como uma forma de comportamento de oposição comum nos adolescentes.
II. insistir na modificação dos hábitos alimentares da família
III. encaminhar o adolescente para terapia individual.
IV. disponibilizar grupos de discussão nos serviços de atendimento a adolescentes diabéticos.
apenas a afirmativa I está correta;
apenas as afirmativas I e II estão corretas;
apenas a afirmativa I e III estão corretas;
apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas;
De acordo com Staub (2014, p. 24) os psicólogos da saúde abordam o estudo da saúde e da doença partindo das quatro perspectivas: sociocultural, de gênero, biopsicossocial e do curso de vida. É também conhecida como teoria de sistemas a perspectiva:
sociocultural
biopsicossocial
do curso de vida
de gênero
Em geral, uma cirurgia implica grande impacto sobre o bem-estar físico, social e emocional do paciente, com aumento dos níveis de ansiedade e stress e pelo distanciamento, mesmo que temporário, da rede de apoio social e familiar. Sobre o atendimento psicológico em clínica cirúrgica, é correto afirmar que, EXCETO:
O psicólogo deve atuar com o objetivo de minimizar a angústia e ansiedade do paciente, favorecendo a expressão dos sentimentos e auxiliando na compreensão da situação vivenciada, proporcionando, também, um clima de confiança entre o paciente e equipe de saúde, e facilitando a verbalização das fantasias advindas do processo cirúrgico.
A efetivação de um bom acompanhamento psicológico no pré-operatório tem influência direta nas reações do paciente no trans e pós-operatório, já que existem relações entre o estado emocional do paciente nessas três fases da cirurgia.
A presença do psicólogo na equipe que tratará da reabilitação do paciente cirúrgico é de fundamental importância, pois todas as elaborações, fantasias, medos, depressão (eventualmente) podem ser detectadas e trabalhadas, junto a este, de forma a não se tornarem empecilhos para sua reintegração à vida.
Quando os pacientes são crianças, os fatores de risco da crise vital, gerada pela hospitalização e cirurgia, são reduzidos por se tratarem de pacientes em estágios do desenvolvimento iniciais.
Estudos apontam que os principais fatores desencadeantes de ansiedade incluem: a) percepção antecipada de dor e desconforto; b) espera passiva pelo início do procedimento; c) separação da família e sentimentos de abandono; d) possível perda, mesmo que temporária, de autonomia; e) medo da morte, de sequelas, do procedimento de anestesia e do risco de alta prematura; e f) o procedimento cirúrgico como um todo.
Sobre comunicação em saúde, assinale a opção CORRETA.
O treinamento do aluno para aprender a conversar e atender o paciente é irrelevante, bastando apenas que ele se concentre na escuta ativa das demandas do paciente e seus familiares.
O desenvolvimento de técnicas de comunicação e relacionamento não são imprescindíveis nas relações profissionais, onde é importante lidar com as pessoas.
O profissional de saúde estabelece cuidados adequados às necessidades dos pacientes, para então buscar decodificar, decifrar e perceber a mensagem que o paciente o envia.
Para os familiares, a expectativa é de que a equipe dará conta da doença e providenciará o bem-estar geral.
Um fator que interfere na comunicação é que, para o paciente, a doença é uma ameaça ao seu existir, o que diante do adoecimento e aos olhos do profissional é um exagero.
O psicólogo que trabalha com psicologia da saúde desenvolve uma série de atividades que buscam atingir os objetivos específicos deste cenário. Considerando esses objetivos, assinale a alternativa cujo exemplo de atuação NÃO se encaixa no trabalho do psicólogo da saúde:
Realizar reuniões com líderes governamentais que formulam políticas públicas, com o objetivo de assegurar a melhoria dos serviços de saúde.
Desenvolver ações que visam aprimorar a saúde, favorecer a prevenção e o tratamento de doenças.
Estudar de forma científica as causas e origens de determinadas doenças, principalmente realizando estudos relacionados às suas origens orgânicas.
Desenvolver e implementar programas para ajudar os pacientes a lidar com a dor crônica.
Realizar discussões com a equipe médica para esclarecer e determinar os traços psicológicos que estão influenciando o tratamento médico do paciente.
A partir da década de setenta, a Psicologia da Saúde ganhou força no país devido transformações sociais e históricas ocorridas, juntamente com algumas tendências presentes na área da saúde nesta época, como:
Aumento da expectativa devida e diminuição progressiva de doenças relacionadas aos comportamentos.
Surgimento dos transtornos relacionados ao estilo de vida e aumento dos custos dos tratamentos de saúde.
Aumento dos custos dos tratamentos de saúde e diminuição da expectativa de vida.
Necessidade de atuação dos profissionais baseado no modelo biomédico e diminuição da expectativa de vida.
A internação compulsória em psiquiatria caracteriza-se pela prática de utilizar meios ou formas legais para internar uma pessoa contra a sua vontade. Dessa forma, a internação compulsória no Brasil.
Faz parte da política proposta pelo Ministério da Saúde conhecida como redução de danos.
Vem ao encontro da proposta da Reforma Psiquiátrica iniciada na década de 70 no Brasil.
Deve ser estimulada pelos psicólogos que trabalham com dependentes químicos, uma vez que é a única opção disponível atualmente na rede de saúde mental para tirar estes indivíduos de uma situação de risco, já que pelo comprometimento gerado pelo uso crônico e indiscriminado da substância, não tem condições de fazer escolhas conscientes.
Deve ser evitada, e somente realizada em casos extremos, uma vez que já tenham sido abordadas outras formas de atendimento sem sucesso.
Bendassolli e Soboll (2011) apresentam um conjunto de quatro correntes teóricas diferentes, as quais designam por “clínicas do trabalho”. Apesar de singulares, tais correntes apresentam pressupostos compartilhados, os quais tornam pertinente tal agrupamento. Considerando esse conjunto, é possível afirmar que tais abordagens não podem ser tomadas como clínicas do sofrimento, distanciando-se também de um modelo clínico individualista. Escolha, dentre as alternativas abaixo, a única que explica de modo CORRETO esta última afirmação.
Os processos de trabalho são tomados, nessa perspectiva clínica, como fundados nas relações sociais, as quais precedem o domínio psíquico e, desse modo, vislumbra-se transformações concretas quanto às condições de trabalho pela via de reorganizações das variáveis que compõem o ambiente social.
As clínicas do trabalho primam por uma atitude positiva frente ao meio de trabalho, pautandose em ações motivacionais que integrem sujeito e organização, de modo a se atingir um grau ótimo de eficácia e eficiência.
Embora atentas ao sofrimento e aos aspectos deletérios do trabalho, essa perspectiva clínica os transcendem, enfatizando os processos criativos e construtivos do sujeito, tomado em estreita relação entre o mundo psíquico e o mundo social.
Em ambas correntes teóricas o procedimento de grupos focais propicia processos terapêuticos não individualizantes, pautados no princípio da cooperação mútua para o enfrentamento das situações adversas no trabalho.
O manejo do desempenho como mote interventivo faz com que as clínicas do trabalho descentrem as questões individuais como causas do adoecimento no trabalho, atuando de modo a criar condições para um nível de produtividade e qualidade ótimos. [ 37 ]
A Psicologia da Saúde é uma área recente, desenvolvida principalmente a partir da década de 70, cujas pesquisas e aplicações, respectivamente, visam a compreender e atuar sobre a inter-relação entre comportamento e saúde e comportamento e doenças (Miyazaki, Domingos & Caballo, 2001; Barros, 2002). Sobre a Psicologia da Saúde julgue as assertivas abaixo:
I. A Psicologia da Saúde está interessada diretamente pela situação, que cabe ao foro médico.
II. Seu interesse não está na forma como o sujeito vive e experimenta o seu estado de saúde ou de doença, e sim na sua relação consigo mesmo, com os outros e com o mundo.
III. Objetiva fazer com que as pessoas incluam no seu projeto de vida, um conjunto de atitudes e comportamentos ativos que as levem a promover a saúde e prevenir a doença.
IV. Busca compreender o papel das variáveis psicológicas sobre a manutenção da saúde, o desenvolvimento de doenças e seus comportamentos associados.
V. Além de desenvolver pesquisas sobre cada um desses aspectos, os psicólogos da saúde realizam intervenções com o objetivo de diagnosticar doenças e auxiliar no manejo ou no enfrentamento das mesmas.
Assinale a alternativa correta:
Falsa a I; Verdadeira a II; Verdadeira a III; Verdadeira a IV; Falsa a V.
Falsa a I; Falsa a II; Verdadeira a III; Verdadeira a IV; Verdadeira a V.
Falsa a I; Falsa a II; Verdadeira a III; Verdadeira a IV; Falsa a V.
Falsa a I; Falsa a II; Verdadeira a III; Falsa a IV; Falsa a V.